Perdemos ou ganhamos uma aura?
Por estes dias, o ministro da Educação, falando para cerca de 200 alunos do ensino secundário, numa escola da Figueira da Foz, afirmava que os professores ao andarem na rua a participar em manifestações perdiam a sua aura de respeito e de autoridade que muitas gerações de alunos viam neles.
Claro que as reações surgiram imediatamente.
No Público, Isabel Oliveira escrevia que a mensagem era política e era também perigosa, porquanto o que o ministro transmitiu aos jovens foi a ideia de que “quem protesta e se envolve no espaço público a reclamar justiça, perde a reputação, mancha a sua imagem e arrisca o futuro”.
No Diário de Notícias, Paulo Guinote escrevia que se havia revelado “uma mentalidade algo tacanha, extremamente limitada em termos cívicos, que tinha vindo de forma muito explícita ao de cima”.
Já para a Fenprof, o ministro, numa escola perante os alunos “deveria ter transmitido o valor da democracia e dos direitos que a sustentam”; comparando e recordando episódios do tempo do Estado Novo, em que não só era proibido, como também perigoso, que os professores se manifestassem e, ainda assim, alguns o fizeram, sem ter perdido aura nenhuma, “nem diminuído a sua condição profissional e de cidadania”.
Esta mentalidade do ministro está em linha com o atual Governo, desde logo quando se está a cozinhar um pacote enorme de medidas contra os trabalhadores em geral.
O aviso da perda da aura não é um mero “Lapsus linguae”, mas uma fraca e vã tentativa de influência para travar o que aí vem.
No próximo sábado, dia 27SET, a partir das 14H30, decorrerá uma “Conferência Sindical Contra o Retrocesso Laboral” no Auditório Camões, sito na Rua Almirante Barroso, 25; em Lisboa.
É um sábado à tarde e a comissão que promove este encontro e conferência é composta por um vasto conjunto de organizações sindicais, tanto filiadas na CGTP-IN como na UGT, como em nenhuma, sendo sindicatos independentes.
Estamos, portanto, perante um grande acontecimento sindical, também inédito, que está a unir todas as forças para combater as propostas já anunciadas pelo Governo de atacar os direitos laborais, o que constitui, simplesmente, um grave retrocesso dos direitos dos trabalhadores e da dignidade e valorização de quem trabalha.
Por isso, todos os trabalhadores que puderem comparecer àquela hora da tarde do próximo sábado, no Auditório em Lisboa, não devem hesitar e devem comunicar a sua intenção de comparecer, o mais rápido possível, inscrevendo-se para o seguinte e-mail: convergenciasindical2025@gmail.com
A presença de todos os trabalhadores não fará com que ninguém perca a sua aura, pelo contrário, todos ganharão uma aura mais intensa, mais brilhante e mais poderosa.

A propósito deste assunto, destacamos e gostaríamos muito que assistisse ao breve comentário que é síntese crítica e satírica da intenção do Governo, no pequeno vídeo que abaixo colocamos, em que Margarida Davim aborda o retrocesso que o Governo quer levar a cabo na vida, ou na sobrevida, dos trabalhadores.
Fontes: “Zap.Notícias” e “SFJ-Info”.
Discordo em absoluto com o texto de hoje. Na educação temos dos melhores ministros que já tivemos em governos democráticos.
ResponderEliminarNunca desustir contra todo o tipo de ditadores!
ResponderEliminarPobres cada vez mais pobres e ricos cada vez mais ricos.
GREVE e LUTA sempre contra esses merdas!!
Entre os OJs leitores deste blogue, o que mais há é quem concorde com o Ministro da Educação, e que apoia o Andrezito Tutti Fruti, que sem pestanejar irá contribuir para o maior retrocesso dos dtos dos trabalhadores alguma vez visto.
ResponderEliminarQuando baterem com o focinho no chão com uma bota da polícia nas orelhas, lá se vai a sua aura.
Volta COSTA! Fizeste tanto pelos Oficiais de Justiça. Volta Morgado! O teu estatuto era tão bom.
ResponderEliminarGREVE JÁ!!!
ResponderEliminarTambém levas com essa bota nesse dito focinho, ou vais escapar?
ResponderEliminarE a passeata até Viena de Áustria?!
ResponderEliminarPaguem otários...
É possível que leve com a bota, mas não será por culpa do meu voto concerteza.
ResponderEliminarFelizmente ainda tenho neurónios que me permitem pensar por mim e não votar em bandidos arruaceiros.
eheheh
ResponderEliminarvotas em santinhos, está visto, 50 anos de santinhos que nada tiveram nem têm de bandidos
continua
Otários e escravos
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