O mundo secreto dos aventais está em alvoroço
O poder oculto da maçonaria que, através dos seus membros, influencia e decide muitos dos aspetos das nossas vidas, acaba de ser posto em causa, devido a uma decisão de um tribunal.
A sociedade
secreta, com o seu próprio governo, parlamento e tribunal, nunca deixou
transpirar para fora nenhum dos assuntos tratados pelos seus membros, onde se
encontram inúmeras individualidades com poder de decisão e intervenção na
sociedade, como governantes, juízes, etc., desta forma exercendo o seu poder
oculto e de modelagem da sociedade de acordo com os interesses pessoais dos
seus membros.
O jornal O Sol,
relata assim o acontecimento:
“A mais antiga e
poderosa obediência maçónica do país está em choque com uma decisão inédita do
Tribunal da Relação de Lisboa que põe em risco o segredo do que se passa dentro
da organização. O grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), Fernando Cabecinha,
vai convocar todos os órgãos maçónicos para decidir o que fazer perante o risco
de tudo o que se passa dentro do palácio maçónico ser escrutinado pelo ‘mundo
profano’.
Em causa está um
processo que foi colocado na justiça por cinco maçons que foram expulsos do
GOL. Num acórdão do dia 7 deste mês de julho, três juízas da Relação de Lisboa
consideraram que, mesmo não tendo personalidade jurídica, o GOL vai ter de se
sentar no banco dos réus por ter «personalidade judiciária». E vai ter de
revelar o que até agora se passava na obediência à porta fechada.
O julgamento
está marcado para setembro e pode resultar na anulação de uma sanção aplicada
pelo tribunal maçónico.
Esta decisão de
sentar o GOL no banco dos réus «nunca ocorreu em 225 anos de vida» da instituição,
segundo vários maçons ouvidos pelo Sol. E todos receiam agora que coloque em
causa a forma de funcionar da maçonaria, que tem vivido com as suas regras
internas à margem do ‘mundo profano’, com tribunais e leis próprias, um
parlamento, várias lojas a funcionar em templos e até nomes secretos, sem terem
de prestar contas ao exterior sobre o que ali se passa.
“Agora, as
portas do GOL foram abertas e tudo vai deixar de ser discreto como foi em mais
de 200 anos”, diz um maçon ao Sol, explicando que qualquer ato, decisão ou
sanção interna correm o risco de vir a ser contestados nos tribunais civis,
pondo a claro tudo o que sucede no seio da obediência maçónica.
Ao Sol, o
grão-mestre Fernando Cabecinha apenas refere que não se pronuncia «enquanto o
processo estiver a decorrer». Mas o Sol sabe que a decisão apanhou o líder e
todos os maçons de surpresa. Uma vez que o palácio do GOL e todo o seu
funcionamento encerra durante o mês de agosto, Fernando Cabecinha irá convocar
logo para o início de setembro os maçons que ocupam alguns dos cargos mais
importantes, seja de natureza consultiva, judicial ou executiva. O objetivo é
decidir a atitude a tomar pelo GOL, seja por via judicial ou outra.
Até agora,
sempre que existia algum problema, a cara visível da organização era uma
associação sem fins lucrativos chamada Grémio Lusitano. Essa associação tem
personalidade jurídica e uma escritura pública, mas gere apenas o património
dos maçons. Tudo o resto – as reuniões e rituais secretos, o parlamento
maçónico, os tribunais maçónicos, as normas de ação e eleição dos líderes da
obediência – funcionam sob alçada do GOL. No entanto, o acórdão da Relação
alega que de acordo com os maçons expulsos, «o Grémio Lusitano funciona como
carapaça do GOL».
«Com este
acórdão, vamos poder ser escrutinados fora da maçonaria», sublinha outro maçon,
garantindo que há até quem tenha receio de que os nomes verdadeiros dos maçons
venham a ser revelados.
Este caso
começou depois de vários maçons da loja Egrégora, que funcionava em Coimbra,
terem sido expulsos do GOL em 2023. Isto porque internamente foram acusados,
pelo Grande Tribunal Maçónico, «de tráfico de graus maçónicos, violação dos
compromissos assumidos e a prática por ação e omissão de ações desonrosas»,
segundo um documento maçónico a que o Sol teve acesso.
