As linhas orientadoras do Governo para a reforma do Governo
A Resolução do Conselho de Ministros nº. 121/2025 publicada no Diário da República do passado dia 12AGO, aprovou as linhas orientadoras da reforma dos ministérios. Trata-se de uma verdadeira reforma organizativa, que até já começou, e que o Governo pretende continuar com concretizações no decurso do próximo ano 2026.
Logo a começar consta assim do diploma:
«Melhorar os serviços públicos ao cidadão e às empresas, requer dos governantes ação determinada e a capacidade de fazer escolhas, quase sempre difíceis no que respeita à organização e funcionamento do Estado. Requer um maior grau de exigência, avaliando com rigor o que está a falhar e melhorando de forma clara as suas instituições, recursos, procedimentos e interações com o cidadão e com as empresas.
Para ser bem-sucedida, a Reforma do Estado terá de ser tarefa premente e permanente de cada membro do Governo, em estreita coordenação com o Ministro Adjunto e da Reforma do Estado.»
No que diz respeito à Justiça, também o respetivo Ministério há de ser reformado e, com ele, as entidades que se encontram na sua tutela.
Veja-se o ponto v) da alínea d) do nº. 1 da Resolução:
«Em cada ministério é reduzido o número de entidades, conselhos consultivos, estruturas de missão e observatórios, de forma a simplificar o processo de decisão e gestão, eliminar redundâncias, clarificar atribuições e assegurar uma melhor gestão do processo de decisão. O princípio geral é o da extinção ou diluição da atribuição na direção-geral ou instituto público relevante, sempre que tal puder conduzir a uma melhoria dos serviços públicos prestados.»
E veja-se ainda o ponto seguinte:
«Em cada ministério são reduzidos os níveis hierárquicos e o número de dirigentes, de forma a aproximar o governante do destinatário final da política pública e a simplificar o processo de decisão, garantindo maior eficiência no processo decisório.»
O objetivo é este:
«Os serviços de cada ministério circunscrevem-se à sua competência setorial, libertando os ministérios de tarefas que possam ser prestadas de forma mais eficiente e económica por serviços transversais no centro do Governo, prosseguindo, assim, a transferência de atribuições não setoriais para entidades do centro do Governo, como a Secretaria-Geral do Governo, a Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública, IP, o Centro Jurídico do Estado, a Direção-Geral de Direito Europeu e Internacional, o Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas, a Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, IP, assim como o reforço destes serviços ou entidades.»
No que se refere aos trabalhadores consta assim:
«Dotar os trabalhadores afetos às entidades públicas das competências e dos meios necessários para melhorar a prestação dos serviços públicos ao cidadão e às empresas, mediante a adoção de melhores políticas e práticas de recursos humanos, que permita uma transformação das culturas de trabalho e de liderança, com foco nas necessidades dos cidadãos e das empresas; uma menor fragmentação de carreiras; e um alargamento de oportunidades de formação e capacitação, com vista à reafetação das competências necessárias nos serviços, entidades e organismos com maiores carências, para uma maior dignificação e premiação do mérito e rejuvenescimento da Administração Pública.»
E ainda:
«Pessoas: análise das competências e recursos humanos dos serviços ou entidades tuteladas, que tenha em conta o perfil de competências desejado, com propostas de capacitação e uma análise de eventuais carências ou sobredimensionamento de recursos humanos. A equipa da SEAP lidera o acompanhamento e assessora esta dimensão, podendo propor medidas de uniformização de carreiras, de alterações no estatuto de dirigente público, de agilização de mobilidade e reafetação de competências, de incentivos e de rejuvenescimento e atração de talento para a Administração Pública.»
Esta reforma governamental tornar-se-á mais visível no decurso do ano 2026 e não se pense que só afetará a orgânica dos próprios ministérios, uma vez que as consequências de tal reforma afetarão cada um dos trabalhadores do serviço público, designadamente, os Oficiais de Justiça, cuja carreira até já está a ser desenhada, imbuída deste novo espírito reformista.

Tanto paleio
ResponderEliminarConseguem traduzir o que é dito?
Na prática é o quê afinal?
Mais do mesmo?
Medo, muito medo. Agora é que vem aí o papão
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ResponderEliminarCada vez que me lembro do Paulo Portas a dar um discurso de quase 90 minutos em horário nobre em todas as TV´s do país, quando este era parte do governo de Coelho, discurso esse sobre a reforma do estado, apercebo-me do ridículo que é toda esta conversa. Não se faz qualquer reforma sem começar pela base, que é reconhecer a necessidade de ter prtofisisonais motivados e devidamente recompensados.
Nãso vale a pena inssitir em pressionar, quando falta pessoal e o que existe não tem motivação para a excelência, quanto mais para fazer o trabalho de dois ou três.
E já agora,sejamos intelectualmente honestos: Este governo ganhou as eleições criticando as urgências, os fogos, e o ensino.
Ainda bem que já está tudo resolvido !!!
Só conversa da treta dos politicos. Há 50 anos que é assim.
ResponderEliminarOra bem,
ResponderEliminaralguém consegue traduzir?
50 anos mesmo e este país é cada vez mais para os politicos, seus familiares, amigos e grandes empresários
ResponderEliminarVergonha
E cada vez mais médicos no privado...
ResponderEliminarSó trabalha quem não tiver dinheiro.
Enão se calhar já chega...
ResponderEliminarViva as reformas e a destruição das já parcas condições de vida dos trabalhadores.
ResponderEliminarA direita no seu melhor com o apoio dos facistas.
E os Cheganos todos contentes de joelhos com a vaselina na mão.
Exatamente!
ResponderEliminarColegas OJ fujam ! Fujam os que puderem , eu quero ver se até março do próximo ano, dou o fora! Vai ser pedido que com o auxílio da IA , trabalhem por 4 ou 5 ! Agora já trabalhamos por 2
ResponderEliminarou 3 ! E a nossa carreira já era ! Não passarão de uns vulgares técnicos de justiça, coisa muito vaga ! Fujam e mudem de vida ! No Tribunal onde estou no prazo de 3 anos já se foram cerca de 10 ! Éramos 14? estamos 9 !de
Aceita que dói menos...
ResponderEliminarÉramos 14 no TT agora somos nove ! 4 juizes e 3 procuradores o 2º.TT do País em termos de volume de trabalho 4 Juízos !
ResponderEliminarÉ de fugir mesmo, quem puder
ResponderEliminarE eu vou fazendo
9h -12.30h
13.30h - 17h
Mesmo asssim é muito tempo ! Quem for dedicado e empenhado no trabalho acaba o dia arrasado !
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