O risco de ir consentindo emudecidos
O modo como os regimes fascistas (já implementados ou em projeto) vão contaminando a sociedade é sempre com movimentos discretos e com uma motivação aparentemente convincente e simples, que até conduz à desmotivação de muitos para uma contestação dessas pequenas alterações que acabam em grandes estrangulamentos da Liberdade e do Estado de Direito.
Vem isto a propósito de uma nova lei aprovada em Macau, sem a mais mínima contestação, que restringe a escolha livre de advogado a qualquer cidadão, sem a aprovação estatal.
Como?
Sim, qualquer cidadão que queira escolher um advogado para se defender de uma acusação do Governo vai ter de indicar o advogado e este deverá ser analisado pelo próprio Governo, não só ele, como toda a sua família; a família do advogado também será avaliada para se perceber se o advogado pode defender o seu cliente.
Aqui chegados, todos dirão que essa lei chino-macaense é surrealista, incompreensível e inadmissível, devendo ser contestada imediata e firmemente.
Mas tal contestação firme acaba por fraquejar quando se diz que essa lei só se aplica em casos de “segurança nacional”.
Ou seja, os advogados terão de pedir autorização especial e dar várias informações pessoais (como a identidade dos membros da família) para defenderem arguidos acusados de crimes contra a “segurança nacional”.
Num regime fascista, como o chinês, um crime contra a “segurança nacional” pode ser um mero artigo a noticiar algo num jornal local, escrito por um jornalista, ou um cidadão que se manifeste na rua ou escreva algo numa rede social que não seja do agrado do Governo. É assim, e sempre foi assim, que se coarta a liberdade de expressão e as liberdades em geral, com a alegada defesa do Estado, da Igreja, da Família, dos bons costumes ou dos “portugueses de bem”.
Portugal já passou por isso e livramo-nos disso durante estes últimos espetaculares 50 anos de evolução social a todos os níveis, e isto é um facto incontestável.
Já Macau, com a integração na China, regride a cada dia que passa e exemplo disso é o que a Assembleia Legislativa de Macau aprovou na generalidade, esta última terça-feira.
A proposta de lei que restringe a escolha livre de advogados por pessoas que estejam a ser julgadas por crimes contra a segurança nacional, nasceu na Comissão de Defesa e Segurança do Estado da Região Administrativa Especial de Macau, e pressupõe que, neste tipo de casos, os advogados terão de pedir uma autorização especial ao juiz, fornecendo, ao mesmo tempo, várias informações pessoais: os membros do seu agregado familiar, nacionalidade e ligação com organismos ou pessoas no exterior de Macau. Isto é: não há qualquer tipo de sigilo sobre a vida privada dos advogados que defendam arguidos acusados de crimes contra a segurança nacional.
Note-se bem que nem é o arguido que é avaliado, mas o advogado, mas porque o arguido já foi.
A decisão sobre o advogado caberá à própria Comissão de Defesa da Segurança do Estado, comissão esta que é presidida pelo chefe do Executivo de Macau e composta por vários outros membros do Governo. É a comissão governamental que irá ditar se o advogado pode ou não defender o arguido, e, atenção, sem haver qualquer espaço para reclamação ou recurso. Acresce que a proposta de lei também não define critérios a serem usados pela comissão para decidir, pelo que há arbitrariedade total.
E o pior é que a proposta foi aprovada na generalidade por unanimidade pelos 32 deputados presentes na sessão. Note-se bem: por unanimidade e ainda, quase todos fizeram questão de mostrar que apoiavam o diploma e quase todos seguiram o mesmo argumento: “É uma medida indispensável para a defesa da segurança do Estado”, conforme resumiu o deputado Iao Teng Pio, citado pelo jornal Ponto Final Macau. É claro que ninguém se atreve a contestar e todos preferem o elogio, assim mantendo o motor a trabalhar.
O máximo que alguém se atreveu a discordar, embora sem o fazer, foi levantando uma dúvida. De acordo com a Lusa, apenas o deputado Lei Wun Kong pediu esclarecimentos sobre a cláusula que se refere à aprovação dos advogados. O secretário para a Segurança, Chan Tsz King, presente na sessão para apresentar a proposta, afirmou que o artigo em questão “não afeta o direito à defesa”.
