Os dois projetos de diploma que o Governo apresentou aos Sindicatos
Divulgou ontem o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) uma nota informativa que diz respeito ao andamento do processo negocial em curso (as tais reuniões técnicas), abordando a última dessas reuniões, ocorrida no passado dia 15JAN.
Em suma, vem o SOJ comunicar aquilo que já o SFJ havia comunicado, da entrega pelo Governo dos dois projetos de diploma que, avulsamente, pretendem alterar mais um pouco do Estatuto EFJ e ainda alterar, mais uma vez, o primeiro DL produzido no ano passado, pela segunda vez.
A acabarem por ser publicados os diplomas destes dois projetos, a carreira ficaria, não com um decreto-lei correspondente ao Estatuto, mas, pelo menos para já, com 5 (cinco) decretos-lei para gerir a carreira (estes dois projetados, os dois do ano passado e ainda o velhinho de 1999).
Com tanto decreto-lei ainda será alguém capaz de dizer que se trata de um ganho, de uma vitória, porque em vez de um decreto-lei, a carreira ganhou mais quatro; uma conquista do trabalho das formiguinhas.
Relativamente aos projetos apresentados aos sindicatos na última reunião de 15JAN, começaram só agora a ser divulgados, tanto pelo SOJ como pelo SFJ, embora de forma reservada entre os seus associados, acabando de mão-em-mão a ser conhecidos por cada vez mais Oficiais de Justiça.
No entanto, exceciona o SOJ a reserva, dizendo na nota informativa ontem lida que remeterá os projetos a quem os quiser consultar e os pedir por e-mail, portanto, mesmo que não sejam associados do SOJ, uma vez que os associados já os receberam.
Tudo isto surge só agora, na véspera do termo do prazo, já prorrogado, para que ambos os sindicatos se pronunciem sobre os projetos, uma vez que pediram mais prazo para se pronunciarem, indicando o dia 28JAN, isto é, hoje mesmo, como o termo do prazo, alegando para tal prorrogação o facto de se encontrarem mais ocupados com o ato eleitoral para o Conselho dos Oficiais de Justiça (COJ).
Portanto, é hoje o último dia para os sindicatos se pronunciarem perante o Governo sobre estes dois projetos de diplomas cujo conteúdo não chegou a todos os Oficiais de Justiça, precisamente àqueles que serão obrigatoriamente subjugados por estas propostas e projetos.
Considera o SOJ, e disso dá conta na nota informativa a que nos vimos referindo – e passamos a citar – «que tornar público o que se negoceia serve àqueles que todos os dias tentam ganhar leitores ou seguidores, mas não serve aos interesses da nossa carreira».
Ou seja, afirma-se na nota que divulgar informação aos visados, ou afetados, apenas serve para que alguns ganhem leitores ou seguidores, mais nada, e não serve os interesses dos Oficiais de Justiça e, por tal motivo, se entende que manter o secretismo, numa primeira fase, a reserva numa segunda fase e a divulgação, quando esgotado o prazo para a pronúncia, é algo muito melhor e que contribui para valorizar a carreira.
Prossegue a nota comparando a carreira dos Oficiais de Justiça a outras e afirmando ainda que «outras há a negociar “reservadamente” e que apontam ganhos à nossa, por vezes até desconhecidos por nós.»
Ou seja, afirma-se que o segredo do êxito das negociações nas outras carreiras reside no facto de nada dizerem, porque negoceiam “reservadamente”.
Ora, estando quebrado esse “reservadamente”, propondo o mesmo sindicato divulgar os projetos a quem quer que solicite o seu envio, então, poderemos concluir que poderá estar também quebrada a possibilidade de obter um êxito semelhante àquele que ocorre nas negociações das outras carreiras.
Já tivemos oportunidade de ver os projetos do Governo, um sobre o ingresso, as promoções e os cargos de chefia e outro sobre a avaliação dos Oficiais de Justiça.
