Oficiais de Justiça de Angola iniciam 3 semanas de greve
Em Angola os Oficiais de Justiça acabam de iniciar ontem uma greve que se prolonga até ao próximo dia 14NOV, isto é, são 3 semanas de greve.
Ontem, o primeiro dia, os tribunais estiveram todos praticamente encerrados. Os Oficiais de Justiça exigem a aprovação do seu estatuto remuneratório, melhores condições de trabalho e a reposição de subsídios.
Em declarações à imprensa, o secretário-geral do Sindicato dos Oficiais de Justiça de Angola (SOJA), Joaquim de Brito Teixeira, disse que “a paralisação foi aprovada em reunião extraordinária e poderá prolongar-se em novas fases até agosto de 2026, caso não haja resposta do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos às reivindicações”.
Joaquim de Brito Teixeira assegura que “Entendemos que devemos paralisar para assim cobrar respostas que têm que ver com o estatuto remuneratório, condições laborais e devolução dos 20% de subsídios a que as delegações provinciais tinham direito”, disse à Lusa.
A greve abrange, não só os tribunais, mas também as conservatórias, notariados, registos e a identificação civil, com o sindicato a sublinhar que os serviços mínimos, como o registo de óbitos, “devem ser garantidos pelos responsáveis dos serviços e não pelos técnicos de justiça que estarão em greve”.
Esta será a terceira paralisação no setor nos últimos dois anos.
Em agosto de 2023, os Oficiais de Justiça cumpriram cinco dias de greve para reivindicar melhorias salariais e de condições de trabalho, uma greve que foi considerada na altura “ilegal” pela tutela ministerial que alegou irregularidades nos procedimentos de declaração da paralisação e rejeitou dialogar com os trabalhadores.
Antes disso, entre 30 de março e 14 de abril de 2023, os oficiais de justiça já tinham paralisado os trabalhos pelos mesmos motivos, invocando melhoria das condições laborais e remuneratórias, após fracassarem as negociações com o Conselho Superior da Magistratura Judicial.

Joaquim de Brito Teixeira relata os acontecimentos do primeiro dia:
“Tivemos início da greve com uma adesão de 90% a nível do país, o que satisfaz grandemente o SOJA”, disse o secretário-geral do Sindicato, acrescentando, no entanto, que a greve começou com “ações ilegais” da Delegação Provincial da Justiça e dos Direitos Humanos de Luanda que decidiu colocar funcionários a trabalhar em substituição dos que estão em greve em alguns serviços, “o que fere a Lei da Greve”.
Quanto ao resto do país, adiantou, o SOJA não tem relatos, “até ao momento”, de quaisquer pressões ou intimidações aos Oficiais em greve, cuja primeira fase decorre até 14 de novembro próximo.
O secretário-geral do SOJA lamentou ainda o comunicado do Ministério, garantindo que a paralisação cumpriu com todos os pressupostos legais.
“Lamentamos o posicionamento do Ministério; o engraçado é que o teor deste comunicado é igualzinho ao teor do comunicado de 2023, ou seja, não tiveram o trabalho de produzir um comunicado diferente e trazem as mesmas alegações. Mas, a verdade é que nós seguimos todos os passos da lei, recordando que estamos abertos ao diálogo e aguardamos algum sinal do Ministério”, referiu o sindicalista.
Nem sempre olho para trás, nem por cima do ombro.

Fontes: “Repórter Angola” e “Angola 24 horas”.
3 semanas em Angola enh?!!
ResponderEliminarAqui é só letra!
Os nossos sindicatos nem África conseguem copiar.
ResponderEliminarAqui vinham logo dizer que a malta não aderia.
Por outro lado, a malta vinha logo dizer que perdia muito dinheiro.
Aquu Querem tudo, sem perder o dinheirinho.
Os africanos, supostamente mais pobres, dão o exemplo que preferem perder o dinheiro agora para terem a compensação da luta no futuro.
Somos mesmo totos.
Afinal está tudo contente.
Sabem que há colegas que reclamaram do despacho da DG e que receberam os 3700 euros da "reconstituição da carreia"
ResponderEliminarno recibo do mês passado e já foram notificados à posteriori do despacho final desta Diretora Geral a confirmar o anterior?
alguém sabe se foi designada data para nova reunião entre os sindicatos e o governo?
ResponderEliminar3 semanas de greve ?! E deixam ?!
ResponderEliminarJá não há regimes autoritários de esquerda como antigamente ...
Uma bandalheira...
Estão mesmo a precisar de 3 salazares para acabar com o dto à greve.
Andrézito, vai lá dar umas lições ao MPLA.
Isto interessa-me tanto como uima dor de dentes.
ResponderEliminarSem conhecimento.
ResponderEliminarGrande verdade!
ResponderEliminarTudo dito!
Está tudo bem de vida!
Aqui querem tudo sem luta.