“Todos percebem que esta proposta de lei só trará vantagens para a população em geral”, alegou, acrescentando que só “os que não cumprem a lei” é que “não querem que a proposta seja aprovada”. No seu entender, o diploma “permite aperfeiçoar o nosso regime” de modo que “o pressuposto da defesa da segurança do Estado não seja afetado”, resumiu. E comparou: “Um país dois sistemas” sem “segurança nacional é como uma árvore sem raízes”.
A Lusa contactou alguns analistas que consideram que o diploma comporta vários “aspetos perturbadores do funcionamento constitucional de vários poderes” e dos “direitos, liberdades e garantias consagrados na Constituição de Macau, a Lei Básica”, que, entre outras coisas, garante o acesso “aos tribunais e à assistência por advogado na defesa dos seus legítimos direitos e interesses”, como defende Luís Almeida Pinto, advogado que vive no território.
O diploma deverá ser ainda discutido artigo a artigo numa comissão, sendo depois votado na especialidade, devendo entrar em vigor logo depois de ser aprovado, sendo essa a vontade do Governo.
Até agora, só Au Kam San, ex-deputado pró-democracia, foi detido, em 2025, e acusado de violar a lei de defesa da segurança do Estado. De acordo com as autoridades macaenses, terá agido em “conluio, desde 2022, com uma organização anti-China” estrangeira, fornecendo “falsas informações” com o objetivo de incitar “o ódio entre os residentes de Macau” em relação ao Governo chinês e ao de Macau, “perturbando a eleição para o chefe do executivo de 2024” e “levando países estrangeiros a tomar medidas contra” a região semiautónoma chinesa, anunciou a Polícia Judiciária local na altura.
Para fora de Macau, designadamente, em Portugal, existe a necessidade de cada cidadão continuar vigilante e não permitir, ainda que sejam apenas bitaites lançados durante campanhas eleitorais, a possibilidade de que existam pequenas, embora grandes, alterações assim.

Fonte: “Lusa/Público”.
Hahahahaha...agora o partido COMUNISTA chinês é fascista...ahahahahaha....façam um artigo sobre os grandes líderes fascistas Stalin e Mao ...ahahahaha... Palhaços !!!
ResponderEliminarNos últimos dois anos em Portugal, caíram 3 (TRÊS) governos, todos, com casos ligados à justiça.
ResponderEliminarSegundo, a imprensa na última sexta-feira, iniciou-se mais uma investigação ao Luís e, este não é um Luís qualquer, é apenas o Primeiro Ministro.
Se existisse um regime fascista, algum dia isto era possível?
Em face do supra é natural que nos queiram domesticar
Basta olhar para todos os cargos de chefia ad doc
Por isso ou reagimos ou sujeitamo-nos a ser uns cachorrinhos, sempre à espera que nos atirem um osso, para abanarmos o rabo, com a esperança, que nos passem a mão por cima...
O país é governado pelo glorioso , que, como o nome discretamente indica, continua a chamar-se… comunista. Nada mais coerente do que isso.
ResponderEliminarjá dizia o outro.
ResponderEliminar´´´´ e o burro sou eu?
Serei a única pessoa que se lembra que nos continuam a dever 7 anos e dois meses, o tempo desde a última progressão, a reforma aos 55 anos...
ResponderEliminarparece assunto resolvido pelos sindicatos,
ResponderEliminarjá foram para Tribunal com o assunto?
a idade das reformas, com o Fernando Jorge e companhia, comeram e calaram e já reformado ainda anda no sindicato, até me questiono se está a tapar telhados de vidro
parte 1
ResponderEliminarparte 2
ResponderEliminarparte 3
ResponderEliminarhttps://expresso.pt/politica/2026-02-12-passos-critica-resposta-do-estado-a-tempestade-e-acusa-governantes-de-viciarem-concursos-nao-estamos-bem.-isto-nao-pode-continuar-assim-aee66182
já vi isto em qualquer lado!?
Ó homem, o palhaço aqui és tu com essas gargalhadas de ignorante.
