Passar pelo intervalo dos pingos da chuva?
Momentaneamente passou a chuva. Retiraram-se baldes, destaparam-se os equipamentos cobertos pelos sacos de lixo e, pronto, já está tudo OK até a próxima chuvada.
Assim se vai resolvendo o problema das infiltrações e inundações nos tribunais, com uma fezada no clima, porque, afinal, estamos em Portugal, país com muitos dias soalheiros.
Cada ano que passa, continua sem se fazer nada, apenas acreditando na capacidade de improviso dos Oficiais de Justiça na distribuição de baldes e aplicação de sacos do lixo como guarda-chuvas.
No seguimento do nosso artigo aqui publicado no passado domingo, 16NOV, intitulado: “São necessários mais baldes e mais sacos do lixo”, em que se abordavam as recentes inundações e a degradação dos tribunais, nunca resolvidas e, por isso mesmo, se aconselhava a simples aquisição de mais baldes e mais sacos do lixo para cobrir os equipamentos, porque os problemas continuarão por resolver; também, ontem, a presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) fez publicar o seu habitual artigo de opinião no Correio da Manhã, abordando, mais uma vez, o mesmo tema e concluindo com um apelo à ministra da Justiça para que “visite os tribunais mais afetados”.
No artigo CM, Regina Soares, depois de apelar à visita da ministra da Justiça, dando-lhe como exemplo as visitas da ministra da Saúde às unidades locais de saúde, diz-lhe ainda o seguinte:
«A Justiça não se reabilita com palavras, mas com decisões, investimento e presença no terreno» e termina com um exemplo:
«O Tribunal do Barreiro mantém faixas da Proteção Civil há dois anos devido às fissuras, mantendo-se assim o edifício, especialmente na entrada principal, ainda interditada, obrigando a passagens laterais.»
A presidente do SFJ elenca os tribunais mais afetados, alguns noticiados na comunicação social, como os tribunais do Porto, Faro, Albufeira, Sintra, Alcanena, Madeira, Arouca, acrescentando que ficaram quase inoperacionais, enquanto que outros, apesar de continuarem em funcionamento, deveriam estar encerrados.
«Infiltrações, fungos, salas alagadas, arquivos encharcados e equipamentos tapados com plásticos. Não são casos pontuais: expõem a degradação estrutural e o incumprimento das obrigações do Estado em segurança e saúde no trabalho.», lê-se no artigo do Correio da Manhã.
Por isso, Regina afirma: “Exige-se liderança política”, portanto, querendo dizer que tal liderança política não existe, ou que é praticamente inexistente, por isso o apelo, e esclarece ainda que:
«Os Oficiais de Justiça são os mais expostos: permanecem nos espaços técnicos, lidam com riscos elétricos e garantem que a máquina judicial não para, mesmo quando o edifício cede.»
Exatamente, mesmo com casos de edifícios a ceder, a rachar por todo o lado, mesmo com os monitores parcialmente tapados com sacos de lixo e os pés levantados do chão, para não ficarem molhados, ainda assim, há uma espécie de gente que se mantém a trabalhar e que se disponibiliza para colocar baldes estrategicamente espalhados debaixo das infiltrações, carregar centenas de Kg de papel de um lado para o outro para que não se molhem mais, arriscar mexer nas extensões, nas fichas triplas, nos interruptores e manusear equipamentos elétricos diversos, ainda que encharcados, e atrevendo-se até a respirar o ar carregado de esporos de fungos que ali vivem todo o ano, provocando-lhes alergias e pneumonias fúngicas, que alguns até vão aguentando porque, entretanto, outros, que não aguentam tanto, vão para a baixa médica.
«Fica o convite: Senhora Ministra da Justiça, visite os tribunais mais afetados.»; «sobretudo os tribunais com amianto, fissuras e fungos», porque, como bem diz a presidente do SFJ, “a justiça não se reabilita com palavras” e, já agora, acrescentamos nós, nem com a fusão de plataformas, com a entrega à IA, embora a aposta na digitalização dos processos seja uma boa iniciativa para o combate às infiltrações e inundações, fungos, fissuras, etc., uma vez que as folhas do processo digital não ficam encharcadas, quem fica encharcado são apenas os que trabalham com a digitalização.
Faltou apenas à presidente do SFJ uma coisa, no seu apelo-convite que dirigiu à ministra da Justiça, dizer-lhe que, como a ministra não está habituada a trabalhar nas condições que os Oficiais de Justiça enfrentam todos os dias, caso decida visitar os tribunais, compareça munida de algumas máscaras faciais para proteção dos esporos dos fungos que circulam no ar, ao mesmo tempo que evita respirar o mau cheiro a mofo.

Fonte: “artigo de opinião do Correio da Manhã citado na página do SFJ”.
Quem se quer dar trabalho de andar com balde que ande!
ResponderEliminarPor mim, pode tudo ficar ensopado ...
Só fico admirado de ninguém "chamar" aquela entidade que tem como fim averiguar da higiene e segurança no trabalho!!
Mas, sem ofensa, uma boa parte dos OJ são básicos!
Viva África!
ResponderEliminarOs magistrados? Conselhos siperiores, gestões comarca e gente de alta patente fazem o quê?
ResponderEliminarSilenciam com os ordenados chorudos?
Tristeza
Ora aí está
ResponderEliminarMuito pior que básicos.
ResponderEliminarSubservientes, até retretes limpam se os mandarem.
