O acidente que trouxe, finalmente, justiça e dignidade aos Oficiais de Justiça

      Os deuses do olimpo da Imprensa Nacional Casa da Moeda ouviram os nossos velhos queixumes, desde logo o último, no artigo publicado no passado dia 20DEZ, intitulado: “O Movimento Extraordinário e o Regresso aos Velhos Vícios”.

      Um dos ali ditos “velhos vícios” dizia respeito ao facto da DGAJ conceder dias para os movimentados se apresentarem ao serviço, como, por exemplo, dois ou três dias, dias estes que se esgotam no fim de semana, porque a publicação em Diário da República é sempre solicitada para que coincida com uma sexta-feira, motivo pelo qual, ter dois ou três dias é sempre indiferente, pois a apresentação calha sempre na segunda-feira seguinte.

      Sempre alegamos que essa má prática roubava os dias de descanso aos Oficiais de Justiça, invadindo os dias da movimentação nos dias de descanso, dias em que os Oficiais de Justiça devem estar a atender a família e não a fazer mudanças, porque muitos há que grandes mudanças têm de fazer. Por isso sempre defendemos que a publicação em Diário da República deveria ser sempre no princípio de uma semana e não no último dia da semana.

      Ao longo dos anos, ninguém acompanhou esta reivindicação e a Administração da Justiça continuou a combinar a publicação em DR sempre às sextas-feiras para comer os fins de semana aos Oficiais de Justiça, isto é, para perturbar os dois dias de descanso dos Oficiais de Justiça.

      Mas desta vez, com este Movimento Extraordinário pendente, já não vai ser assim. A DGAJ acaba de comunicar que, afinal, a previsão da publicação em DR no dia 02JAN já não vai acontecer, prevendo-se agora que ocorra no DR de 05JAN.

      A verificar-se isto, será o Movimento publicado em DR numa segunda-feira e os prazos contar-se-ão nos dias úteis subsequentes.

      No Movimento Extraordinário há vários prazos: o mínimo de 2 dias e o máximo de 15 dias, passando pelo meio os de 3 e os de 5 dias.

      Ora, sendo publicado o Movimento no dia agora previsto, o dia 05JAN, os prazos para os movimentados se apresentarem são os seguintes:

      - Prazo de 2 dias – há 131 movimentados com este prazo – apresentam-se até ao dia 07JAN (antes seria até 05JAN);

      - Prazo de 3 dias – há 11 movimentados com este prazo – apresentam-se até ao dia 08JAN (antes seria até 05JAN);

      - Prazo de 5 dias – há 10 movimentados com este prazo – apresentam-se até ao dia 12JAN (antes seria até 07JAN);

      - Prazo de 15 dias – há 20 movimentados com este prazo – apresentam-se até ao dia 20JAN (antes seria até 19JAN)

      Assim, os Oficiais de Justiça, especialmente os dos prazos mais curtos (2 e 3 dias) terão efetivamente dias próprios para a movimentação, sem colidir com os dias de descanso e de convívio com os seus.

      De acordo com a informação da DGAJ, não estamos perante uma inflexão de decisão da Administração da Justiça, mas de um mero acidente programático na Imprensa Nacional Casa da Moeda na disponibilização da publicação no Diário da República. Melhor seria que tivesse sido uma inflexão.

      Lê-se assim na informação da DGAJ:

      «De acordo com a comunicação da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, a publicação em Diário da República da Lista Final do movimento extraordinário dos oficiais de justiça de outubro de 2025 ocorrerá, previsivelmente, no próximo dia 5 de janeiro de 2026 e não no dia 2, como anteriormente antecipado.»

      Este acidente tem de ser registado como exemplo e como possibilidade a implementar para os futuros Movimentos e os sindicatos têm de olhar para isto como mais um aspeto a reivindicar, seja pela publicação às segundas-feiras, seja pela mudança da informação, vindo dizer que tais dias desses prazos passam a ser úteis e não consecutivos, como sempre disse.

ArqueiroMudaMiraParaDiana5(DDOJ).jpg

      Fonte: “DGAJ-Info-29DEZ”.

Comentários

  1. Fui movimentado e tenho dois dias para me apresentar.


    Esclareçam-me uma dúvida:
    Com esta alteração, dia 5 segunda feira, apresento me no núcleo antigo?


