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Que tipo de greve quer agora?

      O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) está à procura de ideias para a realização de uma greve depois das férias de verão. Para o efeito, colocou na Internet um questionário para que cada um se possa pronunciar sobre algumas das opções, com respostas simples (sim ou não).


      As opções são poucas e as questões são apenas meia-dúzia e são as seguintes:


      .1. Concorda com a marcação de uma greve, em que estarão em greve duas comarcas (em média) por dia, sucessivamente?


      .2. Concorda com a marcação de uma greve, em que estarão em greve duas comarcas por dia (em média), sucessivamente, e, para além disso, realizar concentrações à porta de um tribunal (local a designar) de cada uma das comarcas em greve?


      .3. Concorda com a marcação de uma greve diária a decorrer durante os períodos compreendidos entre as 00:00-11:00; 12:30-13:30 e 17:00-24:00?


      .4. Concorda com a realização de uma greve de cinco dias?


      .5. Concorda com a realização de um Plenário Nacional de Trabalhadores em frente ao Ministério da Justiça, com disponibilização de transporte por parte do SFJ?


      .6. Se respondeu Sim à questão anterior, pretende participar no referido plenário?


      O SFJ justifica este questionário dizendo o seguinte:


      «O efetivo processo negocial do Estatuto socioprofissional, nomeadamente no que concerne ao regime de aposentação, vínculo de nomeação e modelo de avaliação, bem como a negociação similar referente à recomposição da carreira (“descongelamento”), suspenso pela tutela, antevê-se muito complexo e difícil.»


      Em face deste prognóstico de dificuldade e complexidade, o SFJ pretende auscultar todos os Oficiais de Justiça no sentido de se definir a melhor estratégia a adotar.


      «Este é, uma vez mais, o momento de demonstrarmos a nossa união em prol de uma carreira digna e prestigiante. Assim, e caso não vejamos satisfeitas as nossas pretensões até ao início de setembro, iremos fazer uso de um conjunto de ações de luta.»


      O SFJ já não acredita nas negociações. A este propósito, Carlos Almeida, presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) dizia recentemente à comunicação social o seguinte:


      «Aquilo que a nós nos preocupa é se há efetivamente uma negociação ou não, porque quando se diz reatar fica sempre a convicção de que o que houve para trás é uma negociação; aquilo que houve para trás é uma encenação.» E acrescentamos nós: uma boa encenação, tão boa que iludiu durante muito tempo muitos Oficiais de Justiça e até o SFJ que só mais tarde, quando se apercebeu da ilusão, acabou por marcar a greve dos três dias.


      A situação atual foi muito prejudicada pela ilusão/encenação e pelo permanente adiar de tomadas de posição com a determinação e firmeza que se impunha há muito e, por isso, hoje, todos têm vontade de responder a todas as seis questões colocadas com a mesma resposta: Sim, Sim, Sim, Sim, Sim e Sim!


      Pode aceder ao referido questionário através da seguinte hiperligação: “Questionário-SFJ” e responder; nós já respondemos. Já agora, optamos por responder afirmativamente apenas às questões 3 e 4, e isto porque as opções 1 e 2 já foram antes mais ou menos assim usadas, aquando da greve de uma comarca em cada dia do mês, e a opção 6 tradicionalmente não obtém uma grande adesão.


      Claro que outras opções e ajustes poderiam ser propostos mas estas são as questões e as respostas possíveis são apenas duas: ou sim ou não, nada mais.


Questionario.jpg

Comentários

  1. Falta a opção de greve às terças e quintas.
    Sem serviços mínimos.
    Possibilidade de portas fechadas.

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    Respostas
    1. Mas acabavam por ser marcados serviços mínimos como sempre tem acontecido, porque a última greve sem serviços mínimos foi uma excepção porque falhou qualquer coisa.

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    2. É um precedente criado pela tutela. Tem de arcar com as responsabilidades do mesmo.

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    3. Nove anos de congelamento equivale a 3 escalões. Devemos ser todos unidos, aderindo massivamente a futuras lutas a encetar pelos Sindicatos, em ordem à reposição daqueles 3 escalões remuneratórios aos Oficiais de Justiça. Pois, é de longe preferível, esta recuperação de tempo, com reflexo muito significativo no aumento salarial, do que beneficiar dos aumentos gerais para a função pública, decretados anualmente, em valores de de 1 ou 2%.

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  2. As opções são poucas e muitas delas já testadas sem resultados.
    Penso que a proposta mais interessante é a do ponto 1 conjugada com a do ponto 4,mas com uma formulação diferente, de forma a ser menos onerosa para os funcionários aderentes, ou seja:
    Por dia e sucessivamente
    1 dia de greve geral de todos os oficiais de justiça;
    1 dia de greve dos oficiais de justiça de todos os Tribunais Administrativos e Fiscais ( da 1º instância);
    1 dia de greve de todos os oficiais de justiça dos Tribunais de Comarca (1º instância);
    1 dia de greve de todos oficiais de Justiças dos Tribunais Superiores (STJ, STA,Tribunais da Relação e Tribunais Centrais Administrativos) ;
    E por fim, 1 dia de greve geral de todos os oficiais de justiça.
    A greve seria de cinco dias mas cada funcionário aderente apenas fazia de três dias de greve.

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