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SFJ muda o rumo para poder acompanhar o novo caminho que os Oficiais de Justiça tanto vêm pugnando e traçando

      Na próxima terça-feira, 01SET, realizar-se-á uma reunião plenária de trabalhadores Oficiais de Justiça na área de Lisboa, por iniciativa do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ).

      Todos os Oficiais de Justiça que exercem funções na área geográfica das comarcas de Lisboa, Lisboa Norte, Lisboa Oeste e Santarém, estão dispensados durante a manhã desse dia, das 09H00 às 12H30, para participação nessa reunião alargada de trabalhadores, contra entrega de comprovativo de presença na reunião a emitir pelo SFJ.

      Assim o anunciou ontem o sindicato que promove esta reunião que, de acordo com a nota informativa, “constituirá um momento de informação, balanço e afirmação da classe, no início de um novo ciclo de ações públicas do SFJ.”

      Ou seja, de acordo com o SFJ, trata-se de “um novo ciclo de ações públicas”. Quer isto dizer que esta iniciativa será a primeira e não um caso isolado.

      Consta assim na nota informativa do SFJ:

      «Dependendo da evolução das negociações, estas iniciativas serão alargadas a outras zonas do país.» e ainda:

      «Na ausência de respostas concretas às legítimas reivindicações da classe, o SFJ não hesitará em avançar para formas de luta mais exigentes, incluindo a greve.»

      Convém avisar os Oficiais de Justiça das comarcas referidas que a participação nessa manhã na reunião de trabalhadores não implica qualquer corte de vencimento como nas greves.

      Além disso, afirma o SFJ, de forma inaudita e tão perentória, que, independentemente daquilo que ocorra na reunião do dia anterior (31AGO), o plenário realizar-se-á sempre.

      «Independentemente do resultado da reunião negocial de 31 de agosto, o SFJ realizará, no próximo dia 1 de setembro, um plenário de trabalhadores, no Campus de Justiça, em Lisboa, entre as 9h00 e as 12h30.»

      Os Oficiais de Justiça vêm reivindicando muito e de forma muito teimosa, anunciando iniciativas alternativas diversas, tendo já começado a recorrer a outras entidades. Finalmente o SFJ adota uma postura que vai no sentido de querer acompanhar as novas posturas dos Oficiais de Justiça.

      Esta nova estratégia não deverá estar relacionada com qualquer tipo de receio de perda de representatividade, mas apenas com a óbvia clarividência de que já basta o que é bastante.

      «A uma semana de nova reunião negocial, o Sindicato dos Funcionários Judiciais exige ao Governo que transforme compromissos em decisões.»

      «Os resultados alcançados até ao momento são manifestamente insuficientes face ao tempo decorrido.

      Não aceitaremos qualquer tentativa de imputar ao SFJ a responsabilidade pela demora. O Sindicato sempre manifestou total disponibilidade para reunir-se sempre que necessário. Mas tudo tem um limite.»

      Uma reunião de trabalhadores não é, propriamente, uma ação de luta, mas tem muitas similitudes, desde logo pela paragem laboral, pela concentração de trabalhadores em determinado local e, acima de tudo, pela relevância que advém da possibilidade de todos os trabalhadores presentes se pronunciarem e votarem o caminho que se há de delinear.

      Os trabalhadores das referidas comarcas da área de Lisboa tomarão decisões nesse dia, mas falta o resto do país para que o sindicato se sinta verdadeiramente vinculado às decisões que sejam tomadas.

      Por isso, pese embora a decisão deste plenário em Lisboa seja uma decisão acertada, do ponto de vista do razoável e da eficácia, não deixa de ser simultaneamente mau por ser curto, por carecer do apoio dos demais trabalhadores de todo o vasto país.

      As decisões de Lisboa não podem impor-se a todo o país, tal como um plenário a Norte, no Porto e em Braga, por exemplo, não pode vincular todos os demais Oficiais de Justiça do país.

      Por isso, após o plenário do dia 01SET devem seguir-se, muito rapidamente, mais plenários que englobem uma, duas ou três comarcas limítrofes, levando bem em conta os maus transportes públicos no resto do país, para que, de manhã, ou de tarde, se leve a cabo, com êxito, tais plenários.

      Os Oficiais de Justiça têm, nesta fase, de participar ativamente nesta iniciativa e nas demais que venham a ser convocadas.

