Ana diz que abandona a profissão “sem pensar duas vezes”; mesmo que vá ganhar menos
A Oficial de Justiça Ana – Anita para os colegas mais velhos que com carinho assim a tratam –, tem tão-só 21 anos de idade e destaca-se, pela sua juventude, nesse vasto mar de Oficiais de Justiça quase todos sexagenários e tão dinossauros, como os mais jovens gostam de os apelidar, embora ainda não se extingam todos já, já, porque a idade da reforma levou um salto de mais de quase uma dúzia de anos.
A Anita entrou recentemente, aquando do último reforço que conseguiu colocar quase 570 novos Oficiais de Justiça; reforço esse que, ainda assim, não serve para reforçar quase nada.
A Ana foi colocada numa secção em Cascais, onde deveriam trabalhar em permanência nove funcionários, mas só lá estão três; quando estão todos.
Num dia normal, a anormalidade é assim:
Os advogados estão presentes, as partes em litígio também e as testemunhas não falharam a chamada. O juiz veio trabalhar, mas, mesmo assim, o julgamento vai ser adiado.
Porquê?
Simplesmente porque não há um Oficial de Justiça para acompanhar e apoiar a audiência, proceder às gravações e demais registos, bem como fazer a respetiva ata de tudo quanto aconteceu.
Caberá à Ana Fresco, de 21 anos de idade e com menos de um no serviço, a trabalhar desde janeiro, avisar as testemunhas e as partes da nova data que juiz e advogados acordaram.
Adiamentos como esse ocorrem a um ritmo quase diário no Juízo Central Cível de Cascais (onde se decidem os litígios de valor superior a 50 mil euros).
Desde que há cerca de uma semana uma recém-colocada colega da Ana se despediu. A equipa de Funcionários nem tem tempo de descansar das queixas de quem se deslocou em vão ao tribunal, muitas vezes para participar no julgamento de um processo que se arrasta já lá vão seis ou sete anos.
A nova Oficial de Justiça tem de ir a correr para a sala de audiências onde vai decorrer o julgamento que teve a sorte de não ser adiado, depois de adiar o outro; não dá para fazer todos.
Ana Fresco queixa-se da correria constante, que quase não lhe dá tempo para respirar. E da grande responsabilidade. Percebe-se porquê.
Trabalha numa secção com quatro juízes, onde, no mínimo, deviam estar ao serviço nove Oficiais de Justiça, mas só há três: uma Escrivã que analisa a documentação e coordena o trabalho; uma outra funcionária que cumpre os despachos dos quatro juízes e a Ana Fresco que fica sozinha com as diligências e outras múltiplas tarefas.
Ora, como há quatro juízes, acontece muitas vezes estarem agendados dois julgamentos em simultâneo. Enquanto à colega, uma brasileira de 60 anos que tentara a sua sorte pelos mundos da justiça, ali esteve – entre final de junho até outubro –, os julgamentos iam-se realizando, mas com a sua saída, a Ana não é uma supermulher, embora esteja lá perto.
O concurso externo a que a Ana concorreu, teve cerca de 1100 candidatos para os tais 570 vagas, pretendendo colmatar uma falha que advogados, juízes e procuradores concordam ser a mais gritante no setor judicial.
A falta de Oficiais de Justiça é vista por todos como o problema que mais empanca a justiça, que vive assombrada pelas queixas de lentidão.
Todas as vagas do concurso foram preenchidas, embora com desistências posteriores, numa altura em que os Oficiais de Justiça deixaram de ingressar na carreira com um salário-base de 863 euros, como ainda acontecia o ano passado.
Fruto das muitas greves, que para alguns tiveram um impacto mais negativo nos tribunais do que a pandemia de Covid-19, o valor subirá, em 2027, para 1548 euros. Até lá, verifica-se um aumento progressivo. Desde julho, quem estava na categoria de ingresso passou a receber mensalmente 1405 euros, um montante que inclui o suplemento de disponibilidade.
O que Ana Fresco sabe é que lhe caem na conta menos de 1200 euros líquidos que lhe permitem subsistir com dificuldade.
Só pela renda de um quarto numa habitação social no Bairro do Fim do Mundo, no Estoril, paga 600 euros. O resto tem de dar para alimentação, gasolina, viagens de camioneta ao fim-de-semana para Aveiro, onde vivem os pais, e para as restantes necessidades.