    É que francamente já não contava ir lá.


    Outra dúvida:


    Se me apresentar no núcleo antigo no dia 5, apresento-me no novo no dia 7?
    Ou seja, fico com o dia 6 livre?


    Obrigado a quem puder esclarecer.

    ResponderEliminar
  2. No dia 5 apresenta-se na atual colocação. Depois, se efetivamente for publicado em DR nesse dia, cessa nesse dia as funções nessa colocação e, como tem de se apresentar em dois dias na nova colocação, deve apresentar-se no dia 6 ou no dia 7, fica ao seu critério.

    ResponderEliminar
  3. LADROAGEM 


    Eu continuarei de baixa contra o roubo de 2001 a 2005.

    ResponderEliminar
  4. Entendi.

    Obrigado pelo esclarecimento.

    ResponderEliminar
  5. Muito bom dia, neste que é o último dia de trabalho do ano de 2025 para a maioria dos Oficiais de Justiça.
    Estamos a transformarmo-nos num país de "fadistas", com o culto à tristeza da vida, um pensamento saudosista, cheio de revanchismo e de inveja pelo outro, e sempre em pranto.
    É verdadeiramente impressionante que quem se prontifica a assumir as maiores decisões sobre as nossas vidas enjeite as responsabilidades das suas más decisões ou muitas das vezes a sua falta.
    No nosso caso, dos Oficiais de Justiça, é inacreditável como se avançam com cenários e calendários sobre assuntos da maior importância sempre sem que se consigam concretizar, fazendo lembrar aqueles momentos de idiotice daquelas crianças num recreio escolar que por breves minutos dão asas à imaginação e inventam um mundo absolutamente irreal e fictício que apenas existe assim nas suas pequenas cabeças e depressa de desconstrói com o passar daquele breve momento, repetindo-se num outro dia ou período dele, até chegarem à maturidade e perceberem que os mundos que sonharam não encontram na realidade a sua existência.
    Nos tribunais, pelo menos desde a década de 90, altura em que pus pela primeira vez os pés numa secretaria, canta-se o mesmo fado: "o da crise na justiça!"
    Está no nosso sangue, faz parte do nosso ADN, mão querer saber de resolver os problemas até que eles nos enfrentem como um comboio que se apresta no apeadeiro e, naquele momento da sua chegada, não está ninguém na plataforma para embarcar mas estão muitos a tentar arranjar lugar no parque para o fazer. Uns vão conseguir seguir viagem outros vão ficar a aguardar outro horário, chegando todos ao seu destino, estes últimos não vão chegar a horas e não irão ter o tempo daqueles outros, será mais curto, será mais atribulado, será mais tardio e por certo não ficará tão bem feito.
    E assim acontece nos Tribunais, sempre atrasados para decidir, sempre a cuidar que ainda há tempo, mas quando a medida do tempo é diferente para uns e outros, depressa se perceberá que está exaurido e por muito que se faça os estragos são irreversíveis e o único caminho a tomar deixa de ser preparar o futuro e passa a ser reparar aqueles estragos do passado e como assim é continuaremos atrasados, muito atrasados em relação à Europa e em relação ao resto do mundo.
    Podemos adjetivar de mentirosos a quem nos andou a mentir, a enganar, dizendo que iriam rever o nosso Estatuto quando na verdade não foi revisto e não se lhes conhece nenhuma ideia para a justiça!
    Fracos líderes fazem um país fraco!
    Os nossos dirigentes sindicais são pessoas atraentes do ponto de vista virtuoso, pode-se dizer até comodistas com esta situação, porque com ela coniventes.
    Tantas reuniões técnicas para quê, pergunta-se? Não bastariam três ou quatro: ~1 - quadros das secretarias; 2 -  ingresso (já assente); 3 - progressões e promoções; 4 - avaliação.
    Para quê reuniões presenciais de auscultação quando hoje os meios telemáticos ao dispor permitem um fluxo eletrónico da informação em tempo real?
    Tudo isto é absolutamente ridículo e só se deixa enganar quem quer - na verdade, cada vez me custa menos tender a concordar com aqueles que dizem "basta"!
    A incompetência também deve ter limites! Se não têm ideia nenhuma do que querem ou desconhecem, ignorando, o melindre do assunto da justiça, é porque não têm a seriedade que o país reclama aos sus decisores, para além da capacidade de decisão e de cuidar de assegurar um futuro a quem nos sobrevirá. 