ResponderEliminarEu roubado de 2001 a 2004, não tenho conhecimento de nada.
ResponderEliminar1 escalão roubado!
Claro que não te interessa, és um que achas que estás bem de vida e até ganhas e tens condições otimas de trabalho, com seção preenchida.
ResponderEliminarsem nada para fazer.
Fazes tanta falta como uma viola num enterro!
ResponderEliminarEles dão-te uma lição, vai lá, já que nossos sindicatos não querem saber
Não percebi...
ResponderEliminarÀs tantas nem ordenado andam a receber, portanto, até podia ser um mês de greve.
ResponderEliminarSe as Secções estiverem preenchidas já não há nada para fazer?!!!
ResponderEliminarA sério?!!!
para
ResponderEliminareu estou de baixa enquanto não me pagarem esse periodo
ROUBO!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Vai para uma secção onde quadro é de 5 e estão 2.
ResponderEliminarAventura-te!
ResponderEliminarOk sr subsídio dependente.
ResponderEliminarE ficam assim suspensas as vidas de 6000 Oficiais de Justiça?!!
ResponderEliminarSem saberem o que os espera?!!
É isto que se espera da direcção de um sindicato?!!
Nem sim, nem sopas nem nada?!!
Inacreditável SFJ!...
E o que é que isso quer dizer?!!
ResponderEliminarQue se as pessoas das Secções preenchidas não trabalham, é?!!
É preciso ter lata colega!
Não passem a vida com ações em tribunal com a convicção de que são todos peritos em direito administrativo e à espera das decisões uma década, que já não têm a vida suspensa.
ResponderEliminarA Classe dos Oficiais de Justiça tornou-se greve-dependente. Andámos anos a fazer greves para promover mediaticamente um presidente (com pretensões autárquicas), mas sempre a considerar que "agora somos falados". Ficamos todos contentes, mas resultados = 0. Enveredou-se por uma greve aos atos, ilegal, para contento de alguns, sem perceber as consequências de tal decisão, tanto mais que o marçal não ousou repeti-la, pois foi avisado de que numa nova "aventura", haveriam consequências sérias. O Carlos Almeida, estratega, nunca acompanhou, nem sequer se pronunciou sobre tal assunto. Chegados a este momento, uma pequena parte da Classe só quer greves, sem considerar se efetivamente as mesmas serão úteis. A conclusão a que chegou a tutela com as greves dos últimos anos é que as mesmas, numa grande maioria, foram aderidas por conveniências pessoais. Pouparam dinheiro e riram-se de nós nos gabinetes. A luta não pode resumir-se a greves. A luta deve afirmar-se pela valorização estatutária da Classe, carago! Só assim conseguimos mais valorização remuneratória!
ResponderEliminarhaja alguém
ResponderEliminarEspecifica! Não fiques por meros desideratos!
ResponderEliminarDiz lá como se deve fazer!
Até parece que a culpa é dos OJ que viram os seus direitos vilipendiados,
ResponderEliminarO período de eventualidade, o tempo decorrido na categoria, o "congelamento" da Troika - Isso não lhe diz nada?
Não devemos lutar por essas coisas?!
Sinceramente, não o percebo!...
Conteúdos funcionais! Exigamos saber as conclusões de fátima e, após discussão, avancemos para bingo. Ninguém tenha dúvidas de que, se não apresentarmos novas funções, nunca conseguiremos convencer o governo para nos dar mais dinheiro. Quando compramos um carro não fazemos depender o preço do mesmo pelas características do mesmo, que não só pelo factor do nº de Km? Pois...
ResponderEliminarEu sei que preferias que o subsídio a que tenho direito va para a tua conta.
ResponderEliminarTipico do invejoso.
Trabalha de borla escravo.
Pelos vistos é melhor não lutar. Tipica posição de quem está bem instalado e borrifando-se para os colegas.
ResponderEliminarCheira a mofo.
Gente invejosa e mesquinha wue nem fod'zz nem sai
Houve aqui alguém que referiu que a vida de 6000 OJs estava suspensa pela falta de resolução de algumas injustiças que afetam a carreira.
ResponderEliminarApós ver o triste espetáculo de hoje no parlamento, penso que a prioridade para as nossas vidas é travar o fascismo que galopa a passos largos no país e que caso se instale, vamos ter saudades de falar de recuperação de tempo de servico e de outras questões menores.
Ao ver o nosso " salarzito " ou "hitlerzito" a espelir xenofobia daquela boca imunda, com ausência total de humanismo e respeito pelo próximo, ao ver os seus acólitos sentados quando todas as bancadas aplaudiam o voto de pesar do Dr. Balsemão em pé, não vejo nada mais prioritário do que lutar contra estes FDP nojentos, criminosos e corruptos, que querem tomar conta disto.
É nesta direção que a nossa força e sangue têm que ir.
É vergonhoso existirem OJs que apoiam criminosos que violam as leis da república.