Há greve já na próxima sexta-feira 21NOV
Para a próxima sexta-feira, 21 de novembro, está convocada uma greve, pela Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESINAP), greve esta que engloba todos (todos) os Oficiais de Justiça.
No aviso prévio da greve pode ler-se assim:
«Considerando que a Proposta de Lei do Orçamento do Estado para o ano de 2026 (Proposta de Lei n.º 37/XVII/1.ª) não contempla as reivindicações que durante os anos de 2024 e de 2025 foram apresentadas ao Governo;
Considerando que o documento intitulado “Anteprojeto de Lei da reforma da legislação laboral” propõe alterações que as associações sindicais outorgantes do presente aviso prévio de greve consideram gravosas (a Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos – FESINAP, Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Estado, das Autarquias e de Entidades com Fins Públicos e Sociais – STMO, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos – STTS e o Sindicato Independente dos Trabalhadores das Florestas, Ambiente e Proteção Civil – SinFAP);
Vem declarar e tornar pública a greve do dia 21 de Novembro de 2025, entre as 00:00 horas e as 24:00 horas, dos trabalhadores da Administração Pública Central, Regional e Local, da Administração Direta e Indireta do Estado, do Setor Empresarial do Estado, Setor Empresarial Local, outros trabalhadores abrangidos pelo âmbito estatutário desta Federação, independentemente da natureza do vínculo ou contrato, sejam de carreiras gerais e, ou, especiais ou subsistentes, como forma de luta e protesto».
No aviso prévio seguem os fundamentos da greve, dos quais aqui destacamos, com especial interesse para os Oficiais de Justiça, a reivindicação do aumento do subsídio de refeição, dos atuais 6 euros para os 9 euros.
Em termos de serviços mínimos, a FESINAP não os apresentou para os Oficiais de Justiça e no dia da greve, sexta-feira, não são necessários. No entanto, em greves passadas, convocadas por esta mesma entidade, tem sido prática a DGAJ propor serviços mínimos e a FESINAP, desconhecendo a particularidade dos tribunais, tem concordado sempre com as propostas da DGAJ, pelo que não seria de espantar que, até quinta-feira, surgisse uma comunicação de acordo sobre serviços mínimos.
Não é necessário que haja concordância dos sindicatos mais representativos dos Oficiais de Justiça, como o SFJ e o SOJ, para os Oficiais de Justiça poderem aderir a esta greve, no entanto, tanto um como o outro, já demonstraram concordância na oposição ao pacote do governo de alterações laborais (anteprojeto de lei) denominado “Trabalho XXI”.

Fontes: “Aviso Prévio de Greve”, “Cartaz” e “Anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral, Trabalho XXI”.
Olha que excelente notícia.
ResponderEliminarDia de ordenado chorudo e greve.
Está agendado o dia para estafar a massa.
Obrigado FESINAP.
Eu roubado de 2001 a 2005. 1 escalão roubado ao longo de 20 anos.
ResponderEliminarContra o ROUBO aderirei a todas as GREVES.
e qualquer dia baixa como alguém diz por aqui.
Tutela vão gozar com os pais deles.
Car---'zz
Ordenado chorudo e muita massa para estafar?
ResponderEliminarOnde trabalha v.exca?
Os OJs cheganos asseguram o serviço em dias de greve.
ResponderEliminarA greve é coisa de comuna, conquista de abril.
Já Salazar proibia a greve e as mulheres de votar.
Belos tempos!
Punho esquerdo fechado, estou desconfiado!!!
ResponderEliminarBom dia.
ResponderEliminarNão sou pessoa para encarneirar, do género "Maria vai com as outras...", mas desta feita há mesmo motivo para greve e não estamos debaixo da alçada de nenhuma TROIKA.
É verdadeiramente inacreditável que do pacote das propostas constem temas que não aproveitam nem aos trabalhadores nem à generalidade das empresas e que parecem ser mesmo à medida, por servirem os seus interesses, de algumas, das ditas grandes superfícies comerciais (Pingo Doce, Continente, Mercadona, Auchan, Lidl, Intermarchê, Aldi, etc.).
Eu compreendo que deve de haver uma flexibilização e um aligeirar da rigidez em situações economicamente difíceis, é preferível um despedimento individual a curto prazo que um despedimento coletivo por encerramento da empresa a médio prazo, tanto mais que temos uma economia com muitos bons índices de emprego.
