Revisão estatutária reafirmada para estar concluída até ao final do ano?
Na sequência da notícia, aqui também divulgada, de que o Ministério das Finanças, no âmbito da negociação coletiva com as estruturas sindicais da Função Pública, apresentara nova calendarização da revisão das carreiras na qual chutava a carreira dos Oficiais de Justiça para o primeiro semestre de 2025, pediu o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) esclarecimento ao Ministério da Justiça, informando este, via SFJ, que a calendarização original, até ao final do corrente ano, se mantém.
Assim, estamos perante aquilo que parecem ser duas intenções distintas: a que aponta, ou apontava, para o próximo ano e a que aponta para os próximos dois meses.
Tal como ontem apreciamos, há outros aspetos que põem em causa a informação, ou intenção, do Ministério da Justiça.
Referimos o aspeto do suplemento atual ter sido cabimentado no Orçamento de Estado para todo o ano 2025, quando está anunciado que o suplemento era para acabar e ser substituído por um outro mais vantajoso aquando da revisão estatutária, isto é, até ao final do ano, estando, no entanto, cabimentado o atual suplemento para todo o ano 2025, facto que suscita, obviamente, dúvida sobre a sua validade.
Referimos ainda o facto de faltarem dois meses para o ano terminar, sendo certo que as reuniões havidas para fazer os desenhos não constituem reuniões do processo negocial e que este processo só terá início depois da publicação no Boletim BTE da proposta do Governo para o projeto do diploma estatutário e ainda após o decurso do prazo de 30 dias para pronúncia pública de todos os interessados.
Consideramos que a única hipótese do novo Estatuto vir a ser aprovado este ano será, após a publicação em BTE e após os trinta dias, haver um acordo relâmpago logo na primeira ou segunda reunião negocial, tal como já sucedeu, rapidamente, aquando do acordo do suplemento.
Publicou ontem o SFJ uma nota informativa com o seguinte teor:
«Na sequência de informações que circulam nos órgãos de comunicação social, sobre uma possível alteração no calendário da revisão do Estatuto dos Oficiais de Justiça, passando para o primeiro semestre de 2025, o Sindicato dos Funcionários Judiciais, vem esclarecer o seguinte:
.I. Em todas as reuniões realizadas com o Ministério da Justiça, ficou acordado que o novo Estatuto estaria concluído até ao final de 2024.
.II. O Acordo firmado em junho de 2024, tinha subjacente que a pré-negociação estatutária se iniciasse logo de seguida, o que se concretizou, e que o seu términus ocorresse até 31 de dezembro de 2024.
.III. Em face das notícias divulgadas, que sugerem uma alteração de agenda por parte do Ministério da Justiça, contactámos, de imediato, o gabinete da Sra. Ministra da Justiça e o gabinete da Sra. Secretária de Estado da Administração Pública, através das respetivas Chefes de Gabinete, Dr.ª Elsa Martins e Dr.ª Alexandra Alvarez.
No seguimento destas nossas diligências, em contacto direto com a Sra. Secretária de Estado da Administração Pública, Dra. Marisa Garrido, foi-nos garantido que não havia qualquer alteração ao estipulado na sequência do acordo de junho de 2024, mantendo-se o calendário acordado para a revisão estatutária.
Reiteramos o nosso compromisso com tudo o que temos partilhado convosco, sendo que solicitámos junto do Gabinete da Sra. Ministra da Justiça que fosse emitida uma nota informativa, no sentido de clarificar esta questão, que consideramos de extrema importância.»
Assim, depois da notícia da nova calendarização, surge a notícia da reafirmação do prazo até ao final do ano, confirmada também pela secretária de Estado que esteve presente na reunião de sexta-feira da negociação coletiva com as estruturas sindicais da função pública, local onde foi apresentada a proposta da nova calendarização.