Este acórdão
maçónico está assinado pelos juízes do Grande Tribunal Maçónico, que naquela
altura era liderado pelo advogado Francisco Pimentel. Do grupo de juízes fazia
também parte Agostinho Batista e Manuel Pinto dos Santos. Já o cargo de
conservador geral de Justiça do GOL, que faz o papel de acusador, era o também
advogado Vitor Santos Oliveira.
Naquele
documento do tribunal maçónico que decidiu pela irradiação dos ‘irmãos’ surgem
os nomes simbólicos dos maçons expulsos: Eloy de Matos, Alexander Fleming,
Antero de Quental, António Dias, Leonardo da Vinci e Churchill – o que na
realidade corresponde a António Martins Ferreira, Camilo Cruz, António
Sequeira, João Almeida, Rui Lopes Dias, os nomes que surgem no acórdão da
Relação de Lisboa como os autores do processo.
Agora, os cinco
maçons exigem que a expulsão seja anulada, por alegarem várias irregularidades,
e pedem uma indemnização de cerca de 35 mil euros (seis mil euros para cada
um), acrescidos de juros de mora. Negam todas as acusações do GOL e alegam que
o processo interno violou várias regras, como a falta de contraditório.
A decisão da
Relação caiu que nem uma bomba entre os maçons, pois inicialmente, na primeira
instância, um juiz tinha considerado que o GOL não se sentaria no banco dos
réus, só o Grémio Lusitano. Agora, no acórdão da Relação, assinado pelas juízas
Carla Figueiredo, Maria Teresa Catrola e Amélia Loupo, tudo mudou, pois
revogaram «a decisão que absolveu o GOL».
O medo de que
este seja o princípio do fim do segredo ganha força por o acórdão da Relação já
descrever com detalhe, por exemplo, a forma como os maçons se organizam dentro
do GOL. Ali se explica que o grão-mestre, eleito por três anos, «é o garante da
fraternidade maçónica» e tem um grupo de maçons que pode sempre consultar e
integram «o Grande Conselho Maçónico».
O documento
desvenda ainda o resto da estrutura maçónica: há um parlamento maçónico chamado
Grande Dieta que é o «órgão soberano e legislativo», que tem legislatura anual
e no qual «têm assento todas as lojas». Há também, escrevem as juízas, um
«órgão executivo» que é o Conselho de Ordem, ao qual cabe «a administração e
gestão quotidiana do GOL», sendo presidido pelo grão-mestre e «constituído pelos
grão-mestres adjuntos e quatro grandes conselheiros eleitos trienalmente».
Depois, é explicada a forma de funcionar da justiça interna: «O Grande Tribunal
Maçónico é o órgão de cúpula de justiça maçónica constituindo-se como tribunal
de apelo das lojas e dos seus obreiros, julgando eventuais conflitos entre
lojas ou com os órgãos internos».
Ao todo, o GOL
tem neste momento 2400 membros, espalhados por 103 lojas, cada uma com o seu
líder (’venerável’), sendo depois comandado pelo grão-mestre, que atualmente é
Fernando Cabecinha.
Outra questão
que está a assustar os maçons é a possibilidade de a expulsão dos maçons ser
anulada. A Relação considerou que, tendo em conta que não houve contraditório,
pode estar em causa a anulação dessa irradiação. Uma situação que pode abrir as
portas para que outros maçons expulsos possam no futuro pedir em tribunais do
Estado para serem reintegrados. Só no ano passado, segundo dados internos a que
o Sol teve acesso, foram expulsos 15 maçons.
Nos corredores
do GOL muitos culpam «a fragilidade do processo interno» pela polémica que se
instalou e permitiu abrir totalmente a porta da organização e poder anular a
decisão de expulsão. Mas outros ‘irmãos’ lembram que será impossível a
reintegração dos cinco expulsos, pois «acabam de cometer outro crime maçónico
que foi colocar o GOL nesta posição, quando juraram nunca fazê-lo»."
Fonte: “O Sol”.

A guilhotina seria um instrumento de grande utilidade para se fazer justiça
ResponderEliminarMas que seita ou seitas são estas? E qual o propósito?