Uma manta pequena que faz com que não sejam raras as vezes em que recorre à ajuda dos pais. Vale-lhe ainda o pé-de-meia que recheou com o que ganhou em trabalhos de férias e empregos antes de ir para o ensino técnico superior, em Mirandela, e com o qual até pagou o seu carro.
“Dos 570 que entraram, 57 desistiram ou foi cessado o seu período experimental até abril (por falta de adaptação, por terem encontrado outro emprego no setor privado, entre muitos outros motivos)”, admite a Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ), numa resposta escrita enviada ao Público.
Por isso mesmo, no habitual Movimento dos Oficiais de Justiça, em abril, foram admitidas mais 57 pessoas, que tinham sido aprovadas no concurso, mas não tinham entrado, explica o Ministério da Justiça.
Até ao dia 8 deste mês, mais dez já tinham desistido. O número ainda não contava com a colega de Ana Fresco que se despediu há uma semana. Depois de fazer durante um ano um curso “online”, disponibilizado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, a sexagenária concorrera ao lugar de Oficial de Justiça. Mas a dificuldade na redação das atas, a sobrecarga de trabalho e a pressão da profissão fizeram-na concluir, ao fim de uns meses, que o salário não compensara trocar a vida montada em Viseu, onde tem uma casa, para passar a viver com o marido num quarto na região de Lisboa.
Os dados oficiais da DGAJ mostram que no final do ano passado estavam a exercer funções nos tribunais 6562 Oficiais de Justiça, quase menos 900 profissionais do que seis anos antes.
Em 2005, a realidade era ainda mais distante: trabalhavam nos tribunais mais de 8700 Oficiais de Justiça.
Apesar do reforço dos tais 570, no início de julho passado o total de Oficiais de Justiça nos tribunais ficava-se pelos 6923, ou seja, mais 361 que seis meses antes. O número explica-se pela saída de profissionais, muitos para a reforma.
Regina Soares, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), destaca que se estão a reformar entre 350 e 400 pessoas por ano. “Pelas nossas contas, até 2028 vão-se aposentar até 3000 pessoas”, refere a dirigente. E nota: “Há tribunais no interior em que a pessoa mais nova tem 60 anos.”
Carlos Almeida, presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), acredita que o défice ronda os 1800 funcionários. “Há zonas do país com uma falta muito mais acentuada, como a região de Lisboa. Mas todos os núcleos têm falta de Oficiais de Justiça”, sublinha.
Uma cultura conservadora e avessa à inovação é outro dos aspetos que, para Regina Soares, tornam esta profissão pouco atrativa aos mais jovens. Os fatores financeiros também explicam, porque muitos acabaram por abandonar os tribunais. “Há pessoas que estão há mais de 20 anos sem progressão”, nota a sindicalista.
Apesar dos aumentos previstos, Ana Fresco diz, sem pruridos, que, se tiver oportunidade de ficar mais perto de casa, abandona a profissão “sem pensar duas vezes”. Mesmo que vá ganhar menos. Para já, contudo, a ideia é vincular-se à função pública. Assim, admite, poderá “voar”, dentro da máquina do Estado, para mais perto de Aveiro, mesmo que seja para fora dos tribunais.
Desculpe, dá-me licença; saio aqui.

Faz bem em tentar a vida noutro lugar!
ResponderEliminarTambém eu, lá muito atrás, deveria ter feito o mesmo!
Esta conversa já cheira mal... Foram aprovados 1100, entraram 570 onde estão os outros? Se a necessidade é tanta porque não os chamam? Cá para mim os sindicatos e o governo ainda acham é que há OJ a mais!
ResponderEliminarNão estava à espera que o SFJ fosse um factor de atraso nas negociações do novo estatuto!
ResponderEliminarEspera dicórdias e até greves, mas não uma situação pantanosa que nos deixa ficar num limbo!..
É preciso sair deste marasmo negocial, é preciso avançar ou quebrar, mas nunca deixar as coisas como estão!
A presidente do SFJ tem a palavra!
Use-a com sabedoria e determinação!...
ResponderEliminarFazem muito bem. Isto não motiva quem cá está quanto mais atrair e reter gente mais nova,
Quando cá chegam, até se benzem e ficam em choque com as mentalidades e procedimentos com que têm que lidar.
E há quem simplesmente não esteja para aturar o típico: sempre assim se fez e não vens agora descobrir a pólvora, aqui.
