A habituação oca com eco
Depois da reunião dos sindicatos com o Governo na passada segunda-feira, 20JUL, esperaram, mais uma vez, os Oficiais de Justiça, como sempre com fé, por algo palpável que pudesse sair daquela reunião.
Ontem à noite, o
Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) publicou uma informação sindical
sobre a reunião, onde nada de concreto consta para a carreira.
Num longo relato
do que se diz que se disse e do que se deseja, a conclusão, a final, continua a
ser a mesma de sempre: desde logo uma nova reunião marcada para a próxima
semana: 29JUL e depois o habitual chorrilho de invectivas tipo “agarrem-me senão
vou-me a eles!”.
De acordo com o
relato do SFJ a reunião revela-se como algo completamente inútil e mantém o
engonhanço habitual do Governo que vem sendo permitido pelos dois sindicatos.
A novidade do
relato nesta última informação sindical do SFJ já não é o palavreado de confronto
com o Governo, mas agora introduz o confronto com o outro sindicato, com o SOJ.
De resto, não há
nada mais de relevo que resulte da informação sindical do SFJ. Até à hora de
fecho desta edição, o SOJ ainda não havia divulgado publicamente nenhuma
informação, apenas comunicou com os seus associados, comunicação essa onde também
nada de palpável consta.
Assim, quem
quiser ler a lista de desejos do SFJ, a contestação ao SOJ e as ameaças ao
Governo, relegadas para setembro, pode aceder diretamente à informação sindical
através da seguinte hiperligação: “SFJ-Info-21JUL2026”.
A informação sindical do SFJ termina assim:
«Nenhum sindicato pode ficar “de mãos
atadas” perante o que lhe é imposto e perante um arrastar de reuniões sem
qualquer resultado plausível.
Após esta tomada de posição, ficou
agendada a continuação da reunião para o próximo dia 29 de julho de 2026, para
apresentação, pelo Governo, de um projeto sobre avaliação e mérito.
Aguardamos de boa-fé. Contudo se nessa
data, o Governo não começar a discutir a avaliação dos oficiais de justiça ou
outras questões que importam abordar como reposicionamentos remuneratórios e
progressões, como reivindicado pelo SFJ, o SFJ avança para a LUTA!
O SFJ não abandona os seus!
JUNTOS. UNIDOS. MAIS FORTES!»
E pronto e é só isto.
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Mais uma volta, mais uma viagem!!!!
ResponderEliminarQuase um terço do comunicado teve um destinatário (SOJ), que não os OJ nem o Governo. Este último, por sua vez terá afirmado que “a questão dos reposicionamentos remuneratórios está encerrada desde o acordo de 26 de fevereiro de 2025”. Resumindo, o SFJ, para além de se andar a “cansar” na guerrilha com o SOJ, apenas conseguiu transmitir aos oficiais de justiça que a batalha principal já não é a execução do acórdão do Tribunal Constitucional, mas sim e também, a correção das injustiças remuneratórias criadas pela transição para o novo regime e a continuação da revisão do Estatuto dos Funcionários Judiciais. Pelo andar da "carruagem", lá para 2036; 2037; 2038.... a correr bem, teremos a situação resolvida, ou não!!!
Ontem à noite, os idiotas úteis do sindicato estavam todos no grupo do WhatsApp a defecar explicações que já ninguém leva a sério. Só faltava lá o das reflexões!
ResponderEliminar"Boa-fé" travestida de covardia e subserviência. Quanto ao outro sindicato, as suas (in)ações falam por si. Haja quem queira ver. Neste momento o maior problema dos OJ é a sua representação sindical e não a complexidade das matérias por resolver.
ResponderEliminarUma vergonha. Falta de profissionalismo. Desrespeito por quem espera por comunicações sérias e elucidativas.
ResponderEliminarÉ completamente inadmissível virem com a informação de que o governo entregou uma proposta e a mesma não seja partilhada, de imediato, com toda a classe!!
ResponderEliminarComo disseram já aqui, um dos maiores problemas da classe neste momento é a sua representação sindical (ou a falta dela)...
ResponderEliminarSerá que já deixaram cair os 7 anos de congelamento, que correspondem a 2 escalões (mais de 300 euros mensais)? É absolutamente incrível a inoperância- é quase criminoso!
ResponderEliminarA confirmar-se, a postura do SOJ é inadmissível. Esperemos pela resposta do Carlos Almeida.
ResponderEliminarTodos criticam mas não levantam uma palha. Mexam-se candidatem-se ao sindicato ou criem outro. Treinadores de bancada não faltam aqui
ResponderEliminarÉ inacreditável que o foco do problema é o outro sindicato e a malta alinha na conversa.
ResponderEliminarNeste momento, não consigo perceber qual é o caminho que o maior sindicato quer seguir.
Nem sei o que está em causa nem o que está por resolver. A mixórdia já é tanta que duvido que alguém saiba o que é preciso resolver e o que se pretende para o futuro.
Uma coisa é certa, mesmo a serem comidos de cebolada, não saiem das reuniões de conversa fiada.
Que os sócios nunca deixem de pagar as quotas.
O SOJ divulgou hoje um segundo e-mail - muito duro - pelos seus associados, onde explica aquilo que se passa nas reuniões por parte dos elementos do SFJ e desmente tudo o que o SFJ comunicou ontem. Prometeu fazer comunicado. O que o SOJ comunicou é muito grave, esperemos que torne tudo público, por uma questão de justiça e de verdade.
ResponderEliminarVou aguardar no WhatsApp pelos comentários dos idiotas úteis do sindicato...
EliminarVamos ver o que eles hoje vão dizer.
Hoje estão muito sossegados mas ... Aguardemos.
O programa "Isto é Gozar com quem trabalha" alimenta-se das trapalhadas dos nossos politicos.
ResponderEliminarEste "blogue", infelizmente para nós, alimenta-se das trapalhadas (estou a ser muito bonzinho) dos nossos sindicatos.
Não fale no plural, faxabôr!!!
EliminarO Carlos Almeida e a Regina Soares já se conhecem há décadas.
ResponderEliminarMas o devir parece que os vai tolhendo.
Ou é a idade e a consciência de que nada vão fazer pelos colegas, a não ser o malfadado acordo.
Acordem e vejam quem põe gasolina na fogueira.
Dividir para reinar é o que eles querem e quanto mais descrença em ambos melhor para quem?
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EliminarREGINA LIGA PARA O 112
Deixa arder que o meu pai é bombeiro.
O governo está a conseguir o que sempre quis, colocar as estruturas sindicais em desacordo e assim é mais fácil alcançar os seus objectivos alegando que não há consenso entre os próprios sindicatos. Isto já aconteceu anteriormente. E sobre os eventuais nada, ou praticamente nada. É dinheiro que lhes pertence que a entidade patronal retemsem justificação.
ResponderEliminarBem que estou a dias de me ir embora ! Arrependido muito arrependido de ter optado por esta profissão que caíu na lama e livrar me destes sindicatos de meia tijela . Ponham os olhos noutras carreiras da função pública que tenham a mesma complexidade que a nossa e vejam o que conseguiram ! Somos mesmo uns bananas !
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