Mais duas Oficiais de Justiça que decidiram abandonar a carreira
No Diário da República desta sexta-feira, 28AGO, foram publicados dois extratos de despachos nos quais se confirmava a extinção do vínculo de emprego público de duas Oficiais de Justiça, Técnicas de Justiça, por vontade das mesmas em abandonar a carreira.
Ambas estavam colocadas no
núcleo de Lisboa.
Uma foi Técnica de Justiça
Adjunta e contava já com 26 anos de serviço como Oficial de Justiça, tendo 54
anos de idade, enquanto que a outra detinha 8 anos de serviço como Oficial de
Justiça e tem 30 anos de idade.
Desconhecemos a motivação que
as levou a querer sair desta carreira, desta forma tão perentória, mas, claro,
admiramo-nos pelo abandono definitivo, porque não estamos perante uma licença
sem vencimento, nem estamos perante uma mudança de carreira, mas ainda no
serviço público; estamos perante um corte final.
Há de haver motivos fortes
para uma decisão destas, especialmente para a Oficial de Justiça com mais de um
quarto de século de serviço e que, na anterior carreira, até conseguiu uma
promoção à extinta categoria de Adjunta.
Para os que ficam, ficam a
olhar. Sentem a perda e chegam a senti-la como se fosse uma perda própria,
pessoal, parte de si, desde logo quando se trabalha com alguém durante tantos
anos.
Trabalhar lado a lado todos
os dias durante oito anos é muito, mas 26 é muito mais, por isso o surgimento
do tal sentimento de perda.
Para quem vai, para as próprias,
também há um sentimento de perda, de perda de tantos colegas com quem se
conviveu, se gostou mais, se gostou menos ou até nada, mas uma vida e uma vida
com todas as suas características normais, como são os altos e baixos, as
amizades e os inimizades.
Mas os sentimentos de perda
não são iguais. Os que ficam, apenas ficam, continuam e olham para quem vai,
sonhando se também fariam o mesmo. Já os que vão, não ficam a olhar nem a
sonhar e só olham para a frente, não para trás, porque a sua decisão implicou
coragem, implicou reflexão.
Não se trata de um
abandono por ter chegado à idade da reforma e quem vai ainda olha para trás,
estas vão porque querem ir e querem ir já, sem esperar mais.
Não são só menos duas que a
carreira perde, neste momento, com a grave carência de Oficiais de Justiça,
cada um vale muito e cada perda pode ser uma tragédia.
Fonte: Diário da República: “Desp. 10681/2026” e “Desp. 10682/2026”.
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Felicidades!
ResponderEliminarAs colegas, lá sabem da sua vida!
ResponderEliminarMas, bem podiam esperar pelo final do dia 31 de agosto, altura em que os presidentes dos sindicatos, vão BRILHAR ao anunciar, que:
Vai ser pago a todos os OJ, até ao fim do primeiro semestre do próximo, todo o período de congelamento, como fizeram aos professores;
Até ao final do corrente ano, vai ser aberto um concurso de admissão de mil funcionários;
A idade da reforma, vai ser aos 65 anos, igual à dos magistrados;
No próximo mês de outubro, vai dar-se início ao concurso para escrivão.
Colegas, boa sorte!
Vão BRILHAR tanto que vamos ter de usar óculos de sol!
EliminarFizeram aquilo que muitos de nós não tem coragem.
ResponderEliminarTambém faria o mesmo se tivesse ou conseguisse outra fonte de rendimento.
Mas na minha idade é difícil e por isso tenho que continuar aprisionado a isto que me esgota todos os dias e me mata lentamente.
Estou convencido que chegaram à conclusão que a saúde tem mais valor.
ResponderEliminarSaúde que esta profissão tira cada vez mais a cada dia que passa.
E também a alegria em trabalhar será concerteza recupersda fora desra entidade que te mal trata e te faz trabalhar em péssimas condições.!
Acrescendo a que quem está deslocado a pagar rendas altíssimas leva vida de imigrante contido!
Leva vidinha de merda e a vida é curta
Por isso irão dr certeza ser maus felizes fora dusto!
Sem duvida muito mais felizes e com mais saúde
EliminarAos que só sabem lamentar-se da profissão e se arrastam pelos tribunais sem acrescentar nada, fica o exemplo destas duas colegas. Quem não tem valor a dar que tenha a decência de sair e deixar o lugar a quem quer trabalhar. Ninguém fica a perder.
ResponderEliminarNão passas de um hipócrita
EliminarQue nunca saiu de casa dos papás
Faz-te à vida
Teu paleio Não engana
Não passas de um protegido
Tenho a sensação que alguns oficiais de justiça licenciados são considerados persona non grata, mas não sei porquê?...
ResponderEliminarAtenção à mania da perseguição!
EliminarAtentem no que se está a passar connosco e com a PJ
ResponderEliminarParecem situações distintas mas tem muitas semelhanças, perde de autonomia de ambas.
Será mera coincidência?
Leiam sobre o processo vistos golden, em que a PJ, andava a ser seguida pela polícia secreta.
Para as colegas que conseguiram fugir deste antro parabéns.
E o aumento de 900€ quebo coste lhes deu pela calada noite?
EliminarOra 900€ de aumento pela calada da noite, essa é que é essa. Grande costa e os outros que se fod
EliminarFizeram aquilo que 90% dos Oficiais de justiça não têm coragem de fazer, bater com a porta. Certamente, valorizaram a saúde o bem estar familiar e, o seu bem estar. Até podem ir para outros empregos, mas, que se sintam valorizadas e felizes, pois nesta ex carreira poucos são aqueles que se sentem realizados, com saúde e acima de tudo felizes. Boa sorte lhes desejo
ResponderEliminarMuitas felicidades e muita saúde para estas duas oficiais de justiça ⚖️ que deixaram a profissão, existe mais vida para além dos tribunais, a justiça está de joelhos
EliminarBoa tarde.
ResponderEliminarÀs colegas que sairam por opção, desejo as maiores felicidades e saúde.
Contudo, se se diz que foi um acto de coragem sair como acima se opina, ficar não é cobardia. Antes pelo contrario. Não sair é também um acto coragegem.
As colegas terao tido os seus motivos, relacionados ou nao com o estado da carreira, motivos pessoais, etc.
Acho que é populista fazer se um aproveitamento de tal facto para continuar a agastar nos.
Devemos preocupar nos com quem fica.
Fui OJ durante 10 anos e fartei-me das histórias dos sucessivos governos, das tretas dos sindicatos! Muito aguentei eu mas tive a capacidade de procurar uma mudança ao contrário dos muitos colegas que só sabem criticar mas não fazem nada para as coisas mudarem! Só me arrependo de não ter saído há mais tempo!
ResponderEliminarPara os que criticam os roubados de 2001 a 2005 apenas digo, sois merdae nem as moscas vos pousam vima tal é a vossa merda cheia de fel
ResponderEliminarOs que foram eventuais, têm sido dos OJ mais prejudicados, tendo passado ainda por dois períodos de congelamento.
EliminarCerteiro! Só invejosos! Assim tem a profissão no estado em que está
EliminarSó bostas com grau 3 e a desejar que o vizinho esteja pior
Tristes
Eu já ia ontem, pedi a reforma antecipada e ao fim de 42 anos levava uns trocos....cambada.Lá terei que me arrastar por mais 2 anos de tortura.
ResponderEliminarManda lixar esses 2 anos e pede a reforma mesmo com cortes. Era o que eu faria.
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