Aqui pensa-se com a mentalidade dos idos anos sessenta e pretende-se impo-la a nascidos nos noventa e já neste século.
Claro que tem de correr mal !!
Isso associado a mau salários, mau ambiente laboral, altamente stressante e vincadamente hierarquizado, más práticas laborais, procedimentos redundantes e distância de casa...
Bye, bye, que se faz tarde !!
Mas a realidade diária judiciária vai muito mais além do que a complexa (e tristemente previsível) situação da colega Ana Fresco.
ResponderEliminarPena não haver sindicatos na profissão de oficial de justiça, pois, de certeza, que iriam expor junto da sociedade, com regularidade, a quantidade de processos que estão parados a aguardar cumprimento de despacho, principalmente os da área do ministério público. E nem falo dos processos de violência doméstica, que repousam serenamente nas "famosas SEIVD’s", como vinhos de reserva, à espera que o tempo lhes dê maturidade.
Mas enfim, se houvesse administrações nas comarcas, juízes presidentes, procuradores coordenadores, dirigentes setoriais, diretores de DIAP’s, conselhos de administração da comarca e mais uns quantos órgãos de gestão para compor o ramalhete aí sim, a Justiça portuguesa seria um prodígio de eficiência.
o SFJ lança a bomba e depois desaparece. Foi designada nova data para reunião? Já comunicaram ao governo a posição de não negociar? Regina e Almeida já reuniram? Se sim, o que ficou acordado? A última reunião "bomba" com o governo foi há uma semana!
ResponderEliminarandas a dormir
ResponderEliminarEsta profissão atualmente é para deixar a maioria dos funcionários doentes.
ResponderEliminarMau ambiente,
com salário de miséria e deslocado a pagar rendas altas.
Aturar maus magistrados e maus colegas.
Alta pressão.
só dá doença.
quem puder fuja.
ENTÃO SINDICATOS, MAGISTRADOS, ADVOGADOS, ETC, NÃO COMUNICAM NADA DISTO AOS JORNAIS, TV´S E ALTAS PATENTES DO ESTADO?
ResponderEliminarNÃO INTERESSA??
INTERESSA MANTER O SILÊNCIO??
FFFFFFFFFFFODDDDDDDDDDDDDDDDDD
Escravos mesmo.
ResponderEliminarEu sou dos roubados de 2001 a 2005.
estou de baixa até que reponham o roubo.
20 anos de roubo x 1 escalão.
passem bem
Falam só nos corredores.
ResponderEliminarNOJO
Parece não haver pressa!
ResponderEliminarQue apodreçam os OJ, que lhes viram ser retirados direitos laborais, de como é caso a apagão de tempo na categoria, ao abrigo do famoso DL.
O direito a tramento igual, consagrado na Constituição, relativamente à recuperação do 7 anos e tal, que só por si corresponde a 2 escalões (trezentos e tal euros mensais), está igualmente esquecido por estas personagens!
Os prejuízos, materiais e morais, são imensos, mas tudo permanece ... em verdadeiro silêncio pântanoso ... sem novidades, sem nada ...
Onde está a capacidadade para gerir os insteressses de tantos funcionários?!!
Fica a questão ...
É muito dinheiro e muita responsabilidade
Mesmo.
ResponderEliminarTriste mesmo, para se ficar doente é atualmente nos tribunais.
Então se forem aos TAF's, é ao kilo.
ResponderEliminarBom dia,
ResponderEliminarO país está como está. Falta de médicos na saúde, de profissionais na polícia, de oficiais de justiça nos Tribunais e a lista poderia continuar.
Discutir quem foi o responsável já não interessa - todos sabemos quem governou desde 2015, a geringonça e os calhambeques do António Costa tiveram oito anos a destruir tudo.
O nosso modelo social foi assaltado de forma impreparada por tentativas ensaiadas de modelos saídos de mentes ideologicamente pouco sãs, primeiro com o foco nas questões identitárias de de gênero, que depressa se esgotaram e agora soçobrou o quê? Á emigração no tempo da troika sucedeu a imigração desmedida e sem freios no tempo que sucedeu à geringonça.
Perguntamo-nos mas o que é que isso tem que ver com a situação da justiça, da saúde, educação, habitação e segurança? Tudo!
