“Estado deplorável e condições de terceiro mundo”
Na passada sexta-feira, 20FEV, decorreu mais uma reunião do Conselho Consultivo da Comarca de Lisboa-Norte, com sede em Loures.
Como é sabido, este órgão consultivo das comarcas é constituído, para além dos representantes dos profissionais da justiça, desde logo dos Oficiais de Justiça, eleitos pelos seus pares, também é constituído por outros representantes de entidades externas relevantes da sociedade civil da área de cada comarca.
Estas reuniões, enquanto ordinárias, ocorrem apenas um par de vezes ao ano e, por esta altura do ano, estão a ocorrer em todas as comarcas, mais dia, menos dia, para apresentação e aprovação do relatório anual relativo ao ano 2025.
Assim, por esta altura e daqui em diante, será frequente que a comunicação social comece a divulgar extratos dos relatórios anuais, designadamente as partes em que todas as comarcas, todas sem exceção, lamentam, essencialmente, as condições dos edifícios e a falta de pessoal, designadamente, a grave carência de Oficiais de Justiça.
Afinal, nada de novo, são queixas que se repetem ano após ano, obrigando os respetivos presidentes das comarcas a radicalizar a linguagem, tendo começado, casados, a abandonar os paninhos-quentes em relação às entidades governamentais, como o IGFEJ ou a DGAJ, em face da inação no que diz respeito à resolução dos problemas dos tribunais.
Em Loures, foi convidada a comunicação social local para a reunião do Conselho Consultivo daquela Comarca, e o jornal regional “O Mirante”, participou e até filmou a visita guiada ao Palácio da Justiça de Loures, divulgando o que registou no pequeno vídeo que abaixo pode ver.
O jornal classificou o que viu assim, gravando em áudio e escrevendo coisas assim:
«É neste estado deplorável e condições de terceiro mundo, como as imagens mostram, que funciona a Comarca de Lisboa Norte, sediada em Loures»
«As imagens falam por si, num espaço onde cada vez menos profissionais se sentem confortáveis a trabalhar.»
O jornal relata que há espaços já inutilizados, vazios, onde ninguém pode trabalhar, que as salas cheiram a mofo e que a maior parte dos profissionais está cansada de trabalhar nessas más condições.
O jornal completa a caricatura afirmando que “nem as baterias dos computadores portáteis dos magistrados, a maioria com mais de uma década de uso, conseguem manter os aparelhos em funcionamento”.
Curiosamente, os pedidos que todos os dias são feitos à DGAJ por baterias novas, para substituir as baterias que já não aguentam a carga, são atendidos pela DGAJ remetendo outras baterias usadas, mas que receberam aquele tratamento de carga total e descarga total para ver se se esquecem do vício, como se a idade não as tivesse desgastado e inutilizado e fosse apenas um problema de cargas e descargas.
Nem com o PRR há equipamento novo para usar no dia-a-dia, a não ser para projetos novos como, por exemplo, a picagem do ponto dos Oficiais de Justiça através da impressão digital, descurando-se equipamentos básicos de uso intensivo diário como um simples rato ou um teclado que, quando avariam, é necessário ir à procura de outro velho, no caixote dos usados, mas que esteja a funcionar um pouco melhor do que o avariado, e assim se andam a desenrascar os Oficiais de Justiça.
Perante isto, alguns Oficiais de Justiça, tão fartos de não disporem de instrumentos de trabalho condignos, compram o seu rato, o seu teclado e mesmo o seu monitor, bem como há até quem compre a cadeira em que se sentam, já para não falar dos aquecedores nem das ventoinhas.
Não, já não é só a esferográfica e o lápis, agora é quase tudo, mesmo o candeeiro de secretária para acrescentar a luz que falta devido às muitas lâmpadas queimadas não substituídas ou ineficientes.

Por isso, quando lemos no jornal “O Mirante” que “É neste estado deplorável e condições de terceiro mundo” que funciona aquele tribunal, nada nos espanta por ser algo tão comum a todo o país, tal como veremos retratado na comunicação social nos próximos dias em relação a outros tribunais.
Veja o pequeno vídeo que segue que ilustra a notícia do jornal e contém as tais imagens que “falam por si”, como refere o jornal.
Fonte: “O Mirante”.
E sindicatos continuam de paninhos fofinhos. Se trabalhassem nas secções nestas condições queria ver!
ResponderEliminarE gestões comarca e cheias o que têm feito? Que resultados? Estão bem instalados e bem de vida! Sabem é peggat no chicote contra o mexilhão!
Taxos bem de vida!!
Deixo uma ideia, porque todos os administradores a nivel nacional não se juntam para reivindicar ???
Sim todos juntos??
Não têm tomates??
Fodddd
Deplorável tudo o que se vive e se deixa de viver nesta casa!
ResponderEliminarComo disse Albert Einstein:
ResponderEliminar"Try not to become a man of success, but rather try to become a man of value."
Na política é preciso tomar decisões, decidir prioridades e o que fazer em primeiro lugar, tratar do núcleo essencial das coisas e acautelar o futuro assegurando que este existe.
Nos últimos governos pós Troika em lugar de darem continuidade a uma reforma que pretendia, além do mais, uma melhor gestão do edificado, fez-se exatamente o contrário, investiu-se na reabertura de tribunais e serviços, com cada vez menos funcionários e criaram-se mais lugares para magistrados, cederam ao loby dos autarcas e da OA e principalmente do CSM.
