Rita Júdice: “Estamos a resolver os problemas um a um. Sabemos quais são e o que fazer.”
Em entrevista ao jornal “Campeão das Províncias”, a ministra da Justiça, Rita Júdice, afirmou que, no seu mandato, “desde o primeiro dia definimos objetivos claros: tornar a Justiça mais eficiente, mais próxima dos cidadãos e mais capaz de responder aos desafios atuais” e, para isso, destaca que, de entre as quatro prioridades que indicou, está a valorização dos profissionais da Justiça.
«Em pouco mais
de dois anos, demos passos muito significativos em todas as áreas. Começámos
pelas pessoas, porque nenhuma reforma é possível sem profissionais valorizados
e motivados. Revimos o Estatuto dos Oficiais de Justiça, com uma nova carreira
especial e uma nova estrutura remuneratória.», afirmou.
No que se refere
à transformação digital, afirma que a mesma “vai hoje muito além da simples
desmaterialização do papel. O nosso objetivo é construir uma Justiça mais
inteligente, mais integrada e mais eficiente, assente na interoperabilidade dos
sistemas, na automatização de tarefas e na utilização responsável da
inteligência artificial, com serviços mais simples, rápidos e seguros para
todos os utilizadores.”
E anuncia ainda
aquilo que já se anuncia desde o ano passado:
«Nos próximos
meses serão distribuídos cerca de 26 mil novos equipamentos, entre computadores
portáteis, desktops e monitores.»
A entrevista
aborda muitos outros aspetos, limitando-nos aqui a reproduzir os que se
relacionam mais diretamente com os Oficiais de Justiça.
Por fim, conclui
assim:
«A Justiça
enfrenta desafios muito exigentes. Muitos deles resultam de problemas que se
acumularam ao longo de vários anos: falta de investimento em recursos humanos,
carreiras desvalorizadas, conflitos laborais prolongados, ausência de
recrutamento em áreas essenciais…»
A pedido da
jornalista sobre que mensagem queria deixar aos portugueses, disse o seguinte:
«Estamos a
resolver os problemas um a um. Sabemos quais são e o que fazer. Estamos a
projetar uma Justiça para o futuro, passo a passo. A marca que pretendo deixar
é a de uma Justiça que voltou a avançar. Aos portugueses deixo uma mensagem de
confiança: estamos a construir, com seriedade e persistência, uma Justiça mais
moderna, eficiente e mais digna da confiança de todos.»
Pode ler toda a
entrevista acedendo ao jornal “Campeão das Províncias”, diretamente através da
hiperligação incorporada.

Gostaria de saber o que pensam os sindicatos desta entrevista. Foi a sua passividade e a cumplicidade que permitiram este chorrilho de lugares comuns e de inverdades. Tudo está bem no mundo da justiça, com mo podem os OJ’s estar descontentes quando estão a trabalhar nesta realidade tão perfeita. Como podem os sindicatos reivindicar ou pedir algum quando são culpados de tudo isto???
ResponderEliminarNão me pareceu da entrevista que a Ministra considere que vivemos num mundo perfeito, pelo contrário, existem ainda muitos problemas para resolver, mas dizer mal de tudo só por dizer vem sendo hábito de muitos. Em 2 anos, bem ou mal fez-se mais do que os 8 anos que andaram a prometer novos estatutos, integração dos 10%, etc e nada aconteceu, mas agora por ter começado a fazer alguma coisa, critica-se sempre!! Enfim.. melhor é procurar outro emprego..
EliminarPor este tipo de comportamento de subserviência e de abanar o rabo é que estamos como estamos.
EliminarDe facto, não é só culpa dos sindicatos.
Aceitam 180 e agradecem de joelhos quando na PJ levam 600 sem pedirem e polícias militares guardas prisionais levaram 300
Que asco desta gente tão pequena
Desculpem, mas nesta fase da minha vida não quero saber da Justiça, apenas de mim ! ...
ResponderEliminarMais nada
EliminarEu tenho é que cuidar de mim
Farto de ser enganado e mal tratado
Sem pessoal. Secções onde deviam estar 4, apenas estão 2. Deslocados a mal ganhar para renda de casa. Quero que a justiça se fod
EliminarRoubado desde 2001
Passem bem
Continuem a dar para o peditório
Onde deveriam estar 4 estão agora 2.
EliminarOnde está a admiração?
É o conceito de Reforma.
Como respondeu alguém acima, bem ou mal, em 2 anos fez-se muita coisa!
Fez- deu-se muita coisa, tudo!
É arranjar outro emprego.
O portátil poderá dar jeito nos dias em que não se aguenta o calor das secretarias. Podemos ir trabalhar para as escadas...
ResponderEliminar👍😂😂
EliminarOh Rita, a única marca que vais deixar é a mesma dos teus antecessores, de incomptência!