        

    ResponderEliminar
  6. Ribeiro da Silva30/12/25 10:23

    Nada tendo que ver com o tema de hoje, pela sua pertinência, vou voltar a temas antigos, apenas porque me interessam mais, só por isso.
    É absolutamente ridículo que tendo sido revisto em parte algumas matérias do nosso Estatuto, nomeadamente sobre o grau de complexidade que lhe atribuíram, ainda se fale hoje ou se esteja a discutir os requisitos de acesso (vão mais de oito meses sobre a aprovação do DL).
    Também considero absolutamente ridículo que se esteja a equacionar não dar preferência a licenciados na ocupação dos lugares de Escrivão, quando a licenciatura (seja ela qual for) passou a ser requisito mínimo de ingresso por decorrência da LGTFP.
    É certo que o concurso deve ser aberto à generalidade dos OJ, mas tal como no anterior Estatuto se previa que um ex-Auxiliar ou Adjunto, licenciado em Direito, podia se propor ao concurso desde que tivesse pelo menos 7 anos de serviço e a classificação mais elevada do mérito (de MB) também não faz sentido que hoje se reconheça o que há já mais de 25 anos se reconheceu - quem se mostra mais bem preparado e demonstrou o mérito no exercício das suas funções - deve ser considerado para assumir maiores responsabilidades.
    Eu não excluo, assim, os não licenciados, pelo contrário, entendo dever abranger o universo de OJ, todavia, reconheço que esta circunstância - o exercício por um determinado hiato temporal que permita se considere a prestação de mérito já bem sedimentada no tempo - deve ser ponderada como varável ou critério na seleção e escolha dos cargos de chefia.
    Sei que, por certo, esta minha posição não merecerá muitos acólitos e até poderá ser objeto, como aliás foram muitas outras, de considerações pejorativas e intelectualmente desfavoráveis, mas isso não me impede, antes me encoraja, de propor uma ideia a que sou fiel e que tenciono manter no futuro pelo menos até que alguém me demonstre que não tenho razão (para melhor exemplificar vou recorrer a um absurdo: imaginem o ridículo que era colocar um trolha ou servente da construção civil, por muita experiência que tenha, a mandar num engenheiro ou arquiteto? por muito bom executor que seja, faltaria-lhe tudo o resto e se um engenheiro facilmente se faz um trolha ou servente, já este muito dificilmente se fará engenheiro)


    Haja coragem e deixem-se de invenções pois a roda já foi inventada!

    ResponderEliminar
  7. Hoje é o último dia útil do ano e nenhum de nós sabe quando é que vai começar a dar despachos.


    Sinto-me completamente enganado. 


    Garantiram-nos que o grau 3 nos possibilitaria dar despachos e afinal ainda aqui a andamos a dar entrada a papéis e a tirar registos criminais.


    Profundamente injusto e lamentável.

    ResponderEliminar
  8. Chora bebé !!!!

    ResponderEliminar
  9. Resposta ao camone das 10H23.


    Realmente és um letrado... Sabes tudo... Não tens dúvidas de nada... Realmente o curso que te assiste é o adequado... És um teórico, que espremido espremido não tens nada...só tens bazófia e verdades feitas... Tenho um curso de Engenharia, daqueles a sério... Tirado com muito esforço e com uma média mediana, suada e trabalhada... E a trabalhar 10 horas diárias em média, daqueles cursos que para se entrar tinha-se que fazer provas... A sério... Com 110 vagas e nem mais uma... E consegui ficar em 39º no ranking... Com vês não sou um supra sumo, mas também não sou um basófias... Presumido e convencido... E deixa-me dizer-te, que que um engenheiro, pode ser um trolha é verdade, mas nem todos têm essa capacidade... Só conheço um que trabalhou na empresa do pai na construção civil e chegou a engenheiro... E ele diz isto... Na Faculdade só se ensina teoria... No dia dia é que se aprende engenharia... La Palice crua e dura... 
    Por isso deixa-te de verdades feitas, porque de engenharia não percebes nada... 
    Não sou engenheiro civil, sou de outro ramo de engenharia, daquela que faz máquinas, pontes, carros,aviões, daquela que faz e cria riqueza ao País. 
    Tenho dito