O país não estava preparado para uma procura tão avassaladora, a entrada súbita de milhares de milhares de imigrantes, provocou uma demanda inesperada das instituições - a procura na saúde, a procura na habitação, no ensino, etc. , superou em muito a capacidade instalada.
Trocamos os nossos médicos, enfermeiros, engenheiros, cientistas, até os trolhas e pedreiros da construção civil, por trabalhadores indiferenciados - para o setor da restauração, da construção civil, etc. - que vêm de todas as partes do mundo, com outros hábitos e que se permitem a outros comportamentos sociais que não são necessariamente comuns aos nossos.
São na sua larga maioria boas pessoas, boas almas, que procuram melhorar a sua vida mas que arrastam consigo tradições, formas de pensar diferentes - não necessariamente erradas mas apenas diferentes.
Claro que a maioria dessas pessoas procuram as grandes áreas metropolitanas, aí acentuando o problema no setor da habitação, do ensino e da saúde.
Tudo isto reflete-se na nossa vida diária.
Um Oficial de Justiça também sente esse problema e já não consegue sobreviver longe de casa dos pais ou da família sem a ajuda destes.
Os Tribunais tenderão a perder os seus melhores efetivos pois ninguém se propõe a ser pobre toda a vida, tanto mais agora que castraram a possibilidade de progressão na carreira e que esta, a acontecer, nem sequer tem melhoria substancial.
A carreira deixou de interessar mesmo com melhorias substanciais no salário, mas que não alcançam a justeza da contrapartida esperada - a melhoria foi substancial apenas porque estávamos muito mal, apenas por isso. Mas se houve melhoria, esta apesar de interessante para quem tinha apenas o ensino obrigatório deixou de o ser para quem cursou ou é licenciado - o que é razoável para uns é manifestamente insuficiente para tantos outros que se prepararam para o que julgavam ser possível, ter uma vida melhor que a dos seus pais que não estudaram.
De tal sorte que agora preferem virar as costas que dar a vida por algo que nunca verá melhorias de saúde - a Justiça está moribunda!
Por muito que o custe dizer, os Tribunais precisam de Assistentes Técnicos e de Licenciados, uns e outros complementam-se.
ResponderEliminarSe a carreira tivesse sido consagrada com essa diferenciação (Nível II e Nível III) seria possível estabelecer uma base de recrutamento a nível local ou regional, para o trabalho dito mais indiferenciado, reservando-se para outros as tarefas de maior complexidade funcional e exigência técnica, necessariamente a serem asseguradas pelos mais bem preparados.
Não foi isso que aconteceu. E apesar de terem recrutado pessoas com cursos profissionais no IEFP (?) aumentando a base de possível ingresso, esqueceram-se que isto não é para todos, não é qualquer um que está disposto a ficar durante sete a oito ou mais horas sob o "Jugo" do Escrivão, Secretário, Administrador, Juiz, Procurador, Advogado e cidadão utente da justiça. Ter de se articular com toda uma panóplia de entidades externas (Polícias, Técnicos da SSocial, da AT, da DGRSP, da ASAE, etc. etc. etc. ) e usar uma série de ferramentas que cada vez mais são vitais para o bom funcionamento.
Eu, em 1998 cometi o erro enorme de vir para os tribunais - sim arrependo-me todos os dias da minha vida - e admiro muito quem mande isto à fava apenas porque foi melhor que eu, teve mais coragem, acredita mais em si e no que consegue fazer e acima de tudo quer ter vida, viver o que lhe resta ou tem ainda muito pela frente de forma saudável.
Acreditem a gente que anda nos tribunais não é saudável, só pode ser louca para aturar tudo o que enfrentam diariamente.
E se calhar é por isso que os tribunais são muitas vezes autênticos labirintos, com vastos corredores e portas bloqueadas à passagem - PORQUE SÃO OU CONSTITUEM UM OBSTÁCULO PARA SE ALCANÇAR UMA BOA FORMA DE VIDA.
Só dou um conselho SALTEM FORA DO BARCO ENQUANTO É TEMPO.