É de facto vergonhoso e triste o estado a que chegamos, depois de uma banca rota temos os serviços públicos mais importantes totalmente depauperados (Tribunais, AT, IRN/Conservatórias, etc.).
Parte do edificado onde funcionava as Conservatórias, que integram o mesmo MJ e muitas delas instaladas nos edifícios dos Tribunais, foi abandonado para se pagarem rendas chorudas a privados, achando-se que com isso se poupavam milhões.
Sem duvida, porque os administradores não se unem todos a nivel nacional???
ResponderEliminarPertinente!
NOJO MESMO
ResponderEliminarO ESTADO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS
Por isso o dito Costa se pôs a andar à primeira oportunidade!!
fodam-se!!!
Casos de polícia, em que ninguém pega!
ResponderEliminarO que faz o MP?!!
Nem há palavras
ResponderEliminarPonha deplorável nisso!!!
MP?
ResponderEliminareheheh
dinheirinho e está tudo bem
as visitas que andam a fazer pelos tribunais são apenas show
triste país
Os sindicatos têm o dever de informar os seus associados!
ResponderEliminarOs sindicatos, os seus presidentes e demais dirigentes, não estão a cumprir as suas funções!
ora essa ...porque se se unissem ficava claro o porquê de o serem...
ResponderEliminarhttps://files.diariodarepublica.pt/1s/2026/02/03900/0001200016.pdf
ResponderEliminarEm breve sairá comunicado a informar que vamos todos mamar com o SIADAP mas que, não obstante, foi um excelente acordo e que ninguém ficou para trás!!!
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ResponderEliminarRetratos de um jardim à beira mar sentado ou
a Oeste nada de novo.
Da Justiça, à Saúde, aos fogos florestais...
tudo com diagnósticos feito e refeitos...
Só falta FINALMENTE passar da reacção à acção...
ResponderEliminarMas os administradores estiverem mesmo interessados em resolver o que está mal, deviam mesmo unir-se todos e denunciar as ditas más condições, não é só cada um por sí e assobiar.
fodddddddddddddddddddd
O SIADAP não pode ser apluicado a quem já cá está, a quem já prestou o seu compromisso de honra!
ResponderEliminarQue o apliquem aos futuros ingressantes!
TIC TAC TIC TAC TIC TAC
ResponderEliminarTRAIÇÃO
1 ano depois do acordo entre sindicatos e governo. Sem analisar o teor do acordo, não passou já tempo suficiente para termos respostas? O governo queria rever o estatuto até final do ano de 2025...dentro de dias estamos em Março. As injustiças do DL não foram revistas. Uns aumentados em quase 400€, outros em 30€. Passado 1 ano, não há respostas?
ResponderEliminarSim, sim.
ResponderEliminarOs adjuntos também não podiam ser despromovidos e foram!!!
Acção?
ResponderEliminarehehehe
está tudo tão bem aconchegadinho, não mexa
Colega, de facto não há palavras.
ResponderEliminarFrustrante este trabalho.
Tenho pensado em meter baixa como alguém por aqui diz,
tão farto deste trabalho e das condições e dos maus tratos ainda por cima
Ri-te ri-te sapo, quando souberes ... até choras!
ResponderEliminarAs pessoas têm de ter verticalidade, e têm de ser extremamente cautelosas e zelosas quando representam interesses de outras pessoas.
ResponderEliminarSe não têm estaleca, têm de dar lugar a outros, e não fazer borrada em cima de borrada.
Eu diria que todo este processo negocial é confrangedor para os sindicatos, mas também para o MJ e para a Srª. Ministra, que parecem não ter capacidade para o findar!
Será que a dificuldade terá alguma coisa a ver com as coisas (SIADAP, apagão do tempo no escalão, e outras) que pretende implementar, e que são manifestamente ilegais?!!
Fica a questão!...
tal e qual.
ResponderEliminarVocês deviam é ter vergonha na cara quando falam em "execução de julgado" na ação dos secretários.
ResponderEliminarUma dúzia de pessoas à espera da promoção "judicial", apenas com intuito de pedir retroativos e aposentação, já que a maioria já não reune sequer condições físicas e psíquicas para assumir o cargo, conseguem estagnar as promoções durante 15 ou 20 anos, já que não sendo a execução urgente, serão mais uns bons anos para ter resultados práticos.
É mesmo para dizer, não fornica nem sai de cima.
Vocês nem dormem a pensar nisso.
ResponderEliminarTenham juízo!!
Ganharam grau e prestígio e ainda querem mais???
Alguém com responsabilidade visite e ouça os funcionários do TTPNF, sobre o funcionamento dos equipamentos neste Juízo do Trabalho!
ResponderEliminarDaqui a dias ainda hão de pedir que lhes levem o ordenado a casa ...
ResponderEliminarVocês é que vão chorar!!!
ResponderEliminarQuando perceberem que nunca deixarão de fazer actas e juntar papéis e ainda terem de levar com o SIADAP ...
Vai ser uma moca total!!!
E nunca esquecer que:
NINGUÉM FICA PARA TRÁS!!
e o fim da aposentação aos 55 também foi para todos
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