As reuniões que se fazem e que não se fazem
O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) e o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) estão a atravessar uma fase de “blackout” informativo muito preocupante.
Não são prestadas informações sobre as reuniões que, em nome dos Oficiais de Justiça – de todos os Oficiais de Justiça –, vão ocorrendo, ou mesmo não ocorrendo, sejam elas “técnicas”, como já foram classificadas, ou de qualquer outro género e feitio.
Não são assuntos internos; não são assuntos que digam respeito apenas aos associados, porque, sentados à mesa das negociações, ali estão em representação de todos os Oficiais de Justiça, tomando decisões que afetam todos os Oficiais de Justiça.
Seria razoável que fossem anunciadas as reuniões, como, por exemplo, a que para ontem, 25NOV, estava agendada e que o Governo desmarcou de véspera.
Seria razoável que fosse anunciado que a próxima reunião está agendada para 16DEZ à tarde.
E, para além do razoável, seria também desejável que outras reuniões fossem informadas, como a que ocorreu nesta última segunda-feira, 24NOV, com um dos sindicatos com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
E por que razão seria desejável e razoável que os Oficiais de Justiça recebessem essa esmola da informação?
Porque merecem!
Porque por tudo aguardam anos a fio, décadas enormes, longas e cansativas décadas, motivo pelo qual qualquer omissão ou sonegação pode ser – e é – muito malvista, especialmente depois da recente experiência do “plim” e, num passe de mágica, sai um acordo já pronto.
Os Oficiais de Justiça não se importam que os sindicatos partilhem com eles as árduas tarefas e as duras decisões negociais. Os Oficiais de Justiça não se importam de ter a canseira de ir vendo a evolução das reuniões.
Por isso, os sindicatos podem perfeitamente incomodar os Oficiais de Justiça com todas as minudências negociais, ao contrário de, um dia, lhes ser apresentado tudo pronto e finalizado.
O artigo 489º do Código do Trabalho aborda a boa fé negocial e diz assim:
«1 - As partes devem respeitar, no processo de negociação coletiva, o princípio de boa fé, nomeadamente respondendo com a brevidade possível a propostas e contrapropostas, observando o protocolo negocial, caso exista, e fazendo-se representar em reuniões e contactos destinados à prevenção ou resolução de conflitos.
2 - Os representantes das associações sindicais e de empregadores devem, oportunamente, fazer as necessárias consultas aos trabalhadores e aos empregadores interessados, não podendo, no entanto, invocar tal necessidade para obter a suspensão ou interrupção de quaisquer atos.
3 - Cada uma das partes deve facultar à outra os elementos ou informações que esta solicitar, na medida em que tal não prejudique a defesa dos seus interesses. (…)»
Sim, é certo que o número dois refere que as consultas aos trabalhadores será feita “oportunamente”, portanto, não frequentemente, mas apenas quando for oportuno, isto é, quando os representantes das associações sindicais considerarem que já pode ser, que chegou o momento, mas tal momento, não pode ser uma única vez, a final, aquando da apresentação do facto consumado.

E sempre o mesmo. Não mudam,ainda que digam irem fazê-lo
ResponderEliminarRegina, não tenhas dúvidas, a palavra é mesmo soberba
O que é preocupante é a frequência com que o governo desmarca as reuniões!
ResponderEliminarFaçam as contas às reuniões marcadas e às efectivamente ocorridas!
As razões serão várias, mas nunca justificam uma tão grande taxa de reuniões desmarcadas, a não ser, claro, a perfeita desconsideração pelos sindicatos e pelos seus representados.
Mas, que não se dá ao respeito!...
Entretanto, todos, sem excepção, vão perdendo trezentos e muitos euros por mês!
É uma festa, quye se lute tanto por 70 ou 80 paus, e se desprezem 300 e tal!
E pior, nada dizem, porque nem isso os subditos merecem!....
Abraço
Quem ler este blogue fica com a ideia que no SFJ não se trabalha
ResponderEliminarOlhe que não, olhe que não!
Senão, veja
Organização da festa de Natal
Preparar as lérias que todas as semanas se escrevem no CM
Dinheiro meu não vêm mais.
ResponderEliminarChega.
Bom dia Sr. blogger, vai acabar o ano e nem movimento nem novo concurso? Nada se sabe quanto às pessoas que estão em bolsa de recrutamento... Se só querem licenciados em Direito o que acontece a quem está em bolsa? Aproveitam-se os licenciados ou extingue-se toda a bolsa que é válida até novembro de 2027?
ResponderEliminarCa está o parasita que gosta de parasitar os seus parasitas.
ResponderEliminarContra o ROUBO de 2001 a 2005, não volto ao serviço enquanto não me pagarem 1 escalão roubado ao longo de 20 anos.
Sim serei o parasita de vós parasitas.
Meus amigos,
ResponderEliminaro Estatuto está feito. O Governo anda a fingir que negoceia e leva para as reuniões a parte que vai ser objeto de discussão na "reunião" do dia. Os bobos da corte assistem, resumo que conscientemente, à exibição burlesca. Antes tivessem a coragem de deixar o staff ministerial a falar sozinho ou espero que, no mínimo, cheguem ao fim e na discordância lhe digam "façam o que quiserem que nós também o faremos". Isso é que era ter t******.
COVEIROS
ResponderEliminarhttps://ominho.pt/sindicato-denuncia-falta-de-funcionarios-e-de-condicoes-dignas-na-comarca-de-braga/
ResponderEliminarÉ verdadeiramente impressionante como a vida passa por nós como a água passa pelos dedos das mãos e vemos que nada se consegue apanhar ou suster.
ResponderEliminarNo primeiro trimestre do próximo ano faz dois anos que o Governo da AD assumiu os nossos destinos.
