A Voz dos Oficiais de Justiça: O pedido de apoio a estrutura sindical externa à carreira
Às quartas-feiras é dia da habitual rubrica: “A Voz dos Oficiais de Justiça”, contendo escritos dos nossos leitores, enviados para o nosso endereço de e-mail geral: OJ.PT@YAHOO.COM – para aqui publicar neste dia da semana. Todos são bem-vindos, todos têm espaço para a sua voz, mesmo aqueles que não se queiram identificar (Saiba+Aqui).
Hoje, vamos reproduzir não um artigo escrito
para este dia, mas uma informação relevante que é uma atualização da nossa
divulgação realizada no passado dia 23ABR deste ano.
Nessa data publicamos um artigo
intitulado: "Proposta de criação deuma Comissão de Representação dos Oficiais de Justiça com Discapacidade".
Nesse artigo apresentamos a proposta e o trabalho de pós graduação da Susana Vilas, relativamente à problemática dos Oficiais de Justiça com discapacidade e a sua frustração em conseguir atenção e apoio junto dos sindicatos representativos da carreira, motivo pelo qual nos solicitou colaboração na divulgação da sua proposta de criação de uma comissão de representação dos Oficiais de Justiça com discapacidade; o que fizemos com todo o gosto e óbvio entusiasmo.
«Gostaria, com
outros colegas que se identifiquem com esta causa, de criarmos uma Comissão de
Representação dos Oficiais de Justiça com discapacidade, para que possamos
participar plenamente nas decisões que nos dizem respeito, já que os sindicatos
não o fazem, violando a CDPD Convenção sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência.», disse nessa ocasião.
O resultado do apelo
da Susana foi praticamente nulo, mas como não é mulher de desistir, veio agora,
a propósito de outro assunto, informar dos recentes desenvolvimentos.
«Aproveito
também para partilhar a iniciativa em curso sobre a defesa dos direitos dos
Oficiais de Justiça com deficiência.
Como sabem, inicialmente,
ponderei a criação de uma Comissão de Trabalhadores específica. Contudo, sem
uma estrutura logística montada, o processo torna-se muito complexo. Além da
exigência de meios, a criação legal dependeria da aprovação da DGAEP.
Avaliei também a
constituição de uma Associação, mas os custos iniciais de registo (cerca de 300
€) e a gestão associativa seriam barreiras imediatas.
Para contornar
estes obstáculos, contactei um colega que integra a FESAP e apresentei-lhe a
ideia de criar uma representação para estes trabalhadores. A proposta foi muito
bem acolhida e aguardo agora o “feedback” oficial desta estrutura sindical.
Estou muito
otimista com esta abordagem. O objetivo é que a FESAP aceite representar
formalmente este grupo de funcionários e inclua as nossas necessidades
específicas na agenda de reivindicações – idealmente contando com a
participação direta de um Oficial de Justiça com deficiência nas mesas de
diálogo.
Partilharei
novidades assim que receber a resposta da FESAP.»
Obrigado Susana pela partilha e todos
ficamos a aguardar pelas novidades que esperamos venham a ser bem positivas.
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Infelizmente esta realidade de abandono e incapacidade de representação do sfj e do soj é inultrapassável enquanto se mantiver esta cultura de "tacho" e de incompetência, de falta de estratégia e de falta de conhecimento. Eu próprio procuro uma filiação sindical diversa das existentes para OJ.
ResponderEliminarMuita força contra a inércia da carneirada
ResponderEliminarSusana podes contar comigo. Não tive conhecimento da tua proposta inicial
ResponderEliminarSeguimos juntos!