Talvez estejamos a tirar mal as férias. Atenção a 2026
Voltar das férias pode ser como levar um soco emocional. Tirar férias do trabalho tem um antes, um agora e um depois, todos muito diferentes.
A antecipação deixa-nos felizes. Pensar nas férias. Ansiar por elas. “Só mais uma semaninha e não vou fazer nada”; depois as férias chegam e estamos como queríamos; e depois… acabam, e ficamos presos a um sentimento de “ressaca”, deprimidos e mais cansados que antes.
Mas afinal por que é que muitas vezes, as férias, que deviam ser reparadoras em todos os sentidos, nos chutam de volta ao trabalho com uma vontade de voltar? Os psicólogos têm uma resposta: não sabemos tirar férias.
Então, o que torna umas férias verdadeiramente reparadoras? Embora os investigadores ainda não tenham identificado uma fórmula perfeita, estudos oferecem pistas importantes sobre como estruturar uma pausa do trabalho que realmente funcione, explica a psicóloga, socióloga e perita em comportamentos económicos, Rebekka Grun, no Psychology Today.
Tirar férias não é afastar-se (só) fisicamente. Uma das conclusões mais consistentes das investigações sobre férias é a importância de desligar a mente do trabalho. Afastar-se fisicamente não basta – é essencial desligar-se mentalmente. Isto significa resistir ao impulso de verificar e-mails, de responder a mensagens ou de rever e mencionar situações stressantes do trabalho durante as férias.
No entanto, nem todos os pensamentos relacionados com o trabalho são prejudiciais. Reflexões positivas – como lembrar um projeto de que se orgulha ou reconhecer as suas competências – podem até ajudar.
Descansar não é (só) não fazer nada. Outro ingrediente importante para férias de qualidade é a combinação entre relaxamento e experiências envolventes ou novas.
Embora repor o descanso e o sono seja fundamental, férias que incluem atividades novas e envolventes – como aprender algo novo ou explorar lugares desconhecidos – tendem a trazer benefícios mais duradouros.
Estas atividades mais ativas podem gerar um sentimento de realização e renovar a mente de formas que o lazer puramente passivo (como ver televisão durante horas ou passar dias deitado na praia) não consegue proporcionar. O equilíbrio certo entre repouso e envolvimento parece ser mais eficaz do que o descanso isolado.
A qualidade vale mais que a quantidade. Ao contrário do que muitos pensam, férias mais longas nem sempre são melhores.
Estudos mostram-nos que os benefícios psicológicos das férias muitas vezes atingem o pico durante o próprio período de descanso e desaparecem duas a quatro semanas após o regresso, lembra a psicóloga.
O stresse e o cansaço podem voltar rapidamente se o ambiente de trabalho continuar a ser exigente e descontrolado.
Em conclusão, uma pausa curta bem planeada pode ser mais restauradora do que umas férias longas, mas mal-organizadas. Na verdade, pausas mais curtas e frequentes ao longo do ano podem ser mais eficazes para manter o bem-estar do que uma única escapadela prolongada.

Em 2026, há 13 dias de férias que podem transformar-se em 44 dias de descanso.
O próximo ano de 2026, vai ter quatro fins de semana prolongados. O primeiro será na Sexta-feira Santa, a 03 de Abril, que vai calhar, obviamente, a uma sexta-feira. O seguinte acontece no Primeiro de Maio (sexta-feira), feriado do Dia do Trabalhador. O mês de outubro reserva mais um fim de semana prolongado, uma vez que o 5 de Outubro (Dia da Implantação da República) calha a uma segunda-feira. O mês de dezembro terá também um fim de semana prolongado, uma vez que o 25 de dezembro (Dia de Natal) é sexta-feira.
Em qualquer uma dessas alturas pode ter três dias de descanso sem gastar um dia de férias ou se for à procura de uma pausa maior, é uma questão de gerir os dias de férias que têm disponíveis.
Também o Ano Novo de 2027 vai calhar a uma sexta-feira, por isso, em dezembro conseguiria estar 10 dias sem trabalhar: tira quatro dias de férias (28, 29, 30 e 31) e junta os fins de semana – só voltaria ao trabalho a 4 de janeiro. Isto é, em resumo, são 10 dias de descanso, gastando apenas 4 dias de férias.
Quanto a pontes que poderá aproveitar para umas férias mais curtas, poderá fazê-lo a 1 de janeiro que calha a uma quinta-feira e a 4 de junho (Corpo de Deus), que calha também numa quinta-feira, portanto, tirando um dia de férias fica quatro dias de descanso. Em junho pode ainda juntar às férias o Dia de Portugal (a 10 de junho, na quarta-feira da semana seguinte ao feriado do Corpo de Deus).
Tirando partido do fim-de-semana, só tem de descontar do saldo de férias a sexta-feira (5) e a segunda e terça-feira seguintes (8 e 9); ou seja, tem sete dias de descanso e só gasta três de férias.