      Esta possibilidade de realização de plenários durante o período laboral está limitada a 15 horas por ano. No próximo dia 01SET, os Oficiais de Justiça das 4 comarcas convocadas vão gastar 3 horas e meia dessas 15 horas, pelo que, até ao fim do ano, ainda podem fazer mais reuniões de 3 manhãs ou até um dia inteiro e mais outra manhã, ou tarde, inteira, ou marcar algumas horas… As possibilidades são diversas e podem ir correndo todo o país.

      Embora a reunião esteja limitada à área das três comarcas de Lisboa e da comarca de Santarém, seria muito útil a todos os demais Oficiais de Justiça que o plenário fosse emitido em direto para a Internet, para que os Oficiais de Justiça que nele não podem participar, mas queriam, possam, no mínimo, assistir e inteirar-se de como decorre e daquilo que decide.


      Fonte: “SFJ-Info-24AGO2026”.

Comentários

  1. Show off. Apenas isso. Show off!!

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  2. Zé, Manuel, Mariana e muitos outros, obrigado, por não se terem resignado ao embuste do acordo celebrado entre os sindicatos e o MJ, terem manifestado o seu desacordo das mais diversas formas e assim terem dito aos dirigentes sindicais que não somos nenhuns atrasados mentais que comem tudo o que lhe põem à frente.
    O plenário é uma consequência do que acima foi dito.
    Obrigado, blogue.

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  3. Uma manhã em Lisboa em frente à DGAJ, para ver se somos ouvidos.

    Os colegas aí de baixo, vejam se podem mostrar a indignação, já que os colegas das outras comarcas do país, não podem.

    Até nas reivindicações não existem igualdade.

    Simplesmente tristeza...

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  4. É uma tentativa de evitar a debandada para o STE.

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    1. exatamente...subscrevo...

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    2. Nem mais. Acagaçaram-se com mais uma debandada!

      Tristes!

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  5. Enquanto não decidirem pagar o que me devem referente ao período de 2001 a 2005 que é 1 escalão roubado e actualizarem 20 anos desse tempo não volto aos tribunais

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    1. nem mais colega! eu estou prestes a ir de baixa também! farto de ser roubado há 20 anos

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  6. Anti mentirosos25/8/26 08:56

    Sfj porque desativaste as greves em vigor ao invés de suspenderes como fez o soj? Baixaste logo as calças porquê? Já não acredito em nada

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    1. não aprenderam nada sobre a posição da tutela em 25 anos

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  7. Um ano de retrocessos. Tenham vergonha. Num ano nem o problema dos pagamentos devidos aos de 2001 e aos de 2019 conseguiram.

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  8. Tenham vergonha na p ____ da cara
    Encaminharam uma inteira classe para a despromoção, para ainda mais desprestígio com a bandeirinha para os estultos abanarem do grau 3 e da integração de um subsídio ridículo no vencimento com obrigação de permanência e na dependência de um simples escrito por parte de um qualquer magistrado
    As outras classes “especiais” têm subsídios de quase o dobro, outros de 4x mais e não são obrigados a porra nenhuma, se fizerem qualquer hora extra, é paga.
    Nojo dessa gente de sindicatos e dos lacaios que andam as ordens deles, seja por conveniência pessoal ou por limitação cognitiva

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  9. Finalmente o maior sindicato a reagir, aleluia.
    Agora é mostrar musculo na reunião do dia 31 e, caso não resolvam o que está atrasado (14 pontos indicados pelo SFJ), é abandonar a reunião ficando a constar da ata, e convocar a imprensa para dizer o que se está a passar, sem prejuizo da divulgação nas redes sociais. Após é convocar mais plenários e marcar uma greve para os dias 1 e 2 de outubro.
    Não esquecer que o governo está a preparar o orçamento do estado e já se viu que esta gente só entende a força.
    Camaradas, juntos somos mais fortes e ninguém fica para trás.

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    1. Plenário no Campus?!
      Podiam aguardar mais um par de dias e realizá-lo na Atalaia integrando-o nas festas anuais sazonais do setor em causa.

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  10. Concordo plenamente com o plenário, que já vem tarde, no entanto devida ser para todos os Oficiais de Justiça.
    Alterem a hora e que seja para todos, só assim podemos mostrar a nossa indignação, senão aparecem sempre muito poucos e transmitem a ideia de que esta tudo satisfeito com as condições miseráveis a que a nossa profissão chegou!!!!

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    1. Plenário no Campus?!
      Podiam aguardar mais um par de dias e realizá-lo