ResponderEliminarClaro que é um regime fascista, ultranacionalista e autoritário.
Ou acha que esses regimes são exclusivos da direita?
Por muitos alertas que se façam o CHEGÓPITECO vai sempre achar que o seu líder está certo, já que o seu raciocínio não permite mais.
ResponderEliminarDepois acorda com o focinho no alcatrão e uma bota da polícia politica nas orelhas.
Pelo menos na china e macau já ninguém tem a ilusão de que vive num pais em que funciona a democracia.
ResponderEliminarMas eu aqui no blog, hoje, queria alertar mais uma para o que está a ser preparado para a classe dos oficiais de justiça. O SIADAP. Isso mesmo. E os sindicatos já sabem disso razão porque estão caladinhos.
Depois da merda que fizeram ao assinar aquele acordo que acabou com a categoria de adjunto (eu sou auxiliar, portanto estou à vontade para falar), os sindicatos estão a preparar-se para aceitar a imposição do siadap.
O que é que isso implica? O fim da progressão na categoria unica que agora temos. Progressão que só vai estar acessivel a uns poucos que mesmo assim, ao fim de 20 anos de carreira não vão passar do 4 ou 5 escalão da nova tabela.
De que adianta serem 10 ou 11 escalões? Tudo para enganar e iludir.
Os sindicatos tem agora a ultima oportunidade de salvar o pouco que resta da dignidade desta classe.
Simplesmente, traçar uma linha vermelha nas negociações (secretas) em curso com a tutela:
Que é esta: na nova tabela as progressões tem de ser automaticas e a cada 3 anos( nunca por mais tempo que isso).
INEGOCIAVEL.
Em janeiro de 2028 nesta nova tabela alcançamos a passagem ao escalão seguinte partir do ponto de partida onde cada um ficou. Estou pra ver.
Todos os dias a mesma conversa.
ResponderEliminarNinguém nos impede de irmos para a reforma aos 55 anos de idade!!
Leiam o que está escrito, informem-se e falem depois.
Parem de dizer todos os dias às mesmas baboseiras!!
ResponderEliminarQuem não consegue identificar as semelhanças em regimes e ideologias autoritárias, sejam elas de esquerda ou direita, simplesmente não está em condições de discutir seja o que for publicamente, sob pena de se revelar o ignorante que é e/ou apoiante dessas mesmas ideologias.
Não basta vir para a praça pública urrar e esbracejar para se ter razão. Há que ler, perceber a história e perceber as sociedades e o ser humano. Há que identificar dimensões que compõem os regimes e saber identificar o que é propaganda e os seus efeitos, bem como quem são os seus alvos preferidos.
Tudo isto toma muito tempo. Anos e anos a queimar pestana ao invés de estar na tasca a virar finos com os comparsas de discurso.
Chegámos a um tempo tão controverso e inacreditável, que vemos neste país pessoas das duas extremas totalmente opostas, a apoiar o regime russo.
Uns - os da extrema esquerda - por saudade e questão ideológica profunda - e bem assim por ignorância, ao pretender pensar que o regime de Putim é comunismo.
Outros, porque são financiados pelo próprio Putin (como já se provou em França) e se identificam com o estilo assassino, sanguinário, de eliminar oponentes políticos, de controloar os media e os tribunais e a economia. Aspiram a igual por cá. É o seu sonho de país e sociedade perfeitos.
Que tempos inacreditáveis, estes...
As democracias irão ter de abrir exceções se quiserem manter-se fortes e funcionais. E essas exceções passam pela certeza de que não existem nos seus espectros políticos partidos que apoiem a desumanização, que glorifiquem a violência, que cultivem uma figura ou partido apenas, que sejam racistas e xenófobos, que aspirem a controlar os media, os tribunais e os meios de produção.
Liberdade, sim. Mas até ao ponto em que não estás a prejudicar a sociedade e não contribuis para a sua pacificação, agindo ao contrário disso.
Se tiveres ideias totalitárias, pega na trouxa e poê-te a andar para países onde assim se vive e pensa. Vai para a Rússia, para Myanmar, China ou algo do género !! Simples quanto isso. Mas tem cuidado...não faças por lá o barulho que fazes aqui...pode correr-te mal.
