Oficiais de Justiça portugueses juram lealdade à China
Não há muitos Oficiais de Justiça portugueses em território chinês, concretamente na Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), mas ainda são cerca de uma dezena.
Os Oficiais de Justiça portugueses estão a ser confrontados com uma declaração e juramento de lealdade à China e, caso não o façam, ou aparentem não o fazer com sinceridade, serão automaticamente demitidos das suas funções na administração pública daquele território.
Todos os funcionários públicos de Macau, incluindo os de nacionalidade portuguesa, poderão ser demitidos caso falhem o juramento de lealdade à China e ao território e, mesmo que prestem o juramento, basta com que um superior hierárquico tenha a impressão que o juramento não foi realizado com sinceridade para ser demitido.
Já aqui, precisamente há um ano, alertamos para aquilo que era então ainda uma proposta de lei, através do nosso artigo de 25NOV2024, intitulado: “Oficiais de Justiça portugueses deverão jurar lealdade à China?”.
Aprovada a lei, o prazo para o juramento, que começou a 01NOV, é de 90 dias, sendo que a recusa implica automaticamente a anulação da nomeação para o cargo ou a demissão.
O secretário para a Administração e Justiça de Macau disse acreditar que o processo de juramento esteja concluído mais cedo e que “todos os trabalhadores dos serviços públicos prestem juramento até ao final do corrente ano”, bem antes do prazo dos 90 dias.
Logo no primeiro dia, a 01NOV, houve uma cerimónia em que 264 dirigentes de entidades e serviços públicos prestaram juramento, declarando que “se dedicarão com toda a lealdade à Região Administrativa Especial de Macau [RAEM] da República Popular da China”.
Num discurso proferido durante a cerimónia, o líder do Governo da região, Sam Hou Fai, pediu aos dirigentes da função pública que “salvaguardem com firmeza o poder pleno de governação do Governo Central” chinês.
Depois da nossa notícia de novembro do ano passado, o parlamento local, em dezembro de 2024 aprovou, como era expectável, por unanimidade e sem qualquer debate, a lei que não só obriga ao juramento solene, mas que também prevê que sejam demitidos todos os que pratiquem “atos contrários” ao juramento.
Aquando da apresentação da proposta de lei, o então porta-voz do Conselho Executivo, André Cheong Weng Chon, alertou ainda que os funcionários públicos podem ser despedidos devido a conversas privadas ou comentários publicados em redes sociais, como o Facebook.
Os atos desleais “não se limitam apenas à vida profissional”, defendeu o dirigente, que acrescentou que a vida privada e profissional de um trabalhador da função pública “nem sempre estão separadas”.
O juramento poderá ser feito em português, uma das duas línguas oficiais de Macau, juntamente com o chinês.
De acordo com o mais recente Relatório de Recursos Humanos da Administração Pública, em 2023 a região tinha um total 34.311 funcionários. O documento não refere quantos têm nacionalidade portuguesa, mencionando apenas que 257 nasceram em Portugal.
Desconhece-se qualquer postura do Governo português – se é que a tem ou alguma vez vai ter – em relação a este juramento à China de funcionários públicos portugueses.
A admitir-se tal juramento, qualquer funcionário público português passa a poder fazer o mesmo em relação a qualquer outro país?

Fontes: “DD-OJ: Oficiais de Justiça portugueses deverão jurar lealdade à China?” e “Notícias ao Minuto”.
E os brasileiros a exercer funções na administração pública portuguesa?! Escolas e tribunais, por exemplo.
ResponderEliminarEsses juram lealdade a quem?
têm dupla nacionalidade? se não têm embora.
ResponderEliminaro outro converteu-se e veio a ser rei
vão jurar para continuarem lá?
e o sentido de honra e dever à nossa pátria?
ResponderEliminarOra aí está.
ResponderEliminarPalhaçada
Uma questão se impõe sr bloguer
ResponderEliminarUma coisa é jurar como se fez na entrada ou timada de posse nos tribunais.
Ou seja jurar o desempenho nas funções que vai exercer.
Outra coisa distinta é jurar a um estado nação e misturar vida no trabalho com a vida privada.
Eu pessoalmente apenas jurei e juraria a 1a.
Quanto à 2a que que é a minha liberdade , jamais juraria.
Vender a minha liberdade?? Misturar vida do trabalho com vida privada??
NUNCA
Prefiro passar fome.
Mas será que alguém pára para pensar nisso??
O sr articulista não opina sobre liberdade privada??
Faça um artigo sobre isso com coragem
Só para dizer que quem quiser que se venda. Que venda quem é.
ResponderEliminarEu digo que quero é saber de mim.
Enquanto não me oagarem o roubo de 2001 a 2005.
1 escalão roubado ao longo de 20 a anos.
Não voltarei a ser oj.
Vão roubar o caral----
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O famigerado costa que se demitiu alegando um paragrafo ven dizer que quer saber tudo do procesdo.
ResponderEliminarSim tem razão
Mas então porque se demitiu e foram a eleições? Porque nao indicou o seu 2o o nuno santos para o suceder? Sem eleições?
Estava desejoso para dair para a Europa depois de deixar o pais de pantanas e dar um chorudo aimento à PJ? Porquê?
Depois porque é que quando justica investiga os graudos eles estão sempre contra , mas quando investiga os liudos está tudo bem?
Palhaçada
PORTUGAL ACORDA
Ainda recentemente numa escola perto de nós, simplesmente deceparam os dedos da mão a uma criança brasileira.
ResponderEliminarPese embora não seja clara a existência de motivação xenófoba, não deixa de ser bullying violento alimentado pelo clima lamentável que se vive atualmente no país, com discursos anti imigração dos Cheganos e seitas porcas semelhantes.
Shame on you suas bestas!!!
Jurem contra o ROUBO
ResponderEliminarLiberdade privada na China?!? Está a brincar, certo?!? O país que tem autênticos campos de concentração apelidados eufemisticamente de "campos de reeducação" onde atira para lá todos os "dissidentes" - qualquer pessoa, obviamente -, os praticantes do Falun Gong (só porque acreditam em algo superior ao todo poderoso estado - nem sequer acreditam num Deus mas sim em algo superior no Universo), os muçulmanos uigur (que sofrem um autêntico genocídio), etc, etc, etc.
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