ResponderEliminarEsta propaganda, já é retórica habitual deste Governo, dar umas migalhas a quem tem forte poder contestatário e depois mediante isto, dizem que resolveram os problemas, fazendo uma "pacificação" digamos de mera cosmética. Se depois de explorar a fundo, vê-se que foi o "show off" a funcionar...
ResponderEliminarpor estas declarações da Drª Rita Júdice.
ResponderEliminar" Revimos o Estatuto dos Oficiais de Justiça, com uma nova carreira especial e uma nova estrutura remuneratória.», afirmou.
ou seja as tabelas já não vão sofrer alterações, está tudo bem e maravilhoso e pior é que os sindicatos sabem disso e andam mandar areia para os nossos olhos, deixem de pagar as cotas para se acabar a boa vida...
Se a justiça continuar assim - e tenho a certeza de que vai - vai chegar o tempo, e está próximo, em que a injustiça vai reinar e o seu ministro da injustiça é um rei abominável!
ResponderEliminarUma entrevista simpática. Quem a entrevistou também não foi capaz de a confrontar com situações reais de que padecem os tribunais. Ou seja o/a jornalista não fez o trabalho de casa.
ResponderEliminarE nem era necessário falar com os sindicatos para saber de várias situações que se passam, bastava fazer um périplo por poucas secretarias e era mais do que suficiente para colocar a Senhora Ministra a patinar por todos os lados.
Por exemplo, e segundo um relatório feito pela PGR que veio a publico, perguntar porque acusações de processos de violencia doméstica estão/estiveram mais de dois anos por cumprir, quais foram as causas e o que foi feito para solucionar esse atraso, porque chove em muitos tribunais, porque existem milhares de processos de inquéritos criminais parados por cumprir, distribuir e autuar em muitas secretarias, porque não existem digitalizadores suficientes e de maior rendimento em muitas seções, porque razão ligamos telefonicamente para vários tribunais e ninguém nos atende e muito mais havia por perguntar.
Por mim, pode tudo esperar, presos, providências, e outros que tais.
EliminarO que era preciso ter sido perguntado era quando é que os oficiais de justiça passavam a ser cidadãos iguais aos professores, 7 anos, 2 meses e 26 dias.
Isso é que me faria feliz!
Até lá, só me resta o consolo de ver o circo pegar fogo a toda a hora.
Ele é exames todos marafados, trapalhadas na administração interna, auditorias da Rita ao Neves.
Isso é que me satisfaz plenamente, e ver o Ventura sempre com o isqueiro na mão pronto a dar mecha ao pagode.
Que não falte força e coragem a todos os jornalistas em especial aos de investigação. Não fossem eles e o cidadão não saberia quase nada do que se passa, apenas tinha a propaganda do costume.Ideias luminosas para colocar em DR.
EliminarTambém o mesmo é desejável à oposição: fazer o seu papel que foi para isso que também se votou.
NinguéM é obrigado a ir para o governo.Ao aceitar, tem de se comportar cumprindo regras já assentes e acei tes. E, sobretudo, dar o exemplo.
Grande Mulher, até agora, e do que sabemos, é Maria da Graça Carvalho, Exm@ Ministra do Ambiente.
Podia passar a Ministra da Justiça e talvez se visse a diferença.🏆
Eh, eh, eh!!!
EliminarEssa?
Que vai renaturalizar a Comporta e o resto do território por arrasto?
Investiguem-se mas é as contas dela.
Ou alguém acredita que um autógrafo da Nicole Kidman já lhe bastará?!
Parole , Parole, conhecem a música ? Conversa , letra, muita letra, aguardem sentados, pois a
ResponderEliminarcarreira de OJ , morreu, morreu! Acordem, a partir de agora levam no início de cada ano, o aumentosinho destinado à função pública! Tem a ver com a inflação a isto chama se reformar!
F….. quem trabalha no duro ! Longe de casa, deslocados, a pagarem renda e mal ganham para comer e o resto da família? Abram os olhos putos que para mim está no fim ou fugia! Deve ser a pior ou das piores carreiras da função pública, tendo em conta o volume de serviço!
“Rita Júdice nunca tinha estado num tribunal de justiça antes, mas tinha lido sobre eles em livros e ficou muito satisfeita ao descobrir que sabia o nome de quase tudo que havia ali.
ResponderEliminar— É o juiz — disse para si mesma — por causa da sua peruca enorme.
O juiz, aliás, era o Rei; e como ele usava sua coroa sobre a peruca (…) não parecia nada confortável, e isso certamente não era apropriado.”
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“Rita Júdice no País das Maravilhas” ♥️🤴
Para o M da Justiça, é distribuído anualmente um bolo circular, três quartos desse bolo, para os magistrados, Juizes presidentes, A J , gabinetes de gestão, PJ, Conservadores, Registos e Notários, sim estão bem melhor do que nós e um quarto para os Guardas prisionais, para nós OJ as migalhas que sobram! Ora façam lá as contas ! Carreira a definhar! Fujam novatos!
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