Mas acho verdadeiramente inacreditável a questão contendente com a maternidade, coartando-se direitos, num país com uma da piores rácios de envelhecimento, e as taxas de natalidade só não são piores por causa dos imigrantes ou daquelas mães que passam por cá por, apesar de tudo, o nosso sistema de saúde oferecer melhores condições do que têm nos seus países.
Bem sei que o principal motivo destas greves é o de se pretender mexer no direito à greve - é esse o verdadeiro motivo - e se a tutela o deixasse cair logo todos os sindicatos deixavam cair o resto.
Nos últimos anos, os sindicatos tornaram-se em organizações perigosas e capazes de mobilizar os seus filiados em ordem a provocar um tumulto, um sobressalto económico que ao fim e ao cabo é por inerência politico e assume repercussão social.
Dito de outro modo, estas greves pretendem e têm uma índole política que não é de "política do trabalho", e presta-se a servir interesses que por vezes não coincidem com os nossos - através destes atos (greves) pretendem uma modificação do status quo que de alguma forma seja catalisadora de outras iniciativas que podem paralisar um país e levar a uma mudança politica.
Mas, neste caso, apesar do que referi a greve é manifestamente necessária e impõem-se face a um conjunto de iniciativas despidas de bondade, seja para a economia, seja direta ou reflexamente para os cidadãos. Parece que aproveitam o momento para "chicanas".
Eu que deu o meu voto para este Governo, dou agora o meu contributo para lhes colocar as "traves ou amarras" nas mãos que se preparam para elas mesmas nos amarrar ainda mais a uma ideia de esclavagismo moderno - se não são capazes de fazer reformas, de organizar os serviços, então é altura de cederem os lugares a outros que sejam capazes e não procurem espremer ainda mais uma classe trabalhadora envelhecida e gasta, muito gasta, frustrada com sucessivos governos que eles sim nos têm levado a sucessivas bancas rotas e em constante perda de rendimentos.
Portanto - DESTA VEZ FAÇO GREVE POR CONVIÇÃO E NÃO POR CONVENIÊNCIA
Se me pagassem todos os meses aquilo que pagam em junho e novembro, já trabalhava com mais vontade.
ResponderEliminarLá para as "bandas" da DGAJ, rodeado por belos gabinetes, paredes forradas de formosas pinturas e cantos adornados com esculturas. Relativamente ao "serviço" adstricto está responsável por "amandar" umas "larachas" engraçadas, outras nem por isso, aqui no blog, com o intuito de tentar acirrar os ânimos e sempre que possível "dividir - a classe - para reinar"... No interim, expede uns dois ou três ofícios diários e no final do mês aufere o tal do "ordenado chorudo", que menciona. Talvez por ser excelentemente pago para quase nada fazer é que consiga realizar estas mirabolantes extrapolações...
ResponderEliminarInfelizmente é mesmo ironia.
ResponderEliminarEu sou dos que estou de baixa.
ResponderEliminarNão suporto tanto destrato e ainda por cima estava numa seção onde deviam estar 5 e estão 2
SOJ
ResponderEliminarReativa as GREVES
Já que as reuniões não dão em nada, fosca-se!!
Um governo que diz que um valor de 2600 euros para pagar uma renda de casa é razoavel e esta dentro dos valores aceitáveis e ao mesmo tempo oferece de aumento para o subsidio de refeição para os seus funcionários 10 centimos diarios, digam-me o que pensar. Eu não consigo conter a minha revolta. Num pais que tem o ordenado minimo de 9 e poucos euros e de salario medio 1500.
ResponderEliminar12:25:
ResponderEliminar2.600 euros para pagar uma renda em Portugal ser razoável, foi a melhor anedota de Montenegro. É desconhecer a vida real dos que cá vivem, dos que precisam de casa e o que ganham.
Certo que o próprio nem precisa de pagar nada, pois tem casas próprias, suas que cheguem.Da velha em Espinho, fez uma nova e com logo com 6 pisos! Dá para um grande AL junto ao mar.
Em Lisboa mais 2 de valor elevado e a pronto. E da averiguaçāo tão ou mais demorada que um inquérito, nada se sabe que venha do MP.
Faltavam agora 100 medidas +- na área laboral para a cereja enfeitar o bolo.Ainda se fossem para os trabalhadores serem aumentados e pagar esse tipo de renda razoável, mas não.Parece ser reforma laboral a pedido, sabe-se de quem será...."o pai da criança :.