ResponderEliminarTenho 61 anos e sou Oficial de Justiça há 35 anos. Tenho uma filha de 30. Nunca, mas nunca na minha vida a quereria a trabalhar nos Tribunais. Por todas as razões e mais algumas e são tantas que nem me apetece enumerá - las. É tudo demasiado mau para cativar seja quem for. A essa jovenzinha colega desejo que abra as asas e deixe esta mediocridade. É
tão jovem que merece ser feliz e realizada no trabalho que vai ter que fazer o resto da vida...E que deixe essa treta da função pública...Se se sentir feliz num balcão de um centro comercial, isso vale milhões de euros e anos de vida, sem esperar ansiosa e eternamente pela hora de almoço, pela hora de saída, pela chegada do fim de semana, pelas férias, a ver os anos desperdiçados e a vida e os anos a passar .Sinceramente, nos Tribunais, só há lugar para acomodados, pessoas sem coragem e com muito muito medo e claro, para os enganados como eu, a quem mudaram totalmente as regras quando já era velho para mudar. De resto, desde quem nos administra a quem faz as leis, é tudo de uma mediocridade e falta de noção da realidade impressionantes. Já agora e como reflexo dessa gente, já leram com atenção uma misera notificação ou citação expedida pelos Tribunais nos novos modelos? Pensam certamente que os cidadãos são ou trogloditas ou deficientes mentais. É a esta gente que a justiça está entregue...
Bom dia;
ResponderEliminarOnde eu estava lembraram se de juntar 3 Locais com uma pendência média de 3000 mil processos cada, com 3 auxiliares 2 adjuntos 1 escrivão! o que aconteceu fez kabum....Isto é só inteligentes, onde devia estar a trabalhar 20 pessoas ou 25 estavam ou estão 6 :)
Faltou dizer que a maior culpa disto tudo é dos que já cá estão, de muitos que incorporam os sindicatos, sendo estes uma ficção da treta, quando supostamente deveriam providenciar pela melhor solução possível e vê-los dizer .. . com esta gente não dá, pois são de direita ... como se os da esquerda tivessem feito alguma coisa, que não fizeram, fizeram apenas m.r.a e deixaram que isto batesse no funco onde está e vai teimar em sair durante décadas (estou cá há mais de 25 anos e sei do que falo, nos tribunais não há mudanças, fica sempre tudo na mesma, porque que os lidera (oficiais de justiça) são acéfalos e atávicos no pensamento sobre o que é melhor para a carreira confundindo os interesses individuais com o interesse geral e foi assim que destruíram todas as expetativas dos adjuntos, cuidando que quem entrasse iria fortalecer as bases do sindicato mas não é isso que acontece porque percebem logo que não existe carreira, apenas uma estagnação longa e desesperante)
ResponderEliminarA presidente do SFJ diz "
ResponderEliminarOs mediocres não deixam que os melhores vinguem!
ResponderEliminarTomaram conta da casa, que é como quem diz que a esquadra é comandada pelo ladrão!
O que esperar se já instituiram que se pode fazer o 12º ano de escolaridade em três (3) meses. Sim, três (3) míseros meses para concluir o último ano de escolaridade. Claro que interessa aos governantes que se eduquem verdadeiros analfabetos funcionais que sejam apenas capazes de operar máquinas simples, só consigam entender textos curtos e simples e sobretudo não sejam capazes de ter sentido crítico... Fica muito mais fácil "governar"...
ResponderEliminarOra aí está!
ResponderEliminare no caso concreto dos Ojá, tirando os do topo da carreira,
os outros se estiverem deslocados levam vida pior que a dos imigrantes que recebemos.
É pagar para trabalhar, e quem tiver rendas para pagar, e filhos para criar. é ficar doente e pobre.
Fujam enquanto têm saúde
E tudo calou?
ResponderEliminarMorte lenta.
ResponderEliminarQuem tiver filhos para criar, que pense 10 vezes.
Boca Santa!!!
ResponderEliminarDass...
ResponderEliminarMas vocês Cheganos nunca tiram folga?!
Deixem lá estar lá imigrantes em paz, são o motor da nossa economia.
Obriguem é a trabalhar as dezenas de milhares de tugas arianos subsídio dependentes, que muito coisa mudava.
Cambada de calões, ou não procuram trabalho ou estao de baixa porque não aguentam trabalhar da 9 às 17, tudo com a doença da moda.
Só agarrados às raspadinhas e ao balcão do tasco.
Depois votam Chega com medo que lhes venham gamar o subsídio.
para
ResponderEliminarpara gente como tú tenho o maior prazer em ser chegano.
porque não doas o teu salário a uma instituição? já que pelo teu paleio não tens problemas em prescindir dele das 09 às 17h?
Pergunte aos coveiros
ResponderEliminarÉ perguntar aos coveiros!
