O louvor coletivo dado a Oficiais de Justiça que estes gostariam de replicar para os seus representantes sindicais e governamentais
Foi há dias publicado em Diário da República um louvor coletivo a todos os Funcionários do Tribunal da Relação de Guimarães.
Destacamos este
louvor por ser coletivo e não individual, como é mais comum, normalmente restrito
a Oficiais de Justiça concretos por terem maior ligação ao emitente do louvor.
Os louvores
coletivos são raros, mas não errados. Quando o louvor é restrito a determinado
Oficial de Justiça ou a alguns poucos, é assim porque o emitente do louvor só
conhece, ou conhece melhor, esses e não todos, pelo que faz sentido que sejam
louvados aqueles e só aqueles cujo trabalho é reconhecido pelo emitente do
louvor e não o resto do mundo.
No caso desta
publicação em Diário da República, o emitente do louvor é o presidente cessante
do Tribunal da Relação de Guimarães e, como tal, na qualidade de presidente,
deve conhecer todos os que trabalham naquele tribunal. Por isso, porque não é o
juiz de uma secção concreta, mas é o presidente da globalidade do tribunal, a
sua apreciação geral faz todo o sentido.
Lê-se assim no
louvor:
«No termo do meu
mandato de Presidente do Tribunal da Relação de Guimarães, apraz-me dar público
e reconhecido louvor a todos os Senhores Funcionários pelo modo sempre
empenhado, competente, pronto e atento como cumpriram os seus deveres
profissionais, num registo de extraordinária capacidade de diálogo,
cordialidade, educação e trato humano, a par da lealdade, integridade e
discrição com que desempenham as suas funções, numa colaboração inexcedível com
todos os Senhores Magistrados, prestando um contributo de grande relevo para o
prestígio e bom funcionamento deste Tribunal.»
Convém realçar
ainda um aspeto importante: este louvor, para além da particularidade referida de
ser coletivo, tem ainda outra característica diferenciadora: não se refere a
determinado ato ou conjunto de atos em relação ao desempenho de Oficiais de
Justiça, por exemplo, em megaprocessos ou processos de maior complexidade, mas
trata-se de um louvor que abarca o desempenho dos Oficiais de Justiça durante
todos os dias em todos os atos quotidianos, normais e excecionais, ao longo dos
anos. O presidente cessante exerceu o cargo durante 5 anos, mas já exercia
funções nesse tribunal antes, pelo que o seu conhecimento dos Oficiais de
Justiça que ali exercem funções não é de agora.
Assim, a
apreciação do presidente do referido tribunal contém esta dimensão maior, mais
ampla, mais abrangente, não limitada a uma ocasião, mas a todas as ocasiões, ao
quotidiano e este quotidiano contém uma atitude dos Oficiais de Justiça que,
como fez constar, prestam “um contributo de grande relevo para o prestígio e
bom funcionamento deste Tribunal” e, por conseguinte, consideramos nós, também para
a justiça em geral e não só para esse concreto tribunal.
Os Oficiais de
Justiça do tribunal em apreço são iguais a todos os demais que exercem funções
pelo país fora – salvo as exceções que confirmam a regra – pelo que as mesmas
palavras se poderiam aplicar à generalidade dos Oficiais de Justiça, apesar das
contrariedades da carreira em confronto permanente com o Governo, sem descanso,
sem paz e, ainda assim, apesar de tudo, como diz o presidente cessante,
desempenham as funções de um “modo sempre empenhado, competente, pronto e
atento” e cumprem “os seus deveres profissionais, num registo de extraordinária
capacidade de diálogo, cordialidade, educação e trato humano, a par da
lealdade, integridade e discrição com que desempenham as suas funções, numa
colaboração inexcedível”.
Não são palavras
ocas, são palavras preenchidas com o dia-a-dia, plenas e com peso, pese embora
todas as contrariedades vividas quotidianamente.
Por incrível que
pareça há Oficiais de Justiça assim, autênticos super-heróis que, apesar de
tudo o que têm contra si, que é bastante e há tantos anos, ainda assim, mantêm essa
atitude fantástica de enobrecer o seu trabalho, dignificar a carreira e honrar
a justiça.
Por isso este
louvor é tão adequado, porque faz justiça àqueles Oficiais de Justiça e,
nesses, todos os demais se reveem. E é isto que falta a muitas outras pessoas;
falta ver este trabalho dos Oficiais de Justiça e falta que tenham idêntica atitude
dignificadora das suas próprias atribuições.
Muito gostariam
os Oficiais de Justiça de poder, um dia destes, escrever as mesmas palavras, ou
palavras semelhantes, louvando os seus representantes – os sindicais e os
governamentais – pelo seu extraordinário esforço em honrar a carreira.
Muito gostariam os
Oficiais de Justiça de poder dizer o mesmo de todos aqueles que se sentam à
mesa das negociações, propondo e aceitando as alterações à vida dos Oficiais de
Justiça, sem que tais alterações aportassem qualquer tipo de dano e de perda e comprovando-se
que quando tal sucede, seja por erro, por desconhecimento, ou por incapacidade,
fosse possível corrigir tais erros, porque sempre que se considera que a
carreira não pode cair mais, que mais estrago não é possível, acaba-se sempre
comprovando que, afinal, é sempre possível deteriorar ainda mais, isto é, cavar
mais fundo.
Fonte: “Diário da República – Louvor TRG”.
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Louvores servem parta quê??????????
ResponderEliminarLouvou justo pelo colectivo. Juiz Humanista.
ResponderEliminarQuanto aos sindicatos dgaj e mj ficarão na história pelos motivos que se sabem
Louvor só aceito como pagamento do ROUBO de 2001 a 2005
ResponderEliminarAté lá limpo o cu em bom português a essa merda toda
Sim, ladroagem
Desejo-vos uma tarde recheada de reflexões!!
ResponderEliminarAté logo.
Ò Oficiais de Justiça nobres, elevem-se e curvem-se perante apreciações, recebam a "palmadinha nas costas", porque remuneração condigna, NUNCA A RECEBERÃO!
ResponderEliminar"Com papas e bolos se enganam os tolos"
ResponderEliminarO SOJ no seu comunicado diz "PS: Depois de muito ponderar, o SOJ entendeu separar esta matéria – informação sobre a reunião -, dos esclarecimentos que terão de ser prestados, publicamente – em nome da decência e da verdade -, perante comunicado exarado por outra entidade sindical. Esses esclarecimentos serão apresentados na próxima semana, para que todos os possam analisar, com tempo e devidamente.". Ainda vai reproduzir um comunicado que emitiu há uns meses atrás, reservado aos associados, em que falava de posições do Marçal nas reuniões com o MJ. Se é para apurar a verdade, venha ela, doa a quem doer.
ResponderEliminarQuero lá saber de louvores
ResponderEliminarFartei-me de trabalhar que nem um cão para ter os processos urgentes e presos durante anos e nem uma medalha de cortiça para não afundar me deram
Quero é que paguem condignamente e tratem os profissionais que asseguram esta palhaçada com dignidade, começando pelas chefias, magistrados DG e sucessivos governos
Há dinheiro para tudo menos para os oficiais de justiça
Metam os louvores onde o sol não brilha
Louvores não pagam as contas. Safodam.
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