10h39m:
ResponderEliminarMas se estivesse lá eram 3. Ou deixou o colega sózinho? Grande amigo.
Também lhe digo, passar o dia a "amparar esquinas" , no café, nāo é melhor solução. Ou está mesmo doente porque assim não sendo, vai ficar em breve.
Se puder, vá trabalhar, faz só aquilo que puder que a mais não é obrigado.
Já dizia a minha avó que o ócio é o pai de todos os vícios.
Realmente és um magnífico companheiro.
ResponderEliminarQuer dizer, a secção estava deficitária e tu ainda metes baixa para enterrares os teus colegas!!
Que rico colega tu me saíste.
Até devias ter vergonha, páh!!!!!
Greves decretadas por "líderes" sindicais que nunca trabalharam na vida!!!!
ResponderEliminarVai lá vai ...
Onde anda o SOJ? Não diz uma palavra acerca das reuniões. O SFJ ainda vai dando o corpo às balas, mas o SOJ gere o silêncio. Onde andam tbm os seus apaniguados aqui do burgo? Não têm moral para a angariação de associados, face à postura do SOJ?
ResponderEliminarTrabalham sim, a fechar o punho...
ResponderEliminarE o recibo de vencimento.
ResponderEliminarAlguma novidade?
Boa tarde.
ResponderEliminarAinda relativamente ao artigo sobre a aposentação, se alguém quiser ajudar relativamente a esta situação.
Uma Colega que entrou para os Tribunais em Maio de 1992.
Fez 66 anos no passado dia 9 Setembro.
Além deste tempo, tem três anos de descontos para a segurança social anteriores ao início de funções no Tribunal.
O problema é que nesses três anos de descontos anteriores ao Tribunal há ali um problema de sobreposição de descontos com outra pessoa e agora há que resolver isso (burocracias).
No entanto, com os descontos já realizados e com a idade não está já em condições de pedir a aposentação??
Desde já, obrigado.
Tem de esperar perfazer 66 anos e 7 meses este ano ou, se não os completar agora, 66 mais 9 meses no próximo ano, para ir sem cortes.
ResponderEliminarHá alguma previsão para novo concurso? Só poderão ingressar licenciados em direito?
ResponderEliminarCalma companheiro/a, não é precisa ficar assim com tanta comichão.
ResponderEliminarE não, não estou na DGAJ, embora seja da opinião de que todos temos valor e fazemos falta, seja qual for a nossa tarefa.
Se quiser passar por aqui, pelas encostas da serra da estrela, terei muito gosto em mostrar-lhe as paredes forradas de formosas pinturas de ...... humidade.
ResponderEliminarpara gente como tu é com o todo o prazer.
Gostas que te lixem também, então continua.
Hipócrita
É melhor por-se a andar enquanto pode gozar alguma coisa.
ResponderEliminara vida é curta.
Passam as semanas e não se sabe nada de concreto das negociações!
ResponderEliminarÉ necessário acabar o processo de negocição de revisão do estatuto!
Acorde-se no que se puder acordar, para, depois, encetarmos a luta em relação às coisas das quais discordamos!
Mais, acabada a fase "estatuto", parta-se de imediato para a execução das sentenças que nos são favoráveis, bem como à impugnação do artigo do DL que "apaga" o tempo de serviço decorrido, e instaure-se a ação para se nos ser reconhecido igual tratamento aos professores, na recuperação do tempo "congelado", com efeitos aos termos do acordado pelo governo com este grupo profissional.
Façam alguma coisa, Srª Regina e Sr. Carlos.
Todos os OJ são prejudicados em pelos menos 2 matérias, sendo que alguns o são em pareceres iminentemente ilegais.
É precisop agir, é preciso fazerr algo, nem que para isso se acabe com as negociações em curso.
O que de bom daí pode advir, é muito inferior ao que reivindicamos fora das negociações do estatuto.
É preciso estabelecer um prazo, curto, para término das reuniões, e, se o mesmo não for cumprido, é preciso romper com estas.
Basta de imobilismo, é preciso avançarmos nas nossas vidas !
...MUITO BOM.
ResponderEliminarSalazar não proibiu as greves. Já os comunistas proibiram. Não faç afirmações gratuitas como se fossem verdade absoluta. Leia (não a propaganda do partido). Cultive-se. A seguir, fale.
ResponderEliminarlock-out
ResponderEliminar