Não vamos divulgar aqui os tais projetos, pelo menos para já, para não sermos acusados pelo Sindicato de apenas pretendermos granjear mais “leitores ou seguidores”, porque não é isso que nos move, nem isso nos aporta qualquer lucro.
No entanto, dos vários aspetos que compõem as propostas do Governo, muitas delas já a serem comentadas por todo o lado, um dos aspetos que mais preocupados nos deixou, foi a proposta do SIADAP3 para método de avaliação e, com isso, os Oficiais de Justiça só poderem progredir nos níveis remuneratórios (escalões) de acordo com as classificações obtidas, e já não por tempo, como até agora.
De acordo com o novo método avaliativo e a atribuição de classificações e pontos, ninguém progredirá de escalão em três anos, mas sensivelmente no dobro desse tempo, a correr bem, porque para o grosso dos Oficiais de Justiça serão ainda muitos mais anos.
Na tabela atual – que pode obter “Aqui” – comprova que na categoria de Técnico de Justiça, das 11 posições remuneratórias estabelecidas, só estão ocupadas as primeiras 5, não estando ninguém nas 6 seguintes, nem agora nem nos próximos anos; a concretizar-se o projeto do Governo. De igual forma, na categoria de Escrivão, das 10 posições remuneratórias, só estão ocupadas as primeiras três, não estando ninguém nas demais 7, igualmente não chegando lá ninguém nos próximos anos, de acordo com a pretensão do Governo.
A ampliação de tantas posições remuneratórias (antigos escalões) de pouco, ou nada, serve à carreira e, a concretizar-se este projeto conforme está, constituirá um dos mais graves atentados à carreira.
O facto dos ingressos poderem ser com mais ou menos cursos, as promoções com mais ou menos anos de serviço, a desistência implicar uma indemnização ao Estado quando ocorra nos primeiros três anos, o Escrivão aprovado e colocado ter de passar ainda por um período probatório de 6 meses, avaliado a final por secretário, administrador e inspetor; todos esses aspetos são problemas menores quando comparados com o enorme ataque e travão à progressão na categoria, a não ser com uma grande transfiguração graxista e anulação da vida própria para poder obter as melhores classificações e, com isso, poder alcançar mais depressa o nível remuneratório seguinte, no quinto ano posterior o que estará ao alcance de uns poucos.
Evidentemente que tal proposta do Governo tem de cair, seja em modo reservado ou não, simplesmente tem de cair, para que seja possível dar alguma esperança aos Oficiais de Justiça que, já não tendo hipótese de progredir para categorias superiores, tenham, pelo menos, a oportunidade de poder auferir um pouco mais de vencimento de uma forma mais breve, menor ou, no máximo, igual aos antigos três anos.

Fonte, entre outras: “SOJ-Info”.
O Estado/MJ como pessoa de bem, deve
ResponderEliminarPAGAR OS MILHARES DE EUROS QUE DEVE AOS OFICIAIS DE JUSTIÇA
Depois destas novas revelações, que sinceramente já eram previsíveis, devem todos os oficiais de justiça ficar extremamente agradecidos aos nossos dois sindicatos por serem tão competentes e briosos a defender os nossos interesses e por não darem cavaco às tropas. Eles é que sabem o que é melhor para todos. Deram cabo de uma carreira, que mal por mal, estava bem como estava, só era preciso desbloquear as promoções e repor o tempo de serviço congelado. Queria ainda deixar aqui uma palavra de apreço para os acólitos do novo estatuto, os novos técnicos de imenso nível, que tanto o defenderam. Eu bem disse que vinha aí um SIADAP, muito bom para todos. Tendo em conta que não tenho medo das avaliações e que os anos que me faltam para aposentação devem dar para mais um escalão, se entretanto não vier por aí um novo congelamento, quem não faz mais greve nenhuma sou eu.
