SOJ afirma ser falso o informado pelo SFJ e explica desnorte desvairado nas reuniões
Circula nas redes sociais uma comunicação que o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) dirigiu aos associados, antes de publicar um comunicado sobre o mesmo assunto, que consiste numa resposta às confrontações que o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) ergueu na sua informação sindical de 21JUL.
A comunicação do
SOJ não é pública, mas tornou-se pública, em face das muitas vezes que já está
replicada nas redes sociais, pelo que se tornou notícia que já não podemos
escamotear.
Tudo começa com
a nota informativa do SFJ que, entre outros aspetos, dedica um
"capítulo" ao seguinte assunto: "Da Postura da outra associação
sindical".
Nesta secção da
informação do SFJ começa por fazer constar que “lamenta a postura de
subserviência para com o Governo do presidente do SOJ” e que este não quer
saber da correção nos posicionamentos remuneratórios pela transição das
tabelas, designadamente, daqueles que estavam nos 3º e 6º escalões da antiga
tabela, alegando que “contrariando as expectativas da classe dos Oficiais de
Justiça, o presidente do SOJ anuiu à argumentação do Governo, defendendo apenas
a correção da situação de colegas que se encontram no último escalão há mais de
12 anos.”
Mais afirma o
SFJ que “foi direto e transparente quer com o Governo quer, agora, com o
presidente do SOJ, que iria dar conhecimento à classe que o presidente do SOJ
referiu na reunião de 20.7.2026 que só era necessário corrigir a tabela para os
oficiais de justiça que estavam no último escalão há muito tempo.”
Concluindo,
entre outras considerações, que “O SFJ não concorda com o Governo nem com o
presidente do SOJ!”
Na comunicação
interna do SOJ aos associados, subscrita por Carlos Almeida, comunicação que acabou
se tornando pública, começa o SOJ por demonstrar estupefação pela nota do SFJ,
mas considerando que tal estupefação tem o seu lado positivo.
Diz assim o presidente
do SOJ:
«Estupefação,
que também é positiva, pois permitirá, assim, ao SOJ esclarecer todos os
Oficiais de Justiça sobre o comportamento do SFJ e a clara falta de
credibilidade e de conhecimento que demonstra nas reuniões.
Desde logo
referir que, ao ter assumido a Senhora Presidente do SFJ, nesta reunião,
perante o Governo, que os colegas a acham "fofinha" e, portanto, tem
de fazer algo, nunca se esperaria se dirigisse ao SOJ, para tentar esconder a
sua incapacidade, mas ainda bem que o fez, ainda que recorrendo a outros
colegas.
Nessa reunião,
começou por tentar mostrar a sua força, falando sem modos, de forma que
entendemos até boçal, com o Governo.
Uma discussão,
seja com qualquer governo ou outra entidade, não se faz ao nível de tascas,
faz-se com elevação.
Por isso, sendo
"advertida" pelo Governo, rapidamente mudou de tom e terminou pedindo
desculpas.
Outro colega,
também da sua direção, tentou amenizar o tom e os modos, pedindo desculpas em
nome da sua Presidente e, como não fosse suficiente, os demais membros ficaram,
depois da reunião, tentando justificar "o nervosismo" da sua
Presidente.
A verdade é que
muito tem ocorrido nestas reuniões, chegando-se ao ponto de, frente ao Governo,
a direção do SFJ abrir uma discussão entre os seus membros, sendo que uma
dirigente do SFJ, teve de afirmar perante o Governo, a meio de uma reunião, que
a Senhora Presidente da Direção do seu Sindicato, SFJ, estava a faltar à verdade
e, segundo nos foi dito, mais tarde, afastou-se dessa direção.»
Ora, o que lemos
nestas afirmações do SOJ, é uma enorme e frustrante revelação sobre uma postura
inaceitável, desequilibrada e desnorteada da equipa negocial do SFJ, presidida
pela presidente Regina Soares, que, ao que diz Carlos Almeida, não consegue
manter uma discussão com o Governo sem ser "até boçal" ou "ao
nível de tascas", sem "elevação", para ser
"advertida", isto é, repreendida, para acabar a pedir desculpas,
próprias e também outros por ela, alegando "nervosismo".
É também
preocupante saber que nas reuniões técnicas não há sintonia entre os
representantes do SFJ, “chegando-se ao ponto de, frente ao Governo, a direção
do SFJ abrir uma discussão entre os seus membros, sendo que uma dirigente do
SFJ, teve de afirmar perante o Governo, a meio de uma reunião, que a Senhora
Presidente da Direção do seu Sindicato, SFJ, estava a faltar à verdade.”