ResponderEliminarO sr. Passos bem podia calar-se e ter vergonha do que diz, pois muito do que faltou em resposta efetiva no que tem acontecido nestas últimas semanas deve-se ao facto de praticamente ter parado o país para ficar bem visto ao capital, indo mais longe que a propira troika.
Parou o país por mais de uma década e ainda estamos a pagar o preço do desinvestimento no serviço público desde então. A todos os níveis. E fê-lo por uma questão puramente ideológica e seguindo os canônes ultraliberais que não querem um estado que regule e seja eficaz.
Quanto à CRESAP e os seus duvidosos e quesitionáves critérios, sei de vários casos de fazer corar o próprio demónio.
Aliás, um dos mais vergonhosos critérios em uso naquela instituição é o facto de exigirem a um licenciado qeu o seja há mais de 8/9 anos para poder concorrer a um cargo.
Pois bem, até percebia esse critério nos idos anos oitenta ou noventa. Contudo, tudo mudou e essa gente não consegue perceber a rapidez e o fluxo de informação que é a realidade atual, e que alguém com mais de oito anos licenciado, se não estiver em funções específicas para o cargo em concurso e não se preocupar em se atualizar, estará mais do que alienado da realidade.
ResponderEliminarexplica a coisa juridicamente: pode-se ou não, mas não venhas com conversa da treta
Estou de baixa por igual periodo ao ROUBO de 2001 a 2005
ResponderEliminarEsquecer? Jamais
Mais um artigo a fazer de burros 7000 pessoas ojs
ResponderEliminarEsse dito passos coelho que foi alem da troyka
ResponderEliminarQuis tirar o subsídio de natal
Pau mandado da Merkel
Um filhinho da JSD que nunca soube que era trabalho
Ainda anda por aqui???
Foddd
Tenham medo
ResponderEliminarMuito medo
A segurança nacional é algo prioritário.
Quem não deve não teme!
Pode-se sim!!
ResponderEliminarOs beneficiários da CGA podem pedir a reforma aos 55 anos de idade!!
Informem-se!!!
Passos o tal costa
ResponderEliminarEheh
Força com mais do mesmo
Ao sr articulista não interessa falar sobre o indice de corrupção português que foi publicado esta semana??
ResponderEliminarO José Sócrates, o António Costa, a Catarina e o Jerónimo, estão a rir-se do teu comentário 😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂
ResponderEliminarChega sempre contra os merdas da Jotas que se estão a cagar quem não é filiado
ResponderEliminarEntão esse passos só agora falou?
ResponderEliminarE o tal socrates? Costa? Mario e outros que tais??
Cavacos??
Montes negros??
País que mandou todos emigrar e importa imigrantes
Belo País
Onda andam as magistraturas??
Bem de vida, claro
Fale sobre isso sr bloguer
Que pais tivemos e temos
Fale
Ahahahaha...vai lá outra vez ao Google ó jumento !!!!
ResponderEliminarTemos um país excecional, onde o Estado de Direito vai funcionando e a Democracia se aperfeiçoa todos os dias com os instrumentos democráticos de que dispomos. Se isto não é i Bangladesh, também não é a China ou a Rússia nem. Hungria.
ResponderEliminarNão, porque não foi publicado nenhum dado concreto sobre corrupção. O que foi publicado é um indice de perceção sobre a corrupção e isto não é nada, trata-se apenas da impressão das pessoas e estas estão mal influenciadas pelos discursos repetitivos que, sem dados nem verdade, afirmam que há um mar de corrupção, quando não há.
ResponderEliminarE as investigações aos politicos pedofilos na justiça??
ResponderEliminarTudo caladinho
Ora aí está tudo bem
ResponderEliminarTêm o que merecem
Escravos que gostam de ser
Sr oficial de justiça seja coerente
ResponderEliminarNão nos disfarce
ResponderEliminarE o caso fax de macau?
ResponderEliminarPesquisem
Querem democracia dessa é?
Somos dos países mais corruptos, por isso temos o país que temos!!!
