Governo vindima novo diploma para Oficiais de Justiça
No Diário da República de ontem (09SET) foi publicada uma Resolução do Conselho de Ministros, n.º177/2026, que cria um apoio extraordinário para os viticultores da Região Demarcada do Douro, na campanha vitivinícola de 2026-2027, e projeta a criação do Fundo de Sustentabilidade da Região Demarcada do Douro. O apoio tem um total de 12 milhões de euros e está dependente de uma portaria que há de sair para estabelecer as condições de atribuição.
Também no Diário da República de ontem (09SET) foi publicado um decreto-lei que se constitui como o terceiro diploma que altera parte do decreto-lei de 1999 que constitui o Estatuto dos Funcionários de Justiça.
Assim,
atualmente, os Oficiais de Justiça regem a sua carreira, em termos
estatutários, por um total de 4 decretos-lei, cada um com o seu bocadito de
assunto.
Este último diploma
é o Decreto-Lei 181/2026, de 09SET, que estabelece o regime de recrutamento
para ingresso na categoria de Técnico de Justiça, para acesso à categoria de Escrivão,
da carreira especial de Oficial de Justiça, e o regime de preenchimento dos
cargos de Secretário de Tribunal Superior e Secretário de Justiça.
Tal como o
diploma acima referido, relativo aos apoios à vitivinicultura no Douro, também
este diploma dos Oficiais de Justiça está dependente de portarias para se saber
como vai ser e poder criar os procedimentos concursais para ingresso e para
promoção à única categoria possível.
Para que se abra
um procedimento de ingresso, agora com as novas condições limitadas às licenciaturas
das três áreas estabelecidas (Direito, Administração Pública e Gestão),
excluindo, portanto, os cursos até agora admitidos e com os quais ainda há
candidatos à espera em bolsa, depois de aprovados no anterior procedimento
concursal, carece também de uma portaria regulamentar conjunta das áreas
governamentais da Administração Pública e da Justiça.
Para que se abra
o recrutamento para acesso à categoria de Escrivão, há que sair com outra
portaria regulamentar conjunta pelos mesmos membros do Governo referidos e
ainda um despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das Finanças,
da Administração Pública e da Justiça.
Este novo
diploma, de SET2026, introduz novas alterações ao primeiro decreto-lei, o de
MAR2025, que também já tinha sido alterado pelo decreto-lei de 30JUN. É a
segunda correção introduzida ao primeiro diploma, o tal que veio dizer que
criava a já criada carreira especial de Oficial de Justiça.
Assim, temos
hoje os seguintes quatro decretos-leis que, juntos, constituem a globalidade do
Estatuto dos Oficiais de Justiça:
Este diploma, ontem
publicado em Diário da República, não indica a data ou o prazo para a sua
entrada em vigor, pelo que vigorará em cinco dias, portanto, na próxima
segunda-feira, dia 14SET.
Em declarações à
Lusa, a presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) – que
considera faltarem cerca de 1900 a 2000 Oficiais de Justiça – disse esperar que
o Governo “assuma um planeamento plurianual, de entrada de, pelo menos, 500 a
600 pessoas ainda este ano”.
No que respeita
às promoções, Regina Soares, à Lusa, disse ter esperança em que o Governo
esteja adiantado neste assunto.
«Esperamos que o
Ministério da Justiça já tenha isso adiantado, para que as promoções possam
abrir efetivamente sem mais demoras. (…) A Justiça não pode continuar a
reconhecer o problema no papel e a adiá-lo na prática.»
A presidente do
SFJ, congratulou-se, ainda assim, com a publicação do decreto-lei, mesmo
considerando que “demorou mais do que seria desejável”.
Destacou, mais
uma vez, as “duas conquistas importantes” que contabiliza: por um lado, apesar
de as novas regras exigirem licenciatura para acesso às carreiras, os
profissionais não licenciados já em exercício não ficam arredados das
promoções, às quais podem concorrer em igualdade de circunstâncias com os
colegas diplomados e, por outro, que se possa aceder a uma promoção ao fim de
12 anos de serviço (antiguidade) e não de 16, como pretendia inicialmente o
Governo.
«Torna-se urgente a portaria que regulamenta esta parte das promoções, e esperamos que também essa saia sem mais demoras. Neste momento temos mais de noventa por cento das chefias em regime de substituição, o que fragiliza gravemente lugares que são de gestão de recursos humanos, de liderança e de acompanhamento das secções. É imperativo que estes lugares passem a ser preenchidos por pessoas efetivas, através de concursos efetivos», acrescentou.
Fontes: “Resolução Vitivinicultura”, “DL. 181/2026 de 09SET”, “Esclarecimento da Vacatio Legis” e “Notícias ao Minuto”.
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A imagem, diz tudo:
ResponderEliminarHoje “rapariga jovem e bela”, quando for a tomada de posse dos novos OJ e dos novos escrivães “rapariga gorda e cansada”.
Só espero que a rapariga da imagem não goste da pinga, nem tenha intenções de ser OJ, porque com a espera pode-se tornar dependente
Anti mentirosos e hipócritas
ResponderEliminarSó lamentar a postura dr sectetismo para demorarem 1 ano de negociação e que pouco resolve p tanto que ainda está por resolver
ResponderEliminarUrge perguntar quantos anos mais irão passar para terem tudo resol ido?
E o porquê de outras Carreiras em pouco tempo terem resolvido tudo e com valorização
Triste sina a nossa
Essa é que é essa
EliminarO projeto de diploma foi publicado na separata 15 do BTE em 8/6/2026 para apreciação publica pelo prazo de 20 dias.
ResponderEliminarForam apresentados diversos contributos.
O processo legislativo prosseguiu e o diploma foi visto e aprovado em Conselho de Ministros em 23 de julho de 2026. – Pelo PM - MFin - MJust.
Foi promulgado em 2 de setembro de 2026 e mandado publicar pelo PR
Foi referendado em 4 de setembro de 2026, pelo PM
Finalmente foi publicado em DR em 9/9/2026
Apenas notei uma diferença entre o projeto e o texto final publicado em DR no qual foi aditado “ CSTAF” ao Art.º 13.º o qual alterou, entre outros, o n.º 3 do art.º 10.º do Decreto-Lei n.º 27/2025, de 20 de março
Como se disse foram apresentados diversos contributos, alguns aqui divulgados.
Parece que não foram tidos em conta e decorreu quase um mês entre o fim da consulta publica e a aprovação em CM.
As secretarias estão cheias de pessoas velhas. Atingimos o point of no return. Está tudo podre!
ResponderEliminarCaro colega, pura verdade. Por longos e demasiados anos não entraram para os Tribunais pessoas suficientes para colmatarem as saídas dos recursos humanos. Dessa forma, naturalmente, com o decurso dos referidos anos que passam para todos, incluindo os OJ, o pessoal foi envelhecendo, ficando grisalho e engelhado. Tal deveu-se única e exclusivamente à ineficaz e inábil gestão por parte da DGAJ dos seus recursos, facto esse que todos os grisalhos são completamente alheios.
EliminarHá décadas que todos verbalizamos isso mesmo, bem como demais problemas, mas fazem ouvidos de mercador.
Assim, em vez de expôr e constatar o óbvio para todos nós, remeta o comentário a quem de direito...
O tempo congelado? Isso é que importa.
ResponderEliminarAh ah ah.
EliminarIsso deve ser piada.
A ser governados por esta direita, com apoio da cheganada badalhoca, tomara nao levares é com cortes salariais quando o inevitável defice orçamental aparecer.
👍👍👍
ResponderEliminarPromoções ? Mas que promoções ? Não sejam hipócritas!
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