Tudo isto é
gravíssimo, porque é esta a gente que representa os Oficiais de Justiça e é esta
a postura perante o Governo, não sendo, assim, de admirar os resultados
obtidos.
E prossegue a
comunicação do SOJ nos seguintes termos:
«Assim, sem
prejuízo de se informar aos colegas todos, através de comunicado, o SOJ
agradece ao SFJ a possibilidade que nos dá, apresentando o seu comunicado, de
apresentarmos um comunicado em resposta, repondo a verdade e descrevendo a
atuação desse sindicato.
Desde já
informar que o SOJ sempre esteve ao lado da carreira e o Presidente do SOJ não
aceita lições de moral, nem éticas, de ninguém, menos de quem faz da atividade
sindical meio para garantir o "alpinismo" na carreira.
A questão dos
3.ºs e 6.ºs escalões foi apresentada ao anterior Governo, respetivamente pela
colega Gabriela, então membro da direção do SFJ e pelo Presidente do SOJ.
O SOJ e o SFJ
estiveram, então, sempre a discutir essa matéria, apresentando um racional que
a atual direção do SFJ, talvez por desconhecer, foi confundindo e alterando,
prejudicando a resolução das matérias.
Dizer-se, como
diz o SFJ, que "O SFJ foi direto e transparente quer com o Governo quer,
agora, com o presidente do SOJ, que iria dar conhecimento à classe que o
presidente do SOJ referiu na reunião de 20-07-2026 que só era necessário
corrigir a tabela para os oficiais de justiça que estavam no último escalão há
muito tempo.", é falso.
Nunca, em
qualquer momento, o Presidente do SOJ referiu que só era necessário corrigir na
tabela a 6.º posição. Aliás, nem o poderia fazer, quando o próprio Governo, na
pessoa da Senhora SEAP afirmou, durante a reunião que a questão do 3.º escalão
está a ser analisada.
Mais, afirmou a
Senhora SEAP, de forma perentória, como bem sabem os elementos do SFJ, que o
Governo nunca disse que essa matéria estava encerrada. O que o Governo diz é
que já tem solução para a questão do 6.º escalão, mas que o SFJ não aceita
discutir, por entender que não é relevante.
Assim, o SOJ
irá, a seu tempo, esclarecer aos colegas sobre o que vem ocorrendo, durante as
reuniões, sendo desde já afirmando que o comunicado do SFJ enferma de
inverdades, como iremos demonstrar.»
Nas redes
sociais comenta-se muito, entre outros aspetos, que o Governo está a conseguir
dividir para reinar, como se existisse uma ação do Governo, mas, daquilo que
acabamos de ver, o Governo não tem qualquer culpa do desnorte da postura e da
falta de compostura existente nas reuniões. O Governo tem, pois, a vida muito
facilitada e talvez a lentidão do processo negocial esteja justificada pelos
acontecimentos relatados.
Os Oficiais de
Justiça ainda vão acabar por ter é de agradecer ao Governo por ter tido uma
postura tão paciente, tão compreensiva e tão cautelosa em avançar mais
rapidamente com este tipo de representantes dos Oficiais de Justiça.
Por outro lado,
há quem questione se, realmente, os Oficiais de Justiça estarão assim tão mal
representados, ou se até não estarão bem representados, na perspetiva de que
cada um tem aquilo que merece porque assim elege e gosta ou se afasta em
desleixo. Tendemos a concordar com esta última perspetiva, uma vez que parece
existir um genérico equilíbrio entre uns e outros, isto é, entre representantes
e representados. Portanto, se calhar, está tudo bem.
Fonte: "SFJ-Info-21JUL2026" e "e-mail interno do SOJ aos associados".
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Perante a postura do (des)governo e do seu ensurdecedor silêncio administrativo, dos sucessivos adiamentos, de reuniões atrás de reuniões sem quaisquer consequências ou efeitos práticos, quem é que não perderia, ou conseguisse, manter a postura ou cabeça fria?!?! Quem?!?! Eu se estivesse naquelas reuniões a ouvir violinos e fados em sessões técnicas consecutivas também teria dado um murro na mesa de reuniões e perguntado aos senhores representantes do (des)governo se já não acham que chega de gozar com o Zé - isto com um vernáculo típico das Caldas já que aparentemente os Sr Dr são muito delicados, simpáticos e elevados mas continuam o esbulho a milhares de oficiais de justiça. Deixei de ser sindicalizado desde o acordo dos "papos secos", sou tremenda e extremamente crítico do maior sindicato que tem as maiores responsabilidades mas também sou do menor que apenas anda a tentar arrebanhar mais uns quantos associados. Agora falando em bom português abram os dois a merda dos olhos, deixam de ouvir o canto das sereias, dêem um valente murro na mesa e vamos para a luta. Farto, fartinho de Dr bem aprumados com discursos tremendamente cívicos, de bom tom e perfeita índole mas que apenas servem para os burros - ou mulas de carga - continuarem a laborar por dois e três enquanto continuam a ser espoliados e esbulhados do que lhes é devido. Resumindo e em bom português não aturem mais merdas e mentiras e vamos para a luta sem tréguas nem quartel.... É que palavras, mesmo as bonitas, leva-as o vento e assim anda há 20 anos.