    ResponderEliminar
  10. anti-redes sociais30/12/25 11:47

    10'23:
    Ora essa! Então um trolha ou servente como diz, não se pode fazer engenheiro? É só ter vontade, querer e ir estudar.Quantos desses srs.engenheiros não passaram antes pelo trabalho nas obras?
    Dirá isso por ser mais rico e também será uma rica pessoa mas olhe que os pobres também ascendem a estudos superiores, se tiverem vontade. Têm é mais dificuldade, fazem maior esforço e por vezes mais tarde, já na idade adulta e a trabalhar. 
    Não compare um bom of.justiça com prática de muitos e muitos anos, muitos conhecimentos, bom executante e com qualidades e prática de gerir recursos humanos, e há muitos,     a um simples " doutor", aliás, licenciado. Nem tem direito ao popular dr.
    Façam provas e  logo se verá.

    ResponderEliminar
  11. Um "inginheiro" tão inteligente e com tantas capacidades e veio para esta mrd? 





    Podia estar a fazer pontes, carros e aviões mas prefere juntar papéis e fazer sala ...


    ResponderEliminar
  12. Andei eu a tirar um curso na católica à sexta feira para isto??


    Francamente ...

    ResponderEliminar
  13. Tenho que dar resposta ao monte de - - - - - das 12,13


    Ouve lá, eu podia ser teu pai... Se calhar tenho mais anos disto do que tu de idade... Ou quando vim para os Tribunais, tu andavas de coeiros e todo ranhoso... 
    Já sirvo o Estado há quarentas anos pá.... 
    E se quiser actualmente, tenho trabalho em duas áreas, que prefiro omitir... Mesmo com a idade que tenho... Tu se fores lá para fora farás serviço de amanuense, conheces esta profissão em desuso?, claro que não... E se calhar nem isso... A roda para Ti é quadrada, que de tanto a rolares, tornou-se redonda... E um dia descobriste... O céu é AZUL... E disseste assim"... com as arestas redondas é mais fácil deslocá-la... " Descobri, descobri,... pois eu sou advogado..."  ou outra - - - - - do género... 
    Tenho dito

    ResponderEliminar
  14. Ribeiro da Silva30/12/25 14:05

    Confesso que não fiquei surpreendido pela adjetivação de "camone", pois quando trabalhei no setor da construção civil, era um termo frequentemente utilizado pelos serventes quando, por exemplo, aparecia na obra o encarregado geral ou engenheiro responsável e fiscalizava o modo como os trabalhos estavam a ser executados (também ouvia dizer: olha-me este paraquedista este estrangeiro que não percebe nada do assunto...).
    Colega, vou-lhe ser muito sincero, desde que acabei o ensino secundário, nos princípios da década de 90 e até ao ingresso nos Tribunais no final dessa década, trabalhei numa empresa de projetos e instalações elétricas, diversificada em vários ramos de atividade: desde a elaboração de projetos (de eletricidade e RITA/Telecomunicações); climatização (sistemas de AVAC); instalações elétricas (média e baixa tensão); bombagem; venda de luminárias (como a Paralux), etc.
    Nessa vertente, auxiliava o Engº Técnico Eletrotécnico (dono da empresa) e demais colaboradores (Engenheiros projetistas, Técnicos Comerciais, eletricistas, técnicos de frio, etc.) quer na elaboração dos cadernos dos cadernos de encargos, quer na orçamentação e medição, quer na contabilidade (incluindo a gestão da carteira de clientes e fornecedores) entre outras tarefas mais braçais como a carga e descarga de material (incluindo postes e candeeiros de iluminação pública, cabos de tensão, etc.) - executamos obras como o Norte Shoping (ampliação); Ford-Nordeste, M.Coutinho Nordeste; Várias Escolas Públicas (por ex.: Sande em M. Canaveses ou em Constance); Piscinas (ex.: em Mesão Frio); Lares (por ex. em F. E. Cinta ou V. N. Poiares); vários Loteamentos Urbanos e inclusive uma Mini-Hídrica.
    Vou particularizar a mini-hídrica ou pequena central hidroelétrica que foi montada com o apoio de engenheiros Irlandeses que trajavam os seus factos de macaco como um comum eletricista e assim eram tratados e tratavam todos, como iguais, mas reconhecendo-lhes uma enorme diferença: eram especializados e o que faziam mais ninguém o fazia como eles.
    Por cá, parece querer meter-se engenheiros ou até quiçá biólogos a chefiar secções, talvez para estudar o esforço mecânico do andamento dos processos ou então explicar porque é que um processo "procria" e muitas vezes dá origem a um sem número de outros processos os quais têm uma evolução diferenciada (talvez uma qualquer teoria de Darwin o possa explicar).
    Se é verdadeiramente um engenheiro de formação não pode dizer o que disse. Eu passava horas a transpor para a memória descritiva e caderno de encargos os cálculos luminotécnicos das luminárias que variavam consoante a distância entre o tecto à mesa de trabalho, o tipo de atividade a desenvolver, etc. (a luz pode ter mais luz (lumens) e pode ser uma luz mais quente ou mais fria - vi muitas delas usadas em estufas de canábis) as tensões e consumos influenciam as resistências dos materiais, vão desde o revestimento ao condutor, etc. etc. etc.
    Quero resumir apenas dizendo-lhe que tirei um curso no tempo em que demorava 5 anos e as provas escritas eram obrigatórias assim como as orais independente da nota obtida naquela (escrita) e o meu curso vale o mesmo que o seu - mesmo que o tenha obtido pós Bolonha.
    Deixa-te de tretas - porque não assumes que tratas dos elevadores dos Tribunais ou outra coisa qualquer e estás destacado num desses organismos que é responsável pelos equipamentos (por controlar os prazos da manutenção e pouco mais ...).
    Eu não estou destacado em lugar nenhum e se há algum camon por aqui és tu!
     