O mês de dezembro reserva mais dois fins de semana prolongados, uma vez que o primeiro de dezembro (Restauração da Independência) e o 8 de dezembro (Dia da Imaculada Conceição) calham a uma terça-feira.
O Carnaval é uma tolerância de ponto que costuma ser sempre concedida pelo Governo. Em 2026, vai assinalar-se a 17 de fevereiro, uma terça-feira, pelo que poderá tentar fazer ponte na segunda-feira e ter quatro dias de descanso, gastando apenas um dia de férias.
Em resumo é isto:
– Feriado do primeiro de janeiro: 1 dia de férias no dia 2 = 4 dias de descanso
– Carnaval a 17 de fevereiro (terça feira): 2 dias de férias = 5 dias de descanso
– Feriados a 3 e 5 de abril (semana santa): 1 dia de férias = 4 dias de descanso
– Feriado do primeiro de maio: 3 dias (0 de férias)
– Feriados de 4 e 10 de Junho: 3 dias de férias = 7 dias de descanso
– Feriado do 5 de outubro: 3 dias (0 de férias)
– Feriado do primeiro de dezembro: 1 dia de férias = 4 dias de descanso
– Feriado de 8 de dezembro: 1 dia de férias = 4 dias de descanso
– Feriados de 25 de dezembro e do primeiro de janeiro de 2027: 4 dias de férias = 10 dias de descanso

Fonte: “ZAP.aeiou”, “Psycholoy Today”, “Human Resources” e “Calendário OJ 2026”.
Muito bem estudado mas tenho uma má notícia para o Sr. Articulista:
ResponderEliminarComo toda a gente sabe, Portugal não é país soberano coisa nenhuma, há pelo menos cerca de 40 anos, pelo que deveremos ir a reboque da austeridade francesa para 2026, a qual prevê corte de feriados...
Férias,
ResponderEliminarAi, que saudades dos 2 (dois) meses de férias que tinha quando entrei para os tribunais.
Sempre a perder, não é SFJ e SOJ!
Dizes que tinhas antes dois meses portanto tens agora mês e meio. É gente como tu que tem destruído a nossa carreira, não são os sindicatos.
ResponderEliminarAh, colega ainda levar 1 medalha no 10 de Junho! Haja esperança!
ResponderEliminarMuito obrigada. Vocês fazem um trabalho inestimável.
ResponderEliminarBom resto de fim de semana.
ResponderEliminarPelo teu comentário ainda cheiras a cueiros!
Mas, não foi só nas férias que perdemos, senão repara:-vencimento equiparado ao das finanças;
-Idade da reforma;
-Sistema de saúde;
-Havia um pequeno subsídio para aos filhos até aos 3 anos;
Para não falar das últimas alterações ao estatuto com o acordo de ambos os sindicatos.
Agora, diz-me se não tem sido sempre a perder.
ResponderEliminarIsso nem sequer é ser realista, é ser pessimista, ou melhor, é ser catastrófico!
ResponderEliminarOhhhaahhhohh
ResponderEliminarSe ambiente no trabalho é inferno, não há férias que valham.
ResponderEliminarPensem nisso. A vida é curta.
Eu sou desse tempo e nunca tive 2 meses de férias .
ResponderEliminarHá gajas com uma sorte do
ResponderEliminarNunca se esqueçam que
o trabalho liberta!!
Pois, é a vida.
ResponderEliminarAlguém tem que trabalhar para pagar o salário de quem está a coça-los o dia todo.
Certo?
Exactamente.
ResponderEliminarCorrecto.
Tenho boas notícias para si, em dia de abertura de ano judicial:
ResponderEliminarUm passarinho amarelo contou-me que a Dr.ª Rita Júdice, em nome do Governo, se prepara para propor aos OJ, em vez da recuperação desses 7 anos e picos de tempo de serviço congelado, a conversão em tempo para alcance da reforma, claro, só para quem aceitar prescindir da progressão/compensação remuneratória inerente à perda desses 7 anos, 2 meses e 26 dias.
Ou seja, se já tem 60 anos, pode começar a ponderar, que, ainda segundo a mesma fonte, estará para breve a proposta.
Será é com base no residual vencimento atual e não no chorudo salario que ainda irá acumular, por via do acordo, nos próximos 7 anos, 2 meses e 26 dias.
Mas é a realidade.
ResponderEliminarNão se esqueçam de que foram basicamente os alemães - cujos bancos abrem falência tanto ou mais quanto os nossos mas são encobertos e só os yuppies não conseguem ver isso de tal modo ficam embevecidos com o estereotipo - e os franceses - lá está, outra vez os franceses - quem pressionou para que aumentasse a idade da reforma em Portugal para números superiores aos deles.
Podes trabalhar escravo.
ResponderEliminarEu coçar dia todo .
Gostas de ser roubado, continua escravo.