ResponderEliminarÉ assim mesmo colega, mostrar o porquê do nosso nivel 3 e querermos ser todos licenciados. Nada como uma boa "peixeirada" e linguagem de caserna com quem nos governa e com argumentos de tasca e sarjeta, para verem com quem estão a lidar. Força kamarada, estamos juntos.
EliminarOlhe colega desde o início que deveriam ter metido a merda do grau 3 bem fundo onde o sol nunca brilha... Quero lá saber da merda do grau 3 se estou a ser pago por um mísero grau 2, trabalho por dois e três, estou num escalão inferior todos os meses por não ter resolvido o meu percurso jurídico profissional e estão em divida em mais de 30.000€ e a contar. Querem correcção e urbanidade? Eu quero lá saber se os Sr. Dr. são de um trato irrepreensível,l e falam com uma cordialidade incomensurável, se nos estão, literalmente a roubar nos vencimentos, nas progressões e promoções. Quem rouba é ladrão ou vigarista ou burlão e, por norma, falam todos como os Sr. Drs que presidem às reuniões... Eu quero lá saber se sou mal educado ou utilizo linguagem de caserna ou vernáculo mas paciência tem limites. Antes dizer uma ou duas caralhadas que ser... Já agora porque não usam toda a sapiência para responder às reclamações e recurso hierárquico? Tenho imensa pena que "colegas" continuem a ser literalmente roubados todos os santos dias e, mesmo assim, não dêem um murro na mesa. Não é de estranhar a nossa situação obviamente tudo anjinhos simpáticos, bem educados e bem falantes... Olhe por mim que vão todos para o cesto da gavea (para ser cordial)... PQP já não tenho paciência para Sr Drs, Sindicatos e alguns - infelizmente muitos- colegas...
EliminarDéjà vu. Déjà vu. Déjà vu.
ResponderEliminarO SFJ, trate mas é de organizar uma formação de CEM EURITOS, porque é disto que o nosso povo gosta.
tudo o resto são Déjà vu. Déjà vu. Déjà vu
E não é que acredito no Carlos e não acredito na Regina.
ResponderEliminarA senhora representante eleita pelo SFJ tem vindo a mostrar ao longo do ainda curto período em que é dirigente máximo, de que o que transmitiu o Carlos é verdade.
Através da sua postura, da do seu desprezo pela classe que representa, pela sua inacção, e agora, na senda do tipo de comportamento, pelas queixinhas contra o que devia ser parceiro de luta.
Mais, já na anterior reunião, tinha feito passar para os maus directos seguidores e para que estes passassem palavra á carneirada, que algo de idêntico se havia passado, o que se veio a constatar ser mentira.
Assim, não vale
Bem disse que é pior, bem pior, que Marçal!
ResponderEliminarNa senda dos anteriores presidentes desse sindicato, dito o mais representativo da classe os OJ e demais funcionários de justiça.
ResponderEliminarAcho isto tudo mau demais, primeiro porque comportamentos ou descompensações psicológicas não resolvem de facto, nada.
Sempre defendi muito mais nervo do que o demonstrado pelos presidentes da junta, mas o nervo e a indignação podem ser demonstradas com elevação.
Depois, em plenas negociações com a tutela, depois de aceitarem a m3rda que aceitaram, só nos faltava isto, comunicados a atacarem a outra força sindical.
Não tenho rabo preso, já fui associado de ambos e de ambos me retirei. Precisamente por não me sentir representado por nenhum deles.
Não deixa de ser um espelho do que é a “classe” dos OJ
Preferem atacar, denegrir ou falar mal do colega do que tentar ser melhor, ou para passar a devida pomada na bota supra, passando depois o pano até brilharem, sempre de espinha dobrada( se é que ainda a terão).
Só posso dizer que isto é muito triste, deprimente até.
Um bloco de madeira racha ou parte muito mais facilmente se estiver com fissuras.
A nossa classe não só está cheia de fissuras e rachas auto-intligidas, como de bichos da madeira, praga que corrói, destrói e se alimenta do que deveria proteger. Pelo contrário.