ResponderEliminarÉ foder o povo? Ao contrário do que apregoam?
Cabroes
Desapareçam deste país
Escondem o que?
Quem é do bem não se esconde!!!
Grupo 1143/GOL quais as diferenças? Ambos à margem da lei
ResponderEliminarUm mais efusivo outro menos exuberante, agindo no secretismo. Ambos com fins pouco claros. Mas, nos seus militantes muito diferentes, de forma a que as consequências para um são muito distintas das consequências para outro, tal a diferença de poder, nível de comprometimento e de destaque profissional dos seus militantes. Será que o Senhor Juiz irá ter o fito suficiente para colocar o nome às pessoas? Quem é o GOL e sua lista de agraciados e por onde estão estes espalhados. De facto, com o GOL, o alarme social também está criado. Ou não, Senhoras e Senhores jornalistas, Senhoras e Senhores Magistrados do Ministério Público? Força Senhor Juiz, muita força e determinação é o que se espera de Vossa Excelência.
Mais uns merdosos que escondem sabe-se lá o quê e que minam este País
ResponderEliminarDgaj, soj, sfj também pertenceis a essa seita,
ANIVERSÁRIO DE FERNANDO SEARA MOSTRA CONVÍVIOS 'INDIGESTOS'
ResponderEliminarMinistro da Administração Interna de mão no ombro do procurador-geral da República em almoço com maçons
Pedro Almeida Vieira
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17/04/2026
Num Estado de direito, a independência das instituições não depende apenas da sua existência formal. Depende também da distância — efetiva, afetiva e perceptível — entre quem decide e quem beneficia. Quando essa distância se esbate, mesmo que apenas em aparência, instala-se um ruído que nenhum comunicado oficial consegue dissipar.
O GOL é presença assídua na governação do país, sendo principalmente do PS e PSD.
ResponderEliminarEra bom saber-se mais sobre o que ali se discute e decide na mais profunda sombra!
É só pena a montanha parir um rato, como costume na nossa Justiça e neste pais de merdinha
ResponderEliminarMaçonaria esconde o quê? O bem da nação? Mostrem o bem que fazem filhos da p
ResponderEliminarPor mim podem moŕrer todos
Hipócritas!
"O documento desvenda ainda o resto da estrutura maçónica: há um parlamento maçónico chamado Grande Dieta que é o «órgão soberano e legislativo», que tem legislatura anual e no qual «têm assento todas as lojas». Há também, escrevem as juízas, um «órgão executivo» que é o Conselho de Ordem, ao qual cabe «a administração e gestão quotidiana do GOL», sendo presidido pelo grão-mestre e «constituído pelos grão-mestres adjuntos e quatro grandes conselheiros eleitos trienalmente». Depois, é explicada a forma de funcionar da justiça interna: «O Grande Tribunal Maçónico é o órgão de cúpula de justiça maçónica constituindo-se como tribunal de apelo das lojas e dos seus obreiros, julgando eventuais conflitos entre lojas ou com os órgãos internos»"
ResponderEliminarParlamento maçónico chamado Grande Dieta que é o «órgão soberano e legislativo»?!? «órgão executivo» que é o Conselho de Ordem, ao qual cabe «a administração e gestão quotidiana do GOL», isto é o designado Governo?!?
«O Grande Tribunal Maçónico é o órgão de cúpula de justiça maçónica constituindo-se como tribunal de apelo das lojas e dos seus obreiros..."?!?
Alguém me consegue explicar como se eu fosse muito, mas mesmo muito, muito burro, como é que um Estado de Direito (será?) autoriza, ou dá aval/cobertura a um autêntico "Governo", um verdadeiro estado paralelo, dentro do seu próprio território/Estado?!?
Como é que um governante do Estado de Direito jura total obediência - daí derivando a designação "obediências" - ao governo e estado discreto e assume funções no Estado de Direito?!? Em caso de conflito a quem irá obedecer? A quem jurou, obviamente...
E poderia estar aqui a enumerar imensas mais incongruências, contradições e imoralidades e apenas da tal "sociedade discreta", agora imaginem relativamente às secretas [dado que a discreta apenas se trata dos operativos de baixo escalão]...
Não é de estranhar assim o estado do país e mesmo do mundo...
