Manifs de Hoje 28F: Porto-Manhã e Lisboa-Tarde; porque é possível uma vida melhor
Hoje é dia de manifestação nacional contra o "Pacote Laboral" do Governo. De manhã, pelas 10H30, no Porto (Praça da República/Avenida dos Aliados) e à tarde, pelas 14H30, em Lisboa (Cais do Sodré/Rossio).
Esta manifestação nacional é convocada pela CGTP que usa o "slogan": “É possível uma vida melhor” e alega, em síntese, o seguinte:
«O Governo tem em marcha um ataque que visa aumentar a exploração e as desigualdades. O Pacote laboral é o instrumento para atingir esses objetivos. A receita é sempre a mesma: reduzir os salários e fragilizar os direitos dos Trabalhadores.»
Apesar de esta central sindical não ser convidada a participar das reuniões com o Governo e com os representantes das entidades patronais, na semana passada remeteu ao Primeiro-Ministro a sua posição sobre o Pacote Laboral, posição esta, cujo conteúdo a seguir vai reproduzida.
«As relações no mundo do trabalho têm sofrido ao longo dos anos um conjunto de alterações que, de forma consecutiva, se tem caracterizado por recuos e fragilização dos direitos dos trabalhadores.
É por demais evidente que as opções políticas que têm sido seguidas não têm trazido para os trabalhadores aquilo que se espera de uma sociedade avançada, nem promovido o desenvolvimento do país. Bem pelo contrário.
Em 4,5 milhões de trabalhadores existem já hoje cerca de 2 milhões com horários de trabalho desregulados, trabalham aos sábados, domingos feriados, trabalho por turnos e noturno; 1,3 milhões de trabalhadores têm vínculos de trabalho precário, o que faz de Portugal dos países da UE onde o recurso a este tipo de vínculo mais se faz notar; a contratação coletiva está cada vez mais fragilizada e o número de trabalhadores com salários atualizados fruto da sua revisão é reduzido (menos de 1 em cada 5), conduzindo à realidade dos baixos salários. Isto num país onde o custo de vida não para de aumentar.
A fixação do Governo de insistir em levar por diante esta revisão da legislação laboral, que não encontra na sociedade e nos trabalhadores respaldo para a mesma, demonstra, não uma necessidade, não uma legitimidade, mas sim um retrocesso que os trabalhadores recusaram na grande Greve Geral realizada no passado dia 11 de dezembro e na entrega ao Primeiro-ministro de mais de 192 mil assinaturas de rejeição a este pacote laboral.
Ao contrário do que tem sido dito vezes sem conta pelo governo, outro caminho, outro rumo, é possível para o país e para os trabalhadores. A CGTP-IN apresentou, por mais que uma vez, um conjunto de propostas de revisão da atual legislação laboral que permitem, essas sim, avanços significativos para quem trabalha e procura a estabilidade necessária para construir uma vida com futuro e para o desenvolvimento do País.
Nesse sentido, reafirmamos propostas e soluções numa perspetiva de valorização, de avanços e de respostas aos problemas concretos dos trabalhadores, as exigências necessárias para romper com este caminho de degradação e de retrocesso que este pacote laboral significa.
Pelo direito à negociação e contratação coletiva livres de chantagem:
– A revogação do regime da caducidade e sobrevigência da contratação coletiva e
– A consagração em toda a sua plenitude do princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador.
Para garantir o pleno exercício da democracia, fazer repercutir os avanços da ciência na vida dos trabalhadores e aumentar as condições do direito ao descanso:
– Garantir o direito de livre e pleno exercício de atividade sindical nas empresas e em todos os locais de trabalho;
– Regular a introdução de algoritmos e outros sistemas de inteligência artificial nos processos de recrutamento, de avaliação e controlo da atividade profissional e na organização do trabalho;
– Reduzir o período normal de trabalho para as 35 horas semanais sem perda de retribuição, para todos os trabalhadores e
– Consagrar 25 dias úteis de férias remuneradas para todos os trabalhadores, sem qualquer condicionalismo.
Para acabar com a desregulação dos horários de trabalho, que impossibilitam uma efetiva conciliação entre vida profissional e vida familiar e pessoal:
– Revogar os regimes de adaptabilidade e de bancos de horas;
– Alargar o regime de horário flexível de trabalhadores com responsabilidades familiares previsto no Código do Trabalho, abrangendo os que têm filhos até 16 anos de idade e os cuidadores informais;
– Dispensar da prestação de trabalho suplementar os trabalhadores com filhos menores até 12 anos ou, independentemente da idade, com deficiência ou doença crónica, bem os trabalhadores cuidadores informais;
– Limitar os regimes de trabalho noturno, de trabalho por turnos e de laboração contínua a atividades caracterizadas pela real e efetiva necessidade de assegurar a continuidade do serviço ou produção e
– Alterar os regimes da prestação de trabalho noturno e trabalho por turnos.