Depois da intervenção do SFJ, no qual também solicitou a emissão de uma nota informativa que clarificasse a questão, o Governo acabou emitindo um comunicado sobre a tal reunião de sexta-feira, onde aborda os demais aspetos da reunião, designadamente os remuneratórios, e faz apenas uma breve menção à calendarização, sem especificar nada de nenhuma carreira, apenas dizendo o seguinte:
«Esta proposta contempla ainda um calendário para dar início, até 2027, à revisão das carreiras não revistas – algumas já em curso, como é o caso dos Oficiais de Justiça.»
Note-se bem que não há menção a mais nenhuma carreira, como foi noticiado de fonte da reunião, não mencionando, portanto, as carreiras de administrador hospitalar, de bombeiro sapador, de técnico superior de saúde, de reinserção social, de técnico superior de reeducação, de polícia municipal, de vigilante da natureza, de tripulantes de embarcações salva-vidas, nem a carreira de medicina legal, todas incluídas na tal calendarização.
Espantosamente, ou talvez não, no comunicado do Governo apenas se faz menção à carreira de Oficial de Justiça, ali se dizendo que a revisão da carreira está em curso, o que, obviamente, não corresponde à realidade, uma vez que para estar em curso a tal revisão, deveriam estar incluídos nessa mesma revisão os sindicatos, os dois, e tal não sucede. Não pode o Governo considerar umas audições sobre aspetos genéricos de desenho pontual, como sendo uma “revisão em curso”, o que está em curso será o desenhar de um esboço, secreto, sem participação efetiva dos sindicatos.
Portanto, apesar de curiosa a menção a apenas uma das carreiras, das dez envolvidas, e logo a esta que no mesmo dia questionou e reivindicou esclarecimento, ainda assim, tal comunicado não esclarece qual será o termo dessa revisão, pelo que a dúvida sobre o que foi realmente apresentado na reunião em termos de calendarização permanece.
Seria interessante que alguma das entidades sindicais que participou na reunião – Frente Sindical, Frente Comum e FESAP – apresentasse a tal proposta de calendarização, para esclarecer este assunto. Da nossa parte, pedimos esse esclarecimento ao jornal “Eco”. Aguardamos.
Realizar-se-á nova reunião de negociação coletiva com as estruturas sindicais que representam os sindicatos da função pública no próximo dia 29OUT, altura onde ficarão definidos vários aspetos, como a valorização salarial, mas também o dito calendário da revisão das carreiras.

Fontes: “SFJ-Info-21OUT” , "Comunicado do Governo" e " Eco-Artigo-Calendarização”.
Tell me lies, tell me sweet little lies
ResponderEliminarTell me lies
Tell me, tell me lies
Oh no-no, you can't disguise
You can't disguise
Fleetwood Mac "Lies"
PS e PSDois é tudo a mesma m
ResponderEliminarÉ a chamada gestão da mansidão.
ResponderEliminarA esperança a conta gotas.
ResponderEliminarvivam os 25 anos de mentiras
vivam os acordos dos papo secos
trabalhem escravos
mansos não façam greves aos processos mediáticos!
continuem escravos
Destrocando por moedas o texto de hoje:
ResponderEliminar- # premissa nº 1 - "da cabimento orçamental "- logo que conhecido o orçamento de estado para 2025 dei aqui conta desta circunstância dizendo que podia indiciar duas coisas, ou a postergação da revisão do estatuto para as calendas ou então a perenidade da atribuição do SRP (logo a sua continuidade, eventualmente em moldes diferentes, no novo Estatuto); não sabemos qual delas se vai confirmar mas receio que o SRP continuará, pelo menos para alguns de nós (e não sei se isso é bom o mau);
- # premissa nº 2 - "publicação em BTE e aprovação relâmpago" - a pouco mais de dois meses do final do ano não se perspetiva que o documento final se possa conhecer até 31 de dezembro, todavia, saber-se-ão as suas "traves mestras" e com isso a adivinhação do futuro da carreira será, logicamente, uma possibilidade efetiva, acabar-se-á com o engano a que fomos votados ao longo destes anos (para o bem e para o mal o doente precisa de saber quanto tempo tem de vida e o tratamento que lhe resta - seria um ultraje não o fazer);
- # premissa nº 3 - "do esboço secreto" - não é verdade que o esboço seja secreto, tanto mais que à tutela (MJ) exige-se reserva e descrição na sua feitura, mas às estruturas representativas da classe a exigência é outra e, pelo que nos dão a saber, têm andado muito entretidos nestes últimos tempos a apresentar propostas (sobre os conteúdos funcionais, entre outras anunciadas); deveremos exigir aos outros aquilo que não exigimos a nós próprios? claro que a exigência de transparência e de verdade é um imperativo categórico que deve partir de cada um de nós desde logo com quem nos representa e atua em nosso nome (falo do SFJ) e depois com quem nos administra.