Deixo um excerto do discurso de JFK de 27 de Abril de 1961:
"...The very word "secrecy" is repugnant in a free and open society; and we are as a people inherently and historically opposed to secret societies, to secret oaths and to secret proceedings... For we are opposed around the world by a monolithic and ruthless conspiracy that relies primarily on covert means for expanding its sphere of influence--on infiltration instead of invasion, on subversion instead of elections, on intimidation instead of free choice, on guerrillas by night instead of armies by day. It is a system which has conscripted vast human and material resources into the building of a tightly knit, highly efficient machine that combines military, diplomatic, intelligence, economic, scientific and political operations..."
A quantidade de especialistas em Maçonaria que por aqui aparece, sem nunca ter lido um único livro sério sobre o tema, é verdadeiramente impressionante. Infelizmente, os preconceitos continuam a ser mais populares do que o conhecimento.
ResponderEliminarUm dos equívocos mais comuns é considerar a Maçonaria uma associação secreta. Não é. A Maçonaria é uma Ordem iniciática e discreta. Os seus valores, a sua história e os seus princípios são públicos e facilmente acessíveis a qualquer pessoa que tenha verdadeira curiosidade em conhecê-los. Hoje em dia, basta uma visita a uma biblioteca, a uma livraria ou mesmo uma simples pesquisa na internet para encontrar abundante informação sobre o tema.
O que existe é uma dimensão simbólica e iniciática que só pode ser plenamente compreendida por quem a vive, tal como acontece em muitas outras tradições filosóficas e espirituais. Não se trata de esconder segredos do mundo, mas de percorrer um caminho de reflexão e aperfeiçoamento pessoal.
Outro erro frequente dos antimaçons consiste em tentar definir toda a Maçonaria com base em frases, opiniões ou comportamentos de maçons individuais, muitas vezes escolhidos de forma seletiva e fora de contexto. Julgar uma instituição secular por casos particulares é tão injusto como julgar qualquer religião, associação ou grupo humano pelos atos isolados de alguns dos seus membros.
A Maçonaria não pede concordância nem admiração; pede apenas que seja julgada com base nos factos e não nos mitos. Quem quiser criticá-la tem todo o direito de o fazer, mas faria melhor se primeiro a estudasse.
Sim, sou maçon. E talvez por isso saiba distinguir entre aquilo que a Maçonaria é e aquilo que alguns imaginam que ela seja
O comentário anterior frisa bem que a maçonaria é apenas uma sociedade discreta, que talvez tivesse sido criada com espírito "iniciático" mas que, claramente, se subverteu e perdeu. Actualmente é, apenas, um conjunto de pessoas iludidas que apenas traficam influências aspirando subir em cargos profanos... A esmagadora maioria dos altos cargos dirigentes e políticos são ocupados por elementos "obedientes" a várias ordens - não apenas a maçonica - e não se vislumbra qualquer caminho de reflexão e aperfeiçoamento pessoal e muito menos que se espelhe institucionalmente... No mais:
Eliminar"Aquilo que se chama «iniciação» é de três espécies:
Bandarra
Aquilo a que se chama «iniciação» é de três espécies: Há, primeiro, e no nível ínfimo, a iniciação exotérica, análoga à iniciação maçónica, e de que esta é o tipo mais baixo: é a iniciação dada a quem propriamente se não encaminhou para ela, nem para ela se preparou (porque sugestão de outrem, o impulso externo, e a simples curiosidade não são preparações), e que serve para pôr o indivíduo em condições de poder dar se o caminho esotérico, de poder buscar, pelo contacto, embora esotérico, com símbolos e emblemas, o verdadeiro caminho. O mais exterior e nulo dos sistemas iniciáticos — como o é hoje a maçonaria — serve este fim, logo que tenha conservado os símbolos pelos quais em nós se infiltra o primeiro conhecimento do oculto. O único fim com que os Rosa-Cruz instituíram a maçonaria exotérica é o de pôr muita gente em contacto com, por assim dizer, o aspecto externo da verdade oculta, podendo assim aqueles, que se sintam aptos, ascender a ela lentamente.