    ResponderEliminar
  15. Para o "inginheiro" das 12:57:


    Não se irrite sr. inginheiro.


    Bazófia não lhe falta.


    Cá para mim, as únicas pontes, carros e aviões que podia estar a construir são de LEGO.





    Por isso é que veio para meirinho ...

    ResponderEliminar
  16. Ribeiro da Silva30/12/25 14:14

    Não foi isso que eu disse.
    O que eu disse é que um engenheiro se faz trolha em pouco tempo e este não se faz engenheiro nesse mesmo tempo, demora anos e exige mais esforço mental que braçal ...
    No meu tempo carregava-se baldes de cimento, um em cada mão escadas acima e escadas abaixo, e usava-se a colher e talocha para nivelar tetos e paredes, hoje temos as máquinas de projeção, betoneiras e misturadoras, pistolas de pintura e tudo o mais que se possa inventar.
    Um engenheiro calcula o esforços mecânicos dos materiais,  as suas características (resistência, térmicas, etc.) e determina o tipo de betonamento necessário a suportar paredes sobrepostas umas sobre as outras, acrescentando às primeiras peso e consequentemente retirando-lhes capacidade mecânica, mas não se fica por ai, pois também têm de respeitar leis, nomeadamente da física e também urbanísticas, coisa que um trolha ou servente - na sua opinião - será capaz de fazer ... mas isso só acontece na sua cabeça ...
    As pequenas obras qualquer um as faz, os grandes empreendimentos exigem arte e engenho ...
    A pensar assim é que este país está como está ...

    ResponderEliminar
  17. Ribeiro da Silva30/12/25 14:29

    Desculpe-me mas não percebi bem?
    Não comparo um OJ com muitos anos de experiência a quê ...
    Eu fui muita coisa antes de ser OJ, inclusive servente da construção civil agora sou servente de magistrados (há quem lhes chame pomposamente de assessor mas eu prefiro dizer servente) e devo-lhe dizer que aquela expressão "pratica e serás mestre" ou "o hábito faz o monge" só é verdadeira quando as práticas e os hábitos são bons e essa natureza o característica não advém ou é atribuída por qualquer divindade, provém do esforço, do estudo, da vontade de ser melhor, não pense que a experiência advém apenas pelo decurso do tempo porque não é assim.
    Tal como há coisas velhas com muito valor outras há sem valor nenhum, são sucata e o decurso do tempo só as desvalorizou.
    Claro que eu considero que cada pessoa é uma biblioteca do seu conhecimento, adquirido ao longo dos anos, mas há livros dessa biblioteca que já não se usam, cujas teorias já não são válidas, cujos ensinamentos deixaram de ser ensaiados.
    É preciso renovar o pensamento com o conhecimento que a ciência alcançou e colocá-lo em prática, já não se basta com práticas ancestrais ou  imemoriais, manifestamente ultrapassadas, deixemo-nos de experimentar as mesmas soluções porque o problema manter-se-á igual - Einstein dizia que o cúmulo da estupidez é tentar as mesmas soluções, repetidamente, sabendo-se do seu resultado inócuo.
    Sísifo era o homem que carrega pedras na montanha , uma figura da mitologia grega condenado pelos deuses a empurrar uma enorme rocha até o topo de uma montanha, apenas para vê-la rolar para baixo novamente, repetindo a tarefa eternamente, simbolizando esforço inútil, absurdo e a luta existencial humana.