ResponderEliminarÉ tudo treta, a tabela remuneratoria até podia ter 20 posições de remuneração, o objectivo é barrar a progressao natural pelos anos de serviço.
ResponderEliminarO Siadap assenta nessa estratégia de progressão lenta.
A maior parte não vai passar do 3 ou 4 escalão ao fim de 30 anos de casa.
Os sindicatos vão ceder a isso ???
Era o fim da carreira.
Excelente artigo!
ResponderEliminarSó tenho a dizer o seguinte:
ResponderEliminarÉ uma vergonha que os dirigentes sindicais que temos, apesar de terem formação superior ao nível académico, não tenham ainda conseguido compreender, ou não queiram, que nas reuniões com a tutela, representam toda uma classe e não só os associados.
Vou fazer-lhes um desenho para ver se entendem:
Quando distribuem calendários, canetas ou camisolas; quando convidam para festas, jantares ou convívio; quando comunicam para ato interno da vida sindica; nestes casos têm e devem de comunicar só aos sócios.
Quando, em representação de toda uma classe, decidem o futuro da mesma e atuam como seus representantes, a informação deve ser para toda a classe.
O que ambos os sindicatos estão a fazer, mais o SFJ, é UMA VERGONHA. Como dizem os brasileiros "UMA SACANAGEM" quase como que uma vingança por as pessoas terem a liberdade de não quererem ser sócias dos ditos.
Gente que deveria ter uma visão abrangente, tolerante e dialogante, opta por ter uma visão mesquinhenta.
Tenham vergonha e vão à missa.
ResponderEliminarRAPIDAMENTE
Colega Sampaio, não se esqueça que, qualquer governo, está sempre dois passos à frente dos sindicatos e sabem muito bem como os adormecer.
ResponderEliminarMas eu não aponto falta de visão só aos sindicatos, mas também ao COJ, CSM e CSMP, pois seriam estes a fazer força junto dos governos para os oficiais de justiça não fossem empurrados para um mero serviço administrativo.
Já está ser visível em muitas comarcas a desmotivação e por este andar, não é preciso esperar muito para isto parar de vez.
Eu não admito a mudança do meu estatuto profissional feito de forma unilateral e contra os meus interesses!
ResponderEliminarEu sempre cumpri com as minhas obrigações estatutárias e o Estado tem de fazer o mesmo.
NÃO AO SIADAP!
Não consigo perceber o artigo 11 do projecto para acesso ao lugar de escrivão.
ResponderEliminarFalam dos que não eram titulares de licenciatura à data da entrada em vigor do DL, mas em lugar algum falam desse requisito para aceder a escrivão.
Afinal as licenciaturas vão valer alguma coisa para quem já está na carreira, ou não?
Que grande confusão.
Se o Sr Blogger puder esclarecer, agradecemos.
SFJ + SOJ = SINDICATOS DE VALOR ZERO (0)
ResponderEliminarFoi para isto que TANTOS QUISERAM O GRAU 3 - Resta-lhes o prestígio.
ResponderEliminarSr. Bloguer.
ResponderEliminarPor saber que é pessoa cujos valores se identificam com os meus e da maior parte dos nossos colegas e população em geral. Transparência, honestidade, honestidade intelectual. Que não tolera coisas bafientas, a cheirar a mofo, ao antigo.
Imploro-lhe, publique os documentos que tem em sua posse e entregue pelo governo e mande às favas os dirigentes sindicais, que após tantos anos, ainda não compreenderam bem ao que andam e quais as suas funções.
Agora que comam o grau 3 guisado com batatas!!!
