Aumentos salariais: FESAP anuncia greve para 24OUT

      O secretário-geral da Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) disse que o Governo propôs um aumento salarial de 60,52 euros na base remuneratória da administração pública até 2029, totalizando cerca de 300 euros.


      “Nós dissemos que isto era insuficiente, o cabaz dos bens de primeira necessidade subiu 17% e é importante que as pessoas, já que também não tiveram aumento do subsídio de refeição este ano, se sintam minimamente compensadas por isso”, defendeu José Abraão, em declarações aos jornalistas no final da primeira reunião com a secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido, no Ministério das Finanças, em Lisboa, para dar início ao processo negocial geral da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.


      O dirigente da FESAP garantiu que vai procurar melhorar esta proposta, seja através de suplementos, aumento do subsídio de refeição, que o Governo não abordou nesta primeira reunião, ou das ajudas de custo, que considerou “ridículas” atualmente.


      Em novembro de 2024, o Governo assinou com duas das estruturas sindicais da função pública (a FESAP e Frente Sindical) um novo acordo plurianual de valorização dos trabalhadores da Administração Pública.


      O acordo prevê aumentos de, pelo menos, 56,58 euros para vencimentos brutos mensais de até 2.631,62 euros e um mínimo de 2,15% para ordenados superiores em 2026.


      Para 2027 e 2028, o acordo estabelece um aumento de, pelo menos, 60,52 euros ou um mínimo de 2,3%.


      José Abraão realçou outras matérias que considera abordar neste processo negocial, que terá a próxima reunião no dia 3 ou 7 de outubro, entre elas a recalendarização da revisão de carreiras como as da Polícia Municipal, trabalhadores dos museus, da meteorologia geofísica e “tantos outros que já constam do acordo”.


      A presidente da Frente Sindical, por seu lado, disse que não está previsto um reforço do aumento salarial previsto para a função pública em 2026, à saída da primeira reunião negocial com o Governo, mas vincou que o processo começou agora.


      “Há um alargamento do protocolo negocial que firmámos, até 2029, e para 2026 há uma atualização de 2,15% com um mínimo de 56,58 euros, ninguém terá uma atualização inferior a este valor”, avançou aos jornalistas a presidente da Frente Sindical, liderada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Maria Helena Rodrigues.


      A dirigente sindical acrescentou que, para 2027, 2028 e 2029 estão previstos aumentos de 2,3% e o mínimo de 60,52 euros, conforme estava já acordado.


      “Para já, não [está previsto um reforço do aumento da base remuneratória], mas o processo começou agora. Vamos ver o que conseguimos fazer para além disto nas próximas reuniões e acreditamos que o Governo ainda venha a chegar a uma conclusão diferente”, vincou Helena Rodrigues.


      Tanto a FESAP como a Frente Sindical, ambas afetas à UGT, já se manifestaram disponíveis para rever o acordo existente de modo a cobrir toda a legislatura.


      Já o secretário-geral da Frente Comum, Sebastião Santana, disse, na quinta-feira, que não assinava um acordo como os “que foram assinados no ano passado com a UGT”, acrescentando que o do ano passado é “um acordo de empobrecimento”.


      “Assinaremos um acordo com toda a certeza que valorize o trabalho dos trabalhadores e que comece a recuperar o poder de compra”, disse.


      Para 2027 e 2028, o acordo assinado em 2024 estabelece um aumento de, pelo menos, 60,52 euros ou um mínimo de 2,3%.


      A Frente Sindical, liderada pelo STE, reivindica um aumento salarial de 6,4% para todos os funcionários públicos em 2026 e uma atualização do subsídio de refeição para 12 euros.


      Já a FESAP propõe que a remuneração base na função pública suba para 973,41 euros em 2026 e uma atualização mínima de 95 euros para todos os trabalhadores, além do aumento do subsídio de alimentação para 10 euros por dia, isento de impostos.


      Por sua vez, a Frente Comum exige um aumento salarial de 15% num mínimo de 150 euros, a partir de 1 de janeiro, bem como a atualização do subsídio de alimentação para 12 euros.


      A Frente Comum anunciou uma greve geral de trabalhadores da administração pública no dia 24 de outubro, sexta-feira, se o Governo não melhorar a proposta de valorização salarial A estrutura sindical considera a proposta do executivo inaceitável.


      «Vamos promover uma greve que se vai realizar no dia 24 de outubro, greve nacional dos trabalhadores da administração pública, de 24 horas, se o Governo não chegar a um ponto que permita uma assinatura [de um acordo] da estrutura mais representativa de trabalhadores, que somos nós”, avançou o coordenador da Frente Comum.


