A Figura Imprescindível
Hoje vamos recuar no tempo, mas não muito, apenas 5 anos, para verificar se, entretanto, nestes últimos cinco anos há motivo para afirmar que aquilo que o Juiz Conselheiro Álvaro Rodrigues então afirmava está desatualizado, isto é, que não tem atualidade alguma, tanto mais que, nos últimos 5 anos houve até uma reorganização judiciária que tudo mudou no sistema de justiça.
Mas será que houve mesmo mudança?
Dizia assim o referido Juiz Conselheiro:
«Muito se tem dito e escrito sobre a Justiça em Portugal e seus problemas. São diagnosticadas mazelas, sugeridas terapêuticas e paliativos, alvitradas alterações quanto à formação dos Magistrados, gizados esboços mais ou menos criativos e filosóficos do perfil do Juiz para os nossos dias, enfim, muitos são os que se sentem legitimados a perorar sobre o tema e a prescrever panaceias e mezinhas com vista a melhorar o estado das coisas.
Pouco ou nada se tem dito dessa figura imprescindível que é a do Oficial de Justiça, sem a qual todo o serviço judicial quedaria inerte e, por melhor e mais dotado que fosse o Magistrado, pouco ou nada valeria se não se lograsse dar andamento aos processos judiciais ou cumprir as decisões dos Juízes.
É tempo de pensar também nos Oficiais de Justiça, a quem todos os profissionais do foro reconhecem a louvável dedicação e até a sua não rara abnegação, frequentemente evidenciada, mas, quantas vezes, incompreendida.
É tempo de investir na sua formação e nas condições do seu desempenho, mas, principalmente, é tempo de se lhes dirigir palavras de estímulo e sincero reconhecimento, nestes áridos tempos de desalento generalizado.»
Artigo subscrito por Álvaro Rodrigues (Juiz Conselheiro), publicado no Correio da Manhã de 10-12-2011.
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