ResponderEliminarBom dia: eu ex-socio do SFJ, desde junho de 2024, e atual sócio do SOJ, já me pronunciei sobre estas propostas, ainda que de forma apressada e provavelmente menos estruturada como deveria ser. No entanto como só ontem soube destas propostas, e não foi através do sindicato a que estou associado, procurei transmitir aos meus colegas e aos 2 sindicatos o meu ponto de vista, ainda que não espere feedback nem qualquer postura que apela à luta e à reversão daquilo que, muito provavelmente, irá ser o nosso futuro profissional. Desde 2024 que os sindicatos estão amarrados a um chorrilho de propostas que lesam a carreira e o nosso futuro profissional, quanto a mim, até com soluções já em vigor nos DL 27/2025 e 85-A/2025 de duvidosa constitucionalidade. Para quando o apelo e à materialização de lutas sindicais e greves? Com a publicação e entrada em vigor de normas que, aos poucos, vão descaracterizando a nossa carreira, as nossas funções e o nosso estatuto, pergunto qual será a utilidade de , um dia, vir a ser publicado o projecto de estatuto final no BTE e quando, se é que isso vai acontecer, se vão pronunciar as entidades competentes sobre isso? Estamos a ser "enterrados vivos" numa carreira sem futuro, permeável ao abuso e ao culambismo com os ferverosos e mui competentes serviços dos nossos representantes sindicais. Boa sorte a todos para um futuro que se avizinha negro. Espero ter a sorte de, mais cedo que tarde, deixar esta porcaria de carreira.
ResponderEliminarNão vão dar despachos mas vão poder concorrer para escrivães.
ResponderEliminar16 anos de carreira e um curso profissional e voilá, sai um escrivão!!
Que comédia de profissão!!!
Quem me dera sair rapidamente desta m
Há escrivães em exercício que lá chegaram com menos anos de serviço.
ResponderEliminarMas qual é o drama?
Fazem o exame se forem melhores passam á frente como em qualquer outra carreira, se não foram não progridem.
Estes ex adjuntos ( na sua maioria não todos) ... Que opiniões ridiculas
O trágico é que a sua visão não é sua, ou seja, não é apenas sua, mas da maior parte do OJ.
ResponderEliminarTem que se recuperar o tempo congelado, e o tempo "apagado" pelo DL.
Tem de se evitar o SIADAP, que regulamenta as carreiras gerais.
Quanto ao resto, pouco haverá a fazer, a não ser, talvez, a criação de uma nova carreira, grau 2, que execute as tarefas menos especializadas.
Não esquecer que o SIADAP coreresponde a perda salarial efectiva de grande montante.
Agora que ficámos a saber das propostas do governo, exige-se que saibamos das contra-propostas dos sindicatos.
ResponderEliminarés daqueles que querias dar despachos...
ResponderEliminarahahahhahaha!
ResponderEliminarSerá que existem?!!
Estou de baixa por igual período de roubo de 2001 a 2005
ResponderEliminarPassem bem
E deixem roubar
ResponderEliminarFormados na Escola Profissional de Murronhana de Cima e a dar despachos ...
Bom dia colega, se conseguir publicar o projeto talvez o/a possa ajudar.
ResponderEliminarObrigado
eles põe a cenoura pendurada na cabeça do burro à frente dos olhos, mas a boca...
ResponderEliminarainda me faltam 5 anos para a reforma, mas não vou conseguir qualquer outro escalão e portanto só me resta agradecer: MUITO OBRIGADO SFJ e SOJ (vou ter direito a uma reforma de mer...)
ResponderEliminarResposta ao m---- de m---- das 13h12
ResponderEliminarHouve lá, mas tu achas que podes concorrer nas mesmas condições que aquelas que assistem os Adjuntos, mas tu és b---- ou comes m----.
Não admito que nenhum Auxiliar concorra comigo nas mesmas circunstâncias... E ainda por cima com menos tempo de serviço e classificação igual ou inferior.
Os sindicatos que abram as pestanas e que proponham uma coisa parecida como aquela que fizeram com os Auxiliares que transfiguraram-se em Secretários, originando assim a nova sigla "não oficial" "Secretários Auxiliares", que ultrapassaram tudo e todos pela direita e agora alguns vêem-se na iminência de regressarem às Secções e Juízos,ganhando com Secretários...