ResponderEliminarEu desisti de pensar nos outros.
Penso é em mim.
Cansei.
Dass ...
ResponderEliminarEu não sou "chegano" porra!
Agora é proibido dizer-se o que se pensa, mesmo quando assenta em dados factuais e reais disponíveis nos sítios oficiais, só porque é tema daquela gente!
Aliás, diga-me em que parte do texto eu digo mal dos emigrantes? (emigrantes e não imigrantes - vá ver ao dicionário se não percebeu).
Já agora, então os emigrantes são o motor da nossa economia ?! é que eu pensei que eram os empresários, os empreendedores, aqueles que fazem tudo acontecer, que acreditam na inovação e dão emprego, um emprego alimentado por turistas, pelos investidores que catalisam a economia e por gente que sempre deu o que tem sem que lhes fosse dado tudo o que era justo.
Dass...
Estou farto de quem está bem estar sempre a desdenhar de quem está mal e se queixa do pouco que tem e empurra as culpas para os outros.
Reconhecer o que está mal é meio caminho andado para corrigir e ficar melhor.
Quando se refugiam uns e outros em slogans e frases feitas, tais como "os emigrantes são o motor do nosso pais" como se a mera afirmação fizesse dela a verdade que até poderia ser assim mas dá-se o caso de que não é.
Para lhe emparelhar um exemplo veja o que está a sucederem França e mais a norte da Europa ... toda a gente é bem vinda - eu concordo - mas é preciso ter capacidade para acolher e saber fazê-lo, na minha forma de ver isso não se pode bastar com a assinatura de uma autorização quase de modo automático para se vir para cá, compreende!
Dizer-se que o país não estava nem está preparado para os acolher a todos é crime? Mas que m.rd. lhe enfaram na cabeça para pensar que só interessa ao assunto os descontos para a segurança social e a mão de obra na construção civil ou nos bares e restaurantes ... e as rendas pagas muitas vezes por quem é escravizado.
Bom pensamento esse o que tem.
Mas dantes todos chegavam a escrivão ou a secretário? Não. Muitos daqueles que chegavam, imagine-se!!!, era pelo fator da antiguidade, onde bastava ter 9,5 valores para ser colocado em detrimento de colegas com notas bem superiores. O que alguns querem é que nada mude. Por isso, não se percebe a comparação, a não ser que seja pela maior competitividade que vai existir para o acesso a esses lugares. Lá está, o mérito.
ResponderEliminarcomentário das 14.37. - é exatamente o que explanou. Continuamos a assistir impávidos e serenos ao abandono de colegas de indubitável valor, com o sorriso de outros pois a concorrência é indesejável, e só se pensa no dinheiro. Ninguém se preocupa com o futuro funcional da carreira. E pensam que a tutela é burra.
ResponderEliminarMas e não é?!? Quem deixou fugir os melhores quadros? Quem atirou a carreira para a lama? Quem no seu perfeito juízo, não há muito tempo, queria funcionários com este nível de exigência, deslocados, a auferir praticamente o ordenado mínimo? Quem negligênciou os seus próprios funcionários? Quem deixou os quadros na ruptura eminente? E poderia estar aqui a enunciar por horas o mesmo...
ResponderEliminarA tutela é burra, porque promova a insatisfação!
ResponderEliminarÉ óbvio que a instisfação generalizada não leva ao bom desempenho!
Já para não falar de ilegalidades cometidas pela própria tutela!
Quer mais?!!
Muito Bem! Muito Bem! Subscrevo...
ResponderEliminar
ResponderEliminaro comentário é geral, haverá alguma ou a maior parte aí está da verdade sobre a nossa situação atual?
pergunto se tudo pelo que passamos se resume mesmo a isso?
ora nem mais, Colega! Incompreensível os sindicatos não andarem sempre na comunicação social a explicar por exemplo que não foram criados quadros para as SEIVD´s. Enfim, este é um exemplo minúsculo. Fala-se tanto na VD na comunicação social e a população não imagina que não há pessoal suficiente para tramitar estes processos? Será muito difícil os sindicatos fazerem este trabalho? INACREDITÁVEL.
ResponderEliminarauxiliares? adjuntos? o que é isso colega? Quantos técnicos de justiça?
ResponderEliminarpara
ResponderEliminarMuito bem!