Estamos entregues aos bichos.
deixem de pagar as cotas … para se acabar a boa vida... resolver não resolvem nada... assim com assim ainda poupam dinheiro ao fim do ano... ainda dá para um jantar porreiro pá....
ResponderEliminarAo Sr. Carlos Almeida só tenho a dizer o seguinte: Abra a pestana porque o que o Sr. fez mais o Marçal foi uma cagada para a classe. E é tempo de acabar com estas reuniões de cagada que não nos levam a lado nenhum e resolvam de uma vez por todas ir à luta. Mas os dois sindicatos em uníssono e resolver de vez aquilo que ficou pendurado. As queixinhas parecerem birras de miúdos. Vamos acabar com isso pois não se vislumbra daí qualquer interesse e uma classe de poucos elementos e com tendência para serem cada vez menos não necessita sequer de dois sindicatos muitos menos a puxarem cada um por si tenham Juízo. E atenção há muita gente do tal escalão 3 prejudicado entre outros, e se a Regina foi mais dura nas palavras só fez o que tinha que fazer. É hora de acabar com as falinhas mansas porque essas não estão a dar resultados nenhuns esses politicos acham-se afinal o quê ? a última bolacha do pacote certamente. Luta em cima ....
ResponderEliminarcolega, o dos 6º escalão de adjunto tiveram um aumento de 12 e qualquer coisa euros, se isto não é mau, não sei o que é. Por outro lado o que o governo tinha proposto era que para este escalão só seria atualizado aqueles que tivessem mais de 12 anos. E então aqueles que com menos de 13, 15 e mais anos passaram a ganhar o mesmo que os que têm 25, 27 30 anos de serviço só como adjunto.
EliminarQuanto às divergências entre sindicatos, só me apraz dizer que os mesmos têm de olhar para os oficiais de justiça e não para as suas carreiras longe dos tribunais.
Também há quem acredite, ou queira acreditar, na inocência do ministro da administração interna. É tudo uma questão de crenças à medida. Mas alguém leva a sério o SOJ? Não percebem a ligação política ao atual executivo? Onde estão as propostas escritas desse sindicato para a alteração estatutária? O SFJ não está isento de responsabilidades, mas pelo menos divulga as suas ideias. O Carlos Almeida gere a sua agenda há muitos anos e nem democrático se mostra. Enquanto o SFJ "joga aberto" o SOJ faz comunicados restritos aos seus associados. Assim, temos o que merecemos.
ResponderEliminarcomo de um clube privado se tratasse!!!?
EliminarQuem me parece que anda fofinho é o Almeida.
ResponderEliminarpois, pois, quem identifica os ambientes de tasca é porque os conhece. Não basta uma atitude formal como se isso bastasse. Um sindicato é um grupo de pressão e se tiver que haver peixeirada que haja. E depois trate-me por sr. ou trate-me por dr.. Todos já sabemos essa lenga lenga.
ResponderEliminarPara a frente e repristinação da norma que divide auxiliares dos adjuntos.
"O caminho faz-se caminhando"
Vergonha alheia. Mal o SFJ, mal o SOJ. Só estão a dar força ao governo. Se 2 sindicatos não se conseguem unir em prol de uma carreira de apenas 7000 OJ´s não há nada a fazer.
ResponderEliminarGostava de ler o que os habituais papagaios amestrados do sindicato têm a dizer sobre este último comunicado. Para grande pena nossa, há cerca de dois dias que não defecam nada no grupo do WhatsApp.
ResponderEliminarOs papagaios amestrados já deram sinal de vida e já começaram a defecar no grupo do WhatsApp.
ResponderEliminarAté o das reflexões apareceu hoje!!!
há anos que andam por aí, sempre com a cartilha, a favor de quem? muitos esperam uma comissão de serviço, mas para isso...
Eliminarpagar cotas para nada... uma vez na vida vamos no unir e deixar todos de pagar cotas
ResponderEliminarPara quê criticar se depois continuam a pagar as quotas?
ResponderEliminarDe mim eles não vêm um cêntimo.
Vai um reboliço no grupo do WhatsApp.
ResponderEliminarOs papagaios amestrados não se cansam de defender a sua "dama" e continuam a defecar uma quantidade absurda de cocó pela boca.
O grupo dos oficiais de justiça está à beira de uma guerra civil.
Precisamos de uma intervenção urgente e musculada da comunidade internacional.
O conflito no Estreito de Ormuz comparado com a guerra que se trava naquele grupo de WhatsApp, parece uma brincadeira de meninos.