Que se faça uma trapalhada assim parecida para favorecer os Adjuntos que estão altamente penalizados... Não me importo que assim aconteça, pois nenhum Auxiliar deveria ser favorecido em relação aos Adjuntos... Estudassem, tivessem mais tempo de serviço e acima de tudo não fossem covardes e arriscassem saírem da sua zona de conforto, deixando aqui uma ressalva para aqueles que nunca puderam concorrer e não tiveram essa possibilidade...
Que não volte a acontecer os Auxiliares transfigurarem-se em "Escrivães Auxiliares"
Quanto ao grau 3,penso que uma vez que nos classificam com este grau em termos de função, então devemos ter acesso à mobilidade, para podermos decidir a nossa vida livremente dentro de outras carreiras da Função Pública que exigem grau três para o exercício da função.
Para o das 13:58
ResponderEliminarJá tu nunca deixarás de fazer actas e juntar papéis. Sempre com muito grau e muito prestígio!!!
Se não existem que o digam. Se existem que as divulguem. E estas dos sindicatos não têm de ter qualquer compromisso de reserva como nos dizem sobre as que são apresentadas pelo governo. Exige-se que pelo menos os associados tenham conhecimento.
ResponderEliminar...da!
ResponderEliminarOs não licenciados podem concorrer nos 5 movimentos seguintes aos da publicação na lei, mas a licenciatura em falta e substituida pela aprovação numa prova de conhecimentos.
ResponderEliminarDepois disso só licenciados são promovidos.
E atenção que 5 movimentos não são 5 anos. Podem ser dois.
Há cerva de nove anos atrás - concretamente em 03-03-2017 - podia se ler aqui que a Secretária de Estado Adjunta e da Justiça (à época Dra. Helena Mesquita Ribeiro), havia determinado, por Despacho datado de 07SET2016, a constituição do grupo de trabalho com o objetivo de proceder à revisão do Estatuto dos Funcionários Judiciais (EFJ).
ResponderEliminarMas já antes, em meados de 2008/2009, a mesma pessoa, enquanto Diretora da DGAJ (sendo Juíza do TAF), cargo que passou a ocupar em meados de 2007 (era à época PM o Eng.º José Sócrates), havia apresentado uma proposta que circulou pelos Tribunais e onde se propunha precisamente a aplicação do SIADAP adaptado.
Esta questão não é assim novidade, porque reúne consensos (era querida pelos Governos Socialistas e agora também pelos dois da AD), é preciso encará-la com seriedade.
Eu não estou muito preocupado com o sistema de avaliação considerado em si mesmo - reconheço que todos temos de ser avaliados, porque só assim se podem diferenciar pela meritocracia e já não tanto pela vetustez da pessoa - estou mais preocupado com o bloqueio, com o tamponamento ou estanquicidade que tal sistema vai trazer e cujo fito, o principal motivo, é o objetivo maior de permitir à tutela paralisar progressões, poupando milhões, e significativos atrasos na evolução da carreira para cerca de 75% dos funcionários (é preciso lembrar as quotas para notação de mérito estabelecidas num limite de cerca de 25%).
É preciso ainda lembrar as reduções drásticas dos cargos de chefia no novo desenho dos mapas de pessoal das secretarias.
Acresce a essa circunstância que acabaram com a categoria de Secretário, deixando de integrar a carreira, sendo agora cargo a ocupar em comissão de serviço.
E a agravar a situação, também o facto de nos teros do n.º 6 do art.º 17.º do DL 27/2025, ter ZERADO o tempo que contávamos no escalão à data de produção dos efeitos do antedito DL.
Urge, pela sua premência, perguntar o que vai ser feito desse tempo de serviço (no escalão) que serviu em grande medida para pagar uma boa parte do custo inerente à revisão operada pelo DL 27/2025, consubstanciando uma poupança considerável aos cofres do Estado - vai ser previsto algum mecanismo acelerador ou regra especial para considerar esse tempo "roubado/negociado", como aconteceu com os Colegas dos Registos7Consevatórias ? Ou será que vai ficar esquecido!