      Para a FESAP, “esta proposta era inaceitável quando foi colocada pela primeira vez, hoje ainda é mais inaceitável”, tendo em conta o aumento do custo de vida. “Nós continuamos com os mesmos salários, ou seja, estamos a promover um caminho de empobrecimento”, afirmou o coordenador da Frente Comum,


      Citado pela agência Lusa, Sebastião Santana apontou ainda que “o Governo tem todas as condições para inverter este processo, até para desmarcar esta greve, tem é de dar resposta e a resposta está muito longe de acontecer, pelo menos para já”.


      A Frente Comum anuncia já a greve nos seguintes termos:


      «A Frente Comum apresentou ao Governo as suas propostas. São 73 elementos que permitirão valorizar o trabalho e os Serviços Públicos! O Governo responde com a continuação das políticas de empobrecimento. Será a luta dos trabalhadores a determinar o desfecho deste processo!


      Dia 24 de outubro, vamos lutar pela melhoria das condições de vida e de trabalho na Administração Pública e por melhores Serviços Públicos para toda a população! É possível um rumo diferente!  Lutemos pela sua concretização!»


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      Fontes: “Diário de Notícias”, “Sol” e “Frente Comum”.

Comentários

  1. Adolfo Dias29/9/25 09:11

    Finalmente uma greve. Aleluia. 
    Ora bem, então vamos lá gastar mais dois artigos para uns merecidos dias de descanso.
    Bem haja FESAP

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  2. E o nosso movimento que era em ABRIL, passou para JUNHO, depois para SETEMBRO e agora qual será a nova data??????

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  3. Deves estar muito cansado, deves.

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  4. VENHA A GREVE!!!!! 

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  5. GREVE SEMPRE!


    TUDO A AUMENTAR, RENDAS, COMIDA, CRECHES, ETCE


    E ORDENADOS NÃO ACOMPANHAM


    GREVE SEMPRE!!!!

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  6. Parece que este ano não vai haver.


    E no futuro as "movimentações" serão feitas através de mobilidade interna como a restante função pública.


    Foi o que eu apurei junto de fontes credíveis.


    A justificação é a estabilidade dos quadros das secretarias.




    Portanto colegas, quem está em casa está bem.


    Quem ainda anda por fora vai ter muita dificuldade em se aproximar.

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  7. É preciso estabelecer uma data para fim das negociações do "novo" estatuto!


    Existem outras matérias que têm de ser discutidas, que são urgentes, e que estão sistematicamente relegadas para segundo plano, devido ao estatuto!


    Sindicatos, mexam-se!  
    É preciso mais firmeza e rapidez!

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  8. E novos recrutamentos?

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  9. Obrigado sindicatos por  terem incentivado a malta a aceitar as ultimas promoções, saindo de casa, quando já sabiam perfeitamente  o que estavam a cozinhar no estatuto.


    Vergonhoso o que fizeram.
    NOJO DESTE SINDICALISMO

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  10. Acho que as tuas fontes não dão água.
    Deste forte na bebida !

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  11. Adolfo Dias29/9/25 11:55

    Caríssimo/a, cansado não estou, mas velhote, lá isso estou.
    Sabes, no dia em que iniciei funções, disseram-me que a partir dos 55 anos de idade já podia estar noutra situação. 
    Mas uns velhacos, vieram a seguir e, pumba, trabalha até caíres para o lado.
    Se fores mais jovem do que eu, trabalha, que é para isso que te pagam.

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  12. Se as suas (fontes) são melhores, diga-nos então o que sabe e deixe de vir aqui criar confusão e continuar a iludir os colegas. 

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  13. amanhã haverá novidades.

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  14. claro que vai haver. não será um "grande movimento" como alguns anunciaram, será a treta habitual.

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  15. final de 2026, aposto.

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  16. só após a resolução da questão das licenciaturas para os novos ingressos. portanto, está longe de ser para breve.

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  17. confiantes para a reunião de amanhã? terão uma surpresa.

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  18. Lá vem o "passarinho" outra vez!

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  19. O bluff habitual...


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  20. O team do "bluff" está aqui todo em força, hoje.




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  21. cá estaremos. o movimento só não saiu porque há a questão das listas de antiguidade. mas calma que os prazos não serão respeitados para o tão aguardado movimento.

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  22. em Outubro há mais ;)

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  23. O que fizeram aos recém promovidos, foi uma canalhice!!
    Quem ganhou foi quem nunca saiu de casa da mamã.

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  24. A Dra. Regina vai participar na reunião através de Webex, ou já regressou da Áustria?

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  25. Não vai haver reunião...

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  26. A reunião de amanhã? Duas de letra e continua lá para 15 po 16 de outubro! 

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  27. não foi falta de aviso meu caro ;) aprende

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