Ou és filho de pai rico ou estas f
Mais nada
ResponderEliminarQuem não deve não teme
E fazem mesmo!
ResponderEliminarEheh
Cambada de carneiros
Falem do ranking de corrupção português!!!
ResponderEliminarQue faz com que os nossos filhos tenham que emigrar caralhhhhh
Jotinhas que enriqueceram sem saber como
ResponderEliminarVenha um novo 25 de Abril ja!!!@
Já cá faltava o ressabiado do costume...
ResponderEliminarFernando jorge que legado deixou? Alguém sabe?
ResponderEliminarSim filhinho de papá e da mamã. Nem para ressaibiado serves, pois não respeitas quem te criou
ResponderEliminarIsso não interessa falar diz o bloguer
ResponderEliminarOuve lá ó Chegópiteco, por acaso não sabes distinguir o indice de corrupção do índice de percepção de corrupção?
ResponderEliminarPois bem, a perceçao de corrupção em Portugal está vertiginosamente inflacionada, já que na realidade a corrupção existente é muito inferior ao divulgado no índice que não tiveste capacidade de interpretar.
E podes agradecer esta manipulação da realidade ao fdp do Chegópiteco líder, que manipula a burralhada toda, mesmo sabendo que prejudica o pais com estes esquemas fraudulentos para conseguir o poleiro.
ResponderEliminarPara ti CHEGANO não cheganito,
e com todo o gosto!
És o maior a interpretar e se gostas desses indicies força.
Serás tú um alinhado dos corruptos não tenho dúvidas, com esse paleio de superioridade.
Olha que toda essa superioridade cai no cemitério
Os velhos e sábios índios tem um excelente ditado para a dicotomia/dualidade que nos rege, incluindo politicamente, patente na criação de "partidos" ou "facções": "a asa esquerda e direita pertence ao mesmo pássaro". Já Saramago dizia que "O grande problema do nosso sistema democrático é que permite fazer coisas nada democráticas democraticamente" e mais acutilante ainda "Não são os políticos os que governam o mundo. Os lugares de poder, além de serem supranacionais, multinacionais, são invisíveis. Dito isto, vendo que se digladiam diariamente entre extrema esquerda e extrema direita – as quais, historicamente, sempre foram, e são, as válvulas de escape do próprio sistema dual e perfeitamente controlados pelos poderes supranacionais, multinacionais e invisíveis, deixo aqui algumas considerações jurídicas sobre a construção de censura digital, por governos que não se encontram em nenhum dos espectros políticos extremos, mas que aproveitaram uma catástrofe extrema para aprovarem na generalidade uma nova censura, desta feita digital…
ResponderEliminarA CONSTRUÇÃO DA CENSURA DIGITAL: VÍCIOS DE INCONSTITUCIONALIDADE NOS DIPLOMAS DO DSA E DAS REDES SOCIAIS
Não se trata de hipérbole ou alarmismo jurídico. São vícios manifestos que resultarão inevitavelmente em fiscalização constitucional sucessiva.
A questão não é se estes diplomas serão declarados inconstitucionais. A questão é quando - e quanto dano terão causado entretanto.
O silêncio dos juristas perante deriva autoritária é cumplicidade.
Como operadores do Direito, temos o dever profissional de alertar quando o legislador ultrapassa os limites constitucionais que protegem a democracia e os direitos fundamentais.
Portugal conheceu a censura durante 48 anos. Conheceu a PIDE. Conheceu o controlo total da informação.
Não podemos permitir que, setenta anos depois do 25 de Abril, instrumentos semelhantes regressem disfarçados de proteção de menores
A liberdade perde-se lentamente, lei a lei, precedente a precedente, infraestrutura a infraestrutura.
É tempo de resistir. Juridicamente. Constitucionalmente. Democraticamente.
Ricardo Graça
Advogado
Segue o link do artigo de opinião de um jurista, preocupado com os sinais dos tempos…
https://www.facebook.com/share/p/1DWLVexC2G/
ResponderEliminarSe sabe de alguma coisa, vá denunciar- no sítio próprio!
ResponderEliminarSe não, não espalhe suspeitas- todos temos direito ao bom nome!
Excelente resposta!
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