A revisão do sistema de avaliação não faz sentido ser discutido se não for paralelamente discutido o quadro de chefias (Escrivães, Secretários, e também de Administradores) pela compensação na contração/restrição do número de lugares devendo funcionar como contrapartida ou compensação, no mínimo proporcional à da perda da oportunidade e/ou expetativa existente no velho Estatuto.
Depois, dizer que se o SIADAP adaptado for igual a outros serviços como, por por exemplo, os Guardas Prisionais que têm uma subida de escalão automática após um período de serviço efetivo (penso que de 3 anos), caso a classificação de serviço seja "Bom" - correspondente ao cumprimento cabal das funções - não vem daí o mal ao mundo. Mas se não for assim e se este SIADAP constituir em si mesmo um verdadeiro bloqueio ou tampão à progressão então é para descartar de caras.
O Ministério da Justoça já está a poupar muito dinheiro á custa desta classe. Cortou lugares de Secretário, cortou dezenas de lugares de Escrivão, cortou, fez desaparecer, uma categoria intermédia, Adjunto, nivelando tudo por baixo. Cortou a contagem de vários anos.
ResponderEliminarAgora vem aplicar o golpe de misericordia, o famoso SIADAP, para assim impedir mais progressões e poupar ainda mais uns cobres.
Que outra carreira da função publica foi e está a ser tão enrabada como nós?
Depois de Costa segurar a umbrela para Marcelo em breve será Montenegro a segurá-la para Seguro
ResponderEliminarNão há alternância
Há rotativismo
Mas há alternativa
É CLARO!
Já eu não admito concorrer nas mesmas condições de quem nem a escolaridade obrigatória tem.
ResponderEliminarEnfim ..
Tanto medo de fazer a prova .
Igual para quem está é seguramente o mais justo.
E puderem concorrer sem a licenciatura... Ainda assim se queixam.
Diagnóstico: adjuntivite aguda
Tantos auxiliares que passaram a secretários e agora não poderiam concorrer a Escrivães.
ResponderEliminarRidículo mesmo.
Caro colega, li os projectos no grupo do WhatsApp.
ResponderEliminarSão muito extensos para os colocar aqui.
Creio que o blog amanhã já os divulgará e o artigo de amanhã versará precisamente sobre os dois projectos.
Cumprimentos
Portanto, significa que o primeiro concurso para escrivães será destinado apenas àqueles que eram licenciados na data da entrada em vigor do DL.
ResponderEliminarFoi isso que entendi.
Os sindicados que limpem alguma da m... que fizeram e pressionem no sentido de serem eliminadas as injustiças criadas por esta m... de estatuto para como os 3ºs escalões e que só serviram para criar os paus mandados das chefias e enganar os trepos que se aventuram nesta carreira.
ResponderEliminarA GNR está a subir de escalão de 2 em 2 anos.
ResponderEliminarMaioritariamente.
Basta sujeitarem todos a provas e logo se vê quem será admitido a esses lugares de chefia.
ResponderEliminarLógico que muitos licenciados não dão uma para a caixa, mas não tenho qualquer dúvida que a maioria dos promovidos serão licenciados independentemente se eram adjuntos ou auxiliares.
Aliás, se a DGAJ quiser faz provas destinadas a grau de complexidade 3, e a triagem será feita.
Simples e para calar papagaios.
Ah Ah Ah, "não admito".
ResponderEliminarOra essa Exca, se não admites não vai acontecer.
É com cada cromo nesta carreira que dá dó.
Junta ao clube dos frustrados que andam a impugnar concursos há uma década.
Contra o ROUBO
ResponderEliminarBaixa até me pagarem
2001 a 2005
GREVE Já
ResponderEliminarSeus medricas de merda