-# premissa nº 4 - "a (re)calendarização falada na reunião" - é sabido que o líder, a pessoa que encabeça, do SOJ integra os órgãos da FESAP; pelo que deve ser convidado a esclarecer a questão junto dos seus representados mas acima de tudo junto de toda a classe, e ~deve fazê-lo com transparência e sem ser instado ou convidado, isto é o mínimo que se lhe exige;
Confirma-lhe que a atual equipa do MJ está a depositar (demasiada) confiança no poder de refreio do SFJ sabendo da fraca representatividade do SOJ e conta com isso para ir gerindo o dossier a seu belo gosto mas não ao gosto dos Oficiais de Justiça (temo).
Tem que se saber uma data limite para publicação em BTE do projeto, caso contrário é o descrédito total e não atirem o assunto para as eleições autárquicas do próximo ano - se a coisa ficar-se pelo meio, meio resolvida meio por resolver - o processo eleitoral fica em causa com eventuais greves ...
Á tutela recomendo que andem da perna se não querem ter um sério problema pela frente.
Sim, vai haver muitas greves nas eleições!
ResponderEliminarO que a ministra está a dizer está certo só que não diz tudo pública no bte até finais de 2024 após aparece os famosos pareceres depois vem a retificação ao bte ou seja nova publicação após negociações...ou seja os 6 meses são certinhos ..oi até mais entrada em Vigor lá para 2026...
ResponderEliminarE é assim que se come os tolos...
Mentiras, mentiras e mais mentiras!
ResponderEliminarÉ preciso atentar que estamos num processo de revisão que está a demorar anos e anos, com múltiplos governos, ministros da justiça e restante staff!
É uma vergonha o que se passa nesta casa!
Uma vergonha!
ResponderEliminarTodos iguais!
50 anos de democracia para este pantano
ResponderEliminarNão é vergonha é nojento!
Take it easy
ResponderEliminar"Depressa e bem, não quem..." lá diz o provérbio...
ResponderEliminarBom dia , fui admitido a prova de conhecimentos a realizar dia 6 de Novembro. A minha questão é simples. Alguém tem uma prova modelo que eu possa ver, para ter uma ideia da natureza do teste? Obrigado
ResponderEliminarA ministra "encurralou" completamente o SFJ. Este "sindicato" está agora obrigado a aceitar tudo o que o ministério colocar na frente e assinar rapidamente. Ao SFJ não importa nada do conteúdo, tenha SIADAP ou perda de direitos, o que importa é assinar antes do final do ano. A dra. Regina desdobra-se em justificações, tentando justificar o injustificável.
ResponderEliminarQuem é a Dra. Regina? Onde estão essas justificações? Obrigado desde já.
ResponderEliminarMas você tá a gozar então o exame é em casa certo?? Arranje o chatgpt ou o copilot que lhe faz o exame...
ResponderEliminarFale com.um.amigo ou familiar que tenha computador e ele ao seu lado vai mostrando as respostas certas..
Mas cuidado para a câmara não ver o seu familiar...
Certamente tira 100 por cento...
Sim, que é a Drª. Regina?
ResponderEliminarMeu caro, não se preocupe.
ResponderEliminarSe tiver o curso do IEFP a entrada é garantida.
Cumps.
Nascimento, peça provas para o nosso e-mail geral:
ResponderEliminarOJ@sapo.pt
é garantida? Então com a licenciatura também é?
ResponderEliminarBoa tarde, já enviei
ResponderEliminarOk. Aguarde pela resposta.