Essa malta nem merece resposta, tal a doença de que padecem só por haver votantes no chega. Isso já os deixa doentes se é que já não nasceram mesmo doentes. Tenho pena de quem trabalha lado a lado com esses doentes.
Carreira morta
ResponderEliminarA colega que é "descrita" no artigo de hoje é exemplo de quem paga para trabalhar, não se ter vida extra e ser mal tratado no emprego.
Exigências, gastos e mal pagos.
Assim é mesmo de se largar esta carreira e ir procurar algo que satisfaça, com mais qualidade de vida.
Triste sina.
Quem "atirou" esses colegas e continua a "atirar" para outros organismos é este sentimento atávico da classe onde a possibilidade de progressão e ascensão na carreira tem sempre a ver com a antiguidade. O grande cancro da carreira! Andam por aí muitos que continuam a defender uma "despromoção" somente porque em próximos concursos terão mais concorrentes, seguramente mais novos e com mais competência, desde que a mesma seja aferida por critérios de avaliação de conhecimentos e currículo académico/profissional. Mas, como a passagem a adjunto foi por mera antiguidade, muitos, com o tal pretexto de "despromoção" estão bem preocupados com mais concorrência e querem a todo custo manter umas benesses de uma tal "experiência" e detentores de uma "categoria superior" para não terem de ser avaliados em critérios de igualdade para com todos os outros colegas. Se se arrogam a um conhecimento superior, nada têm a temer. Só se atrai Colegas com a perspetiva de, assim tenham a oportunidade de o demonstrar, possam progredir na carreira.
ResponderEliminarPara além de sermos poucos, carregam sempre os que mais trabalham, enquanto outros passam o dia com o rabo fora da secretária porque as chefias estão-se a marimbar, o que provoca o desalento das.mulas de carga, depois é esta malta nova sempre agarrada ao telemóvel, sem brio nem vontade a ouvir os queixumes dos mais baldas a dizer-lhes para não se chatearem muito, para mudarem logo que possam. Malta que chega depois da hora, para pousarem as malas e irem beber o café durante meia hora. As mulas a atenderem os utentes dos ausentes. Farto desta merda toda sob a passividade das chefias. Há quem não queira mudança, quer tudo como está para continuar nesta vidinha de brincar aos tribunais. Depois vêm as inspeções e vai tudo com a mesma nota. Ora phodace!
ResponderEliminarSINDICATOS FRACOS = CLASSE FRACA
ResponderEliminarOs mais novos, têm obrigação de saber que com os sindicatos existentes não se safam, por isso
não criem um sindicato novo que não é preciso
Salário de miséria??!!
ResponderEliminarA 'Colega que é descrita' somente reproduz uma realidade inicial, mas seguramente percebe que, ao lado dela, os antigos defendem e demonstram, tal e qual um exemplo militar ultrapassado, onde quem chega vai ter de aguentar, com ou sem mérito, durante mais de 10 anos para ter oportunidade de poder demonstrar as suas capacidades e competências. É tão evidente este sentimento, infelizmente, que qualquer jovem percebe que não está só sítio certo. Os colegas não se importam. Não fosse esta ou este tirar-me o lugar.
ResponderEliminarDoentes não, é mesmo ódio e asco de vocês.
ResponderEliminar19:27:
ResponderEliminarCHEGAM depois da hora, pousam as malas e vão beber café durante meia hora, mas o que é isto?
Então ninguém põe mão nisso? Ainda achamos que há muitas chefias mas pelos vistos por esses lados não há ninguém humano a orientar humanos. Sem rei nem roque.Que pessoal tāo responsável que abandona assim o barco e os utentes em espera......
os outros fugiram
ResponderEliminarpara
ResponderEliminarmetes nojo!
queres respeito para ti, mas não respeitas os outros!
és tu mesmo doente não ponhas dúvidas!
Trata-te e não incomodes os colegas do teu lado.
Tenho mesmo pena desses colegas que tem que levar com um CROMO NA SECÇÃO
E se for do Chega não tenha medo. São os adeptos da ideologia que tem mais de 100 milhões de mortos às costas que o querem calar. Fale, que a liberdade de expressão é o que o anónimo de 29.10.2025 às 14:33 horas não quer que tenha. Deve fazer parte da nomenclatura da Quinta....
ResponderEliminarPara
ResponderEliminarés tú o pide? o bufo?
e também confirmas a hora de saída?
palhaço
Mais outro enganado
ResponderEliminarnem mais!!
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