Para variar boas notícias
Finalmente, após cerca de meio ano de interrupção para a realização de obras de requalificação, de mobilidade e de eficiência energética, o Palácio da Justiça de Mogadouro está pronto para voltar a funcionar plenamente.
Com estas obras concluídas os julgamentos que
se vinham realizando num edifício emprestado pelo município, voltam agora ao
Palácio.
Convém recordar
que os Oficiais de Justiça ficaram no Palácio da Justiça durante todo o período
em que decorreram as obras, encaixados num espaço acanhado, suportando todos os
transtornos das obras, pelo que o fim destas permite o fim do tormento pelo qual
passaram todos estes últimos meses. Um alívio.
«Hoje estamos a
assinalar o regresso dos julgamentos e outros serviços judiciais à casa mãe
[Palácio da Justiça]. Quando se faziam as obras, o que envolveu muito pó,
muitos ruídos e barulho, o que provocou falta das condições mínimas e de
dignidade para quem trabalha neste tribunal como juízes, procuradores ou Oficiais
de Justiça”, explicou a juiz presidente da Comarca de Bragança, Hermínia
Oliveira.
«Apesar dos
incómodos, não se conseguiram retirar os Oficiais de Justiça, que, embora num
espaço mais reduzido, acabaram por ficar, sempre, nas instalações do tribunal.»,
apontou a juiz presidente, acrescentando:
«Mas,
conseguiu-se que a juiz e o procurador fizessem as diligências com o público, audiências,
julgamentos vários num outro espaço com dignidade, num espaço cedido de boa
vontade pela Câmara Municipal.»
As obras de
requalificação do Palácio da Justiça passaram pela instalação de serviços de
AVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado), instalação de um elevador
para maior mobilidade, sistemas de multimédia, e eficiência energética,
melhorias de gabinetes, entre outras operações.
«Não temos luxo
nenhum, mas temos um espaço com maior dignidade, mais arranjado e com maior conforto,
num edifício onde no verão se sentia muito calor e no inverno muito frio»,
vincou a juiz presidente.
As obras foram
da responsabilidade do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça
(IGFEJ) e custaram cerca de 400 mil euros.
Fonte: “Mensageiro de Bragança”.

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