Há, depois, a iniciação esotérica. Difere da primeira em que tem que ser buscada pelo discípulo, e por ele desejada e preparada em si mesmo. «Quando o discípulo está pronto», diz o velho lema dos ocultistas, «o mestre está pronto também.»
Há, por fim, a iniciação divina. Esta, não a dão nem exotéricos ou esotéricos menores, como a exotérica, nem até Mestres ou Esotéricos Maiores, como a esotérica; vem directamente, e por cima destes todos, das mesmas mãos, do que chamamos Deus. O tipo supremo desta iniciação é o de Jesus, a quem Deus, de nascença, converteu em sua mesma Essência, tornando-o Cristo.
Iniciado exotérico é, por exemplo, qualquer mação, ou qualquer discípulo menor de uma sociedade teosófica ou antroposófica. Iniciado esotérico é ,por exemplo, um Rosa-Cruz, um Francis Bacon, seja. Iniciado Divino é, por exemplo, um Shakespeare. A este tipo de iniciação vulgarmente se chama génio.
Quando Shakespeare disse, «uns nascem grandes, outros chegam à grandeza, a outros é a grandeza imposta» deu, talvez sem querer e julgando ser simplesmente irónico, a chave das três iniciações, na ordem descendente. Outro sentido não tem a mesma frase do Cristo que diz o mesmo pela «a uns fazem eunucos desde o ventre materno», em que, por uma expressão simbólica que a intuição facilmente compreende, se exprime pelo eunuquismo o afastamento dos outros que caracteriza a iniciação."
Continuando...
EliminarE assim andam totalmente iludidos e enganados envoltos na "dimensão simbólica e iniciática" praticando ritos e simbolos erróneos, absoletos e inóquos:
"Os caminhos do simbolismo,
Átrio.
Os caminhos do simbolismo, sobretudo desde que se entra na estrada mística ou interpretativa, são cheios de ilusões, de devaneios e de fraudes. O profano a eles não sabe em que fundar-se do que lê nos autores da especialidade, de tal modo se misturam, nas obras de quase todos eles, o sentido certo, a fantasia delirante e a fraude consciente e semiconsciente. E isto é extensivo às próprias personalidades dos mistos e dos epoptas antigos e modernos. É fora de dúvida que Cagliostro era um charlatão; não é menos fora de dúvida que era também, e paralelamente, um alto iniciado É fora de dúvida que Madame Blavatzky era um espírito confuso e fraudoso; mas também é fora de dúvida que recebera uma mensagem e uma missão de Superiores Incógnitos Nos nossos dias há um exemplo estrondoso da mesma mistura, não o cito explicitamente por motivos fáceis de compreender.
Estas coisas desorientam os profanos, e ainda mais os sinceros que os curiosos. É natural que o indivíduo, dentro ou fora da O. M, que saiba que o REAA — que nem é e. nem ant. nem ac. — é baseado numa complexa sobreposicão de fraudes, incluindo um diploma falsificado, imediatamente conclua que todo o rito é da mesma ordem e do mesmo valor que esses seus títulos. Esta conclusão seria errónea. Há muito de valia no rito, mas o pior é que o elemento fraudulento se introduz na própria substância da estrutura dos graus e dos rituais, de sorte que só quem tenha conhecimentos superiores aos que o rito inteiro ministra pode, em certo modo, destrinçar o que está certo do que é falso ou errado; e, pela natureza das coisas, os que estão passando através do rito raras vezes terão graus ou conhecimentos que excedam o conteúdo dele e portanto os habilitem a conhecer o caminho.
s.d.
Fernando Pessoa e a Filosofia Hermética - Fragmentos do espólio"
O simples facto de se acharam moralmente e intelectualmente superiores aos restantes, é perigoso e obsceno.
ResponderEliminarIsto sem falar do facto de decidirem da vida de outros secretamente, nomeadamente se usam avental ou não, para poderem aceder a este ou aquele cargo.
Eu cá, como apenas uso avental para cozinhar, ando a pagar há muito anos por mostrar ter espinha e ter recusado convites.
Os que conheço não são nem moralmente nem intelectualmente superiores a muitos outros cidadãos. E o simples facto de, secretamente, decidirem a vida de outros, é já motivo de perda dessa alegada superioridade moral, se a tivessem !!