No quadro do combate à precariedade dos vínculos laborais:
– Revogar o período experimental de 180 dias na contratação por tempo indeterminado de jovens à procura do primeiro emprego e desempregados de longa duração, prevendo um período experimental de 90 dias para a generalidade dos trabalhadores;
– Limitar os motivos justificativos da celebração de contratos a termo às situações de substituição de trabalhadores temporariamente impedidos de prestar atividade e a situações de acréscimo de atividade;
– Revogar os regimes dos contratos de trabalho de muito curta duração;
– Limitar a possibilidades de celebração de contratos de utilização de trabalho temporário aos mesmos motivos que justificam a contratação a termo e sujeitá-los ao mesmo regime;
– Aplicar aos trabalhadores independentes em situação de dependência económica todas as normas legais aplicáveis aos trabalhadores por conta de outrem;
– Alterar as normas legais aplicáveis ao trabalho nas plataformas digitais e
– Garantir o respeito integral dos direitos dos trabalhadores em teletrabalho.
Quanto ao enquadramento da prestação de trabalho suplementar:
– Aumentar o valor do acréscimo remuneratório por prestação de trabalho suplementar.
No que concerne à compensação da cessação de contrato de trabalho:
– Alterar o regime de compensação da cessação de contrato de trabalho por causas objetivas (despedimento coletivo, por extinção do posto de trabalho e por inadaptação), estabelecendo o valor da compensação em 30 dias de retribuição base e diuturnidades por cada ano de antiguidade.
Este conjunto de propostas cujo conteúdo, amplitude e justificação, podem ser vistos no documento em anexo, têm sido reiteradamente apresentadas pela CGTP-IN. Agora as reafirmamos para a discussão a que o Governo tem fugido. O Governo esforça-se para que não se fale destas propostas na tentativa de centralizar a discussão na apresentação de uma proposta de retrocesso que é a continuidade do caminho que nos trouxe até aqui, de retirada de direitos e fragilização das relações de trabalho, sempre a favor dos patrões.
A CGTP-IN entende que sim, que se deve proceder a alterações na legislação laboral, mas alterações essas que permitam a melhoria das condições de vida e de trabalho e não o seu contrário, que permitam o desenvolvimento do País e não o seu atrofiamento.
Como sempre, estamos disponíveis para trilhar este caminho e discutir com o governo esses avanços.
Da nossa parte iremos continuar a informar, esclarecer e a mobilizar os trabalhadores para a resposta necessária. A retirada deste pacote laboral que os trabalhadores rejeitaram. Foi isso que os trabalhadores exigiram na Greve Geral do passado mês de dezembro e é isso que irão continuar a exigir já no próximo dia 28 de fevereiro na Manifestação Contra o Pacote Laboral.»

Fonte: "CGTP".
Queixam-se de tudo.
ResponderEliminarAgora é o assédio.
Então quiseram o acordo, acabaram com as categorias, acabaram as promoções, acabaram com as adjuntivites, o ninguém fica para trás, o grau 3 para todos e agora queixam-se de assédio?????
Cosam-se todos.
É bem feito!!!
E a seguir vão mamar com o SIADAP para aprenderem!!!
Só agora é que deram conta que vão fazer actas e juntar papéis a vossa vida toda????
Pensavam que agora iam ser tratados por doutores e iam dar despachos!!!!
BEM FEITO, CRL!!!
AGORAM COMAM O GRAU 3 GUISADO COM BATATAS!!!
A reforma do trabalho, que este governo quer impor aos trabalhadores é um espelho deste governo.
ResponderEliminarARROGÂNCIA E IMCOMPETÊNCIA.
Quando, o Passos Coelho, passou a ser um feroz crítico deste governo, está tudo dito.
A mando de que interesses obscuros é que o governo insiste nestas alterações laborais? Quando a maioria dos empresários já disseram que não eram necessárias e que até existia um clima de paz!!
ResponderEliminarGovernantes de merda!
Vendidos a interesses obscuros que não querem paz social, está visto!
Cabroes!
ResponderEliminarPara quem votou nestes e outros que tais governantes, perguntem o porquê de na campanha eleitoral não terem dito que era intenção fazer estas alterações???
Mentirosos!!!!
É por estas e por outras trafulhices que votarei sempre CHEGA
E não venham com a ladainha de democracia em perigo.
Cansei dos mentirosos e trapaceiros de sempre
Chega
O costa abandonou à 1a oportunidade
ResponderEliminarTudo merda
Ora aí está!
ResponderEliminarCerteiro!
Cansaste dos mentirosos? E votas no chega? O problema dos Oficiais de justiça é, na sua maioria, ser integrada por gente que nem sequer conhece a razão de ser da sua profissão. Daí a insistência, como acontece nos países do 1° mundo, na necessidade de formação superior para ser Oficial de Justiça. Não confundir com funcionário judicial.
ResponderEliminarEstes jovens que agora entram a maioria não sairão da cepa torta ! Tb a maioria está sempre á espera do dia 21 ! Trabalhar ? Queriam o grau 3? Terão um aumento percentual anual de cerca de 2% e esperem 8 anos para subir de escalão! Terão que ser lambe botas, pois é o problema das quotas . É o SIADAP amigos !
ResponderEliminarConcordo. Siadap uma grande merd .só os graxas é que vão dar-se bem com este sistema.
ResponderEliminarUiaiui
ResponderEliminarFuncionário superior
Uiaii
Vai dar banho aos porcos e lava-te na mesma água querida