    ResponderEliminar
  18. Atenção 




    O sindicato está reunido e prepara-se para divulgar informação sindical ainda no dia de hoje.


    Esperemos. Vem aí coisa grande.


    Concurso para escrivães vai abrir no início do novo ano.


    🙏

    ResponderEliminar
  19. À atenção dos leitores: há comentários aqui colocados cujo fito é a ironia e, ou, o sarcasmo.

    ResponderEliminar
  20. 14,05 vai-te lavar por baixo...
    Eu estou nos Tribunais como Tu é produzo mais do que tu... Tens uma imaginação de - - - - - 
    E se queres saber... sou electrotécnico e trabalho em processos como Tu pá... 
    Vai tomar... A medicação diária pá... 

    ResponderEliminar
  21. Mas bem podia ser verdade, porque, passado mais um ano, ainda não foi este o ano do OJ!...




    Mais, deveria ser verdade, porque a situação (pântanosa) assim o exige!... 

    ResponderEliminar
  22. Óh Colega Ribeiro da Silva, esta novidade é para Si, especialmente para Si, SR. DOUTOR LICENCIADO... Vai ter finalmente a possibilidade de dar despachos... A SUA FINALIDADE DE VIDA... 

    ResponderEliminar
  23. A sra. Regina, que já deu a entender que não gosta de prestar contas a ninguém sobre o seu trabalho, deveria escrever um artigo no CM sobre os milhares de euros que a entidade patronal deve aos seus trabalhadores.

    ResponderEliminar
  24. Para o inginheiro das 16:10


    Como é que um inginheiro electrototótecnico faz pontes?

    ResponderEliminar
  25. Confirmo.


    Está mesmo quase a sair. Quase quase a sair.


    A Dra. Regina está no WC e assim que saia alguma coisa, ela comunica.

    ResponderEliminar
  26. Está difícil mas está quase a sair.


    Assim que a Dra. Regina liberte alguma coisa, ela manda para os associados ...

    ResponderEliminar
  27. Para o mentecapto das 17,49
    Oh pá, tu ainda és mais bu---, do que aquilo que eu pensava... 
    Então os electrotécnicos não fazem pontes... Quem é que faz os sistemas electrónicos que comandam as pontes levadiças...queres que faça um desenho com legendas ou queres um maquete feita em Lego? 
    De certeza que o teu curso de direito saiu numa raspadinha de 2 euros... 
    Só pode pelo teu nível intelectual e de conhecimentos... 
    Tenho dito

    ResponderEliminar
  28. Oh inginheiro das 19:28


    O inginheiro é que disse que era inginheiro daqueles que faz pontes, carros, máquinas e aviões.


    Não fui eu que disse, foi o inginheiro às 11:06 de hoje.

    ResponderEliminar
  29. ANO NOVA, LEITURA NOVA


    Para, os drs. Regina e Carlos, recomendo vivamente a leitura do conto "Uma resposta sábia", retirado do livro de Contos Populares Árabes, texto de José Jorge Letria.


    Certamente que, vão tornar-se melhores dirigentes sindicais e MELHORES PESSOAS.   

    ResponderEliminar
  30. Marco de Porto Santo30/12/25 22:04

    Se não tiver cuidado, o cão de fila abarbata-se do lugar. Ele anda por lá fingindo que não finge...

    ResponderEliminar
  31. Agora não podem pensar nisso pois estão a elaborar o comunicado conjunto que será divulgado amanhã durante o dia.

    ResponderEliminar
  32. Um bom ano Sr. Bloger e obrigada pelo seu trabalho,  verdadeiro serviço público aos oficiais de justiça. 

    ResponderEliminar

Enviar um comentário