ResponderEliminarEste oficial de justiça Tb já enerva qual é a lógica de dar exames se o exame será feito em casa e poderá ser efetuado pela inteligência artificial...
ResponderEliminarEu também já vi ..e não é dra Regina é dra Josefina..
ResponderEliminarA comunicação dela é excelente..estamos safos.
Não ligue que por aqui andam sempre umas ovelhas negras residentes, a denegrir a imagem da carreira.
ResponderEliminarBoa sorte para a prova.
A Colega Regina é do melhor que ainda vai existindo no SFJ. Não tem qualquer receio, ao contrário de outros, em dar a cara pelo SFJ e sempre de acordo com as suas convicções e interesses dos Oficiais de Justiça. Quem vai acompanhando com alguma proximidade, sabe que ela não anda a reboque de tachos e confirmamos. Perguntem a quem esteve presente nos últimos conselhos nacionais e congresso a posição corajosa que assumiu. Um obrigado à Regina pela sua frontalidade e espera-se, para bem da classe, que um dia possas tomar o leme. Tens o apoio de muitos Oficiais de Justiça.
ResponderEliminarMas k diabo é essa Regina que comunicação ela fez?? Podem meter aqui?
ResponderEliminarTudo treta!
ResponderEliminarAinda estamos à espera do Almeida com os esclarecimentos do que se passou na reunião da fesap e outros com o governo. Ninguém lhe exige esclarecimentos? Que tristeza! Isso sim, uma grande treta.
ResponderEliminarNa minha opinião, não deveria ficar nem 1 dos que lá estão agora.
ResponderEliminarReciclagem total de forma de pensar e agir .
Sangue novo precisa-se.
Essa Regina conheço, estimo e admiro. Teve uma intervenção no congresso muito boa, a única das estruturas que deu a cara para criticar uma medida proposta pelo SFJ.
ResponderEliminarÉ gente boa. Gostava de ouvir o que ela disse
E a intervenção foi escrita por quem? Pelo Fernando Jorge?
ResponderEliminarConcordo, mas a pessoa de que se fala também encarna esse espírito de mudança, digo eu. O problema estará na grande maioria que só pensa em permanecer na estrutura, de preferência, a tempo inteiro pois trabalhar nos tribunais dá muito trabalho e o sindicato dá dinheiro extra e disponibilidade para muitas outras coisas. Já há muito tempo que é assim mas os associados com responsabilidades só querem é umas reuniões com almoços, jantares e dormidas pagas e confraternização. Mas esta realidade não é só do sfj, pois no soj também se verifica a necessidade de mudança, a não ser que o nosso colega que organizou a iniciativa do jic do porto e que pertence a esse sindicato não tenha a coragem e o arrojo de perceber e sentir essa tal reciclagem...e que aja em conformidade.
ResponderEliminarNão. Foi pelo Carlos Almeida, enquanto estava preso no elevador.
ResponderEliminarNão precisa que ninguém lhe escreva nada. Sabe pensar por si, pensa fora da caixa quando é necessário. As opiniões são dela
ResponderEliminarMuito gostaria de a ver noutros patamares representativos. Já outro galo tinha cantado.
Para essa mudança eu votava.
Se é licenciado terá mais dificuldades.
ResponderEliminarNo entanto não perca a esperança!
Mas afinal quem é a Rosalina?
ResponderEliminarnão estou a entender. Porquê mais dificuldades?
ResponderEliminarTanta crítica!!!!! Estou admirado!!!!!!!
ResponderEliminarTemos um homem ao leme que fala bem, escreve melhor, relaciona-se com os supra sumo. É recebido por ministras e secretárias de estado. Tira fotografias com elas, até se apresentando muito bem, gravatinha e tudo.
Agora os labregos da classe que não têm tais dons nem conhecimentos, aparecem a criticar. Quem são eles para criticar?
Quem é o Sr. Presidente da República comparado com o homem do leme, para dizer que a luta deve seguir para um lado, quando o homem do leme diz que é para o outro?
Regina ao comando, já, eu voto.