Lembro que pelos finais de 2023, o Dr. Mário Belo Morgado e a Dra Van Dunem tinham um diploma pronto que nos apresentaram como um projeto de valorização que não era.
Eus que passaram mais dois anos e tudo está exatamente igual apenas com mais troços no bolso e isto não chega.
Esta equipa do MJ não tem nada ideia nenhuma do que quer fazer com a carreira.
Um grupo de pseudo intelectuais achados iluminados vendeu o futuro de muitos de nós por trinta tostões.
Hoje vemos que a troco de pouco no imediato nos venderam o futuro alienando gratuitamente todas as expectativas que muitos de nós tínhamos.
Os ex-adjuntos foram extremamente prejudicados e agora têm de se contentar com os convites para as substituições ou confirmar-me com o passar do tempo até chegar a idade da reforma.
Otários é o que somos.
Haverá um período de transição. Não ficarão prejudicados.
ResponderEliminarAs respostas a essas perguntas são tão possíveis quanto seria a resposta à pergunta sobre se os números pares farão parte da chave do próximo Euromilhões
ResponderEliminarEis o resumo da reunião de dia 16-12: "Boas férias. Feliz Natal, Feliz 2026. Em janeiro logo se vê uma data para terem conhecimento do estatuto. Beijos."
ResponderEliminartudo bem de vida
ResponderEliminarForça contra os parasitas que não gostam de ser parasitados, mas eles são esses mesmos.
ResponderEliminarHipócritas é o que há mais nas secretarias judiciais.
hipócritas e invejosos que vivem com o mal dos outros.
Força!
Também sou dos roubados.
Força!
jamais
ResponderEliminarLadroagem mesmo!
ResponderEliminarEntretanto as rendas de casa sobem
ResponderEliminarTambém entendo que sim mas a verdade é que se eles quisessem INGRESSOS não tinham limitado este movimento de outubro a transferências. Faz os candidatos que esperam perder a esperança de algum movimento para breve!
ResponderEliminarNão querem gastar dinheiro, só isso. Entretanto há secções a trabalhar com apenas 1 OJ quanto deviam ser 5. Mas continua tudo muito caladinho a dizer que a justiça é lenta.
ResponderEliminarSó as rendas?!? Seria óptimo o pior é tudo o resto...
ResponderEliminarSerá que os OJ se podem filiar nesse sindicato? Faz mais por nós que o SFJ e o SOJ.
ResponderEliminarNão se entende...
ResponderEliminarSerá que os nossos sindicatos não têm dignidade?!!
ResponderEliminarOJ´s deslocados atualmente mais vale ficarem em casa, sem dúvida.
ResponderEliminarEstão a pagar para trabalhar em muitos sitios
e levar pontapés de todos.
Há 26 anos estive por Lisboa um (1) ano e seis (6) meses literalmente a pagar para trabalhar, todas as últimas semanas do mês estava a pedir dinheiro aos meus pais porque o ordenado tinha acabado. Estive quatro (4) anos e pouco como eventual, fui e continuo a ser roubado todos os meses - afirmo roubado porque considero um autêntico esbulho o que a Tutela fez e continua a fazer. Cometi o erro crasso naquela altura com a vã e ilusória perspectiva de carreira. Carreira que volvidos todos estes anos acabou, morreu totalmente decepada com a conivência e aval dos sindicatos... Se fosse neste momento jamais teria feito tantos sacrifícios pessoais em prol de quem absolutamente nada merece. Agora com meio século de vida, mais de metade dedicados a esta profissão e como muito bem diz o velho adágio popular "quem me roeu a carne que roa os ossos"... O conselho que dou aos jovens é para nem pensarem em investirem o seu tempo e labor numa profissão sem carreira, a sofrerem maus tratos e destratos de todos os lados e mais alguns, sendo os maiores da própria entidade patronal...
ResponderEliminaré realizada 1/4 e os nossos sindicalistas (doutores) a assistir, impávidos e serenos...
ResponderEliminarPergunto: vamos continuar a aceitar esta postura desrespeitosa dos sindicatos? Não será esta postura contrária aos interesses dos que representam e, até, aos seus próprios estatutos?
ResponderEliminarDa experiência do passado, a que mais nos penaliza é bem recente, esta postura e forma de atuação não produziu e não vai produzir resultados aceitáveis para os OJ. E então? Vamos continuar a considerar que isto é o destino? Que nada há a fazer?
Organizem-se, recolham assinaturas para fazer listas para o COJ extra sindicatos e para provocar assembleias gerais. Os sindicatos só se comportam desta forma porque sabem que somos amorfos, acomodados e inoperantes fora do teclado de computador e das redes sociais. Só vamos ter o que merecemos.
Onde anda o novo sindicato? Mais uma ideia que nunca sairá do papel? Se não aproveitam a onda, agora que a maioria está descontente, esqueçam...
ResponderEliminarPrecisamos de gente nova!
ResponderEliminarIa dizia mais uma quantas coisas, mas não é preciso, apenas ...
precisamos de gente nova (nos sindicatos)!
Colega, certinho o que descreve.
ResponderEliminarTriste aposta nesta profissão também é o meu pensar.
Muito me arrependo de ter acreditado nesta merda.
Deixem de pagar para esses sindicatos.
ResponderEliminarSimples. Mudem de sindicatos e verão que sojs e sfjs deuxam de fazer o que fazem.
Eu já mudei logo no 1o acordo que fizeram.
Passem bem
Durmam bem Calimeros!
ResponderEliminarA ver se amanhã acordam a queixar-se menos.
Isso mesmo colega. A piorar também há adjuntos que foram atropelados no concurso de secretários. Agora, sopas e descanso até à reforma. Que trabalhem os marçalistas....
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