àfrica, Brazil, Venezuella, Burkinafassso
ResponderEliminarTanto para 2025 como 2026, ambos os OE prevêem 36M para obras em tribunais, prisões, etc
ResponderEliminarPelo que se viu este ano, tudo treta!
A direita e extrema direita afincadamente dedicados a destruir os serviços públicos.
ResponderEliminarSe estão à espera que a IA resolva o problema do edificado tirem o cavalinho da chuva!
Não diga isso, que já existem muitos Técnicos de justiça em que a lingua materna não é o Português de Portugal!
ResponderEliminarA foto está do melhor, mesmo bem a propósito.
ResponderEliminarDepois, a Sra. Ministra e sua equipa talvez a preocupação seja o que fazer para combater as agora chamadas pelo sfj de gritantes injustiças da nova escala salarial, como se ambos os sindicatos não estivessem estado presentes nas negociações e, apressadamente, assinado sem ouvir os of.justiça sobre o que preparavam juntos!
De qualquer forma a Sra.Ministra devia ouvir a colega do Ambiente que disse que o inverno vai ser rigoroso em chuva e assim no OE há milhões para obras em barragens, não vá o diabo tecê-las e seguir a ideia para obras nos tribunais.
Não diga isso pois ainda o acusam de racista e xenófobo...
ResponderEliminarDestruir mais do que a esquerda destruiu???
ResponderEliminarImpossível!!
Hoje está tudo muito sossegado no grupo do WhatsApp, no que respeita à propaganda para o COJ.
ResponderEliminarNem um pio.
Caladinhos é que estão bem ...
alguns que o sugeriram foram ameaçados de processo disciplinar...
ResponderEliminar...ou cargos em regime de substituição...
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ResponderEliminarPelos pingos da chuva, do crivo da legalidade e decência, andam também a passar as nomeações de ajudantes de secretários, nomeações de gente para cargos inexistentes e por aí fora em inúmeras comarcas.
Tem a DG a noção de quantas pessoas estão fora de seções, a fazer sabe-se lá o quê e sabe-se com que fundamento??
Façam lá umas continhas da gente que anda "deslocada" do seu lugar natural, nas várias comarcas do país.
É que assim, torna-se difícil a sindicatos exigir colocação de mais gente e às comarcas exigir mais autonomia...
O amiguismo (para não lhe chamar outra coisa menos simpática) acaba por se tornar um tiro no pé, digo eu...
O que está iN é cair em graça.
Quantos conhecem nesta situação?
Os 1800 OJ em falta dariam jeito até para estas tarefas...
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ResponderEliminarE tantas reuniões nas comarcas, nas direções gerais, nos conselhos superiores e objetivos estratégicos que são estabelecidos, diretivas, orientações, etc, etc......
Basta ver os relatórios anuais e semestrais efetuados.É só maravilhas e elogios, pudera, são eles que os produzem.
Se não fosse trágico era um excelente guião para uma peça de comédia.
a mama vai acabar em breve.
ResponderEliminarSugeria ao Blog, numa próxima oportunidade, um olhar atento sobre a temática dos sismos e a comarca dos Açores.
ResponderEliminarÉ deveras interessante.
Obrigado pela sugestão que é muito pertinente. Já abordamos essa omissão em artigos em que se abordaram também outros assuntos, mas nenhum especialmente dirigido e focado nessa temática que, obviamente, merece toda a atenção.
ResponderEliminarPertinente, sem dúvida. Mas também a nível de todo o território. Também proponho uma análise a cargos ag hoc que por aí andam em todas as comarcas do país. E assistentes de Gestão e secretários de Secretários e nomeações interinas e em substituição. Esta discricionariedade merece ser revista numa publicação séria e factual. Penso que até nos iremos assustar com alguns casos e o elevado número de gente nestas circunstâncias.
ResponderEliminarSó quem está "fora" da Lei é que desta deve ter receio ...
ResponderEliminarAh pois vai!!!
ResponderEliminarEh pá, também estou cheio de trabalho!
ResponderEliminarTambém preciso de um lugarzito em que envie 3 ou 4 mails e está feito!!!
Extrema PS? PSD, CDS, Geringonças?
ResponderEliminarpois já sabemos que sim
foi ao estado a que estamos.
Óculos de penafiel?
palhaçada
ResponderEliminaroj tem culpa
mansos
continuem
Cheguei a casa e estou a ver as mensagens do WhatsApp.
ResponderEliminarPasme-se!!
Os papagaios da propaganda calaram-se todos!!!
Nem uma mensagem!!
Nada!!
Zero!!!
Bom fim de semana!
ResponderEliminarSexta 21 Novembro 2025
GREVE.
Onde trabalho, foi preciso a empresa de limpeza colocar lá um par de brasileiros, para finalmente os vidros serem limpos como deve ser.
ResponderEliminarSuper profissionais em comparação com os tugas e angolanos.
Que papagaios?
ResponderEliminarA Cheganada?
Esses agora têm que se preocupar em limpar a casa, que com o acumular de escândalos e saídas de quadros, com rasgados "elogios" ao líder, já passaram de 22 para 12 % nas sondagens.
Uns tristes arruaceiros ignorantes, um cancro da sociedade.
Nem percebo porque não gostam de ciganos, são tão parecidos.
Xiiiiii
ResponderEliminarNão se pode dizer nada que vêm logo com a cassete do chega...
Tão pequeninos que vocês são...
É esse o vosso melhor argumento?!
Toma lá mais uma carapuça, é grátis.
Toma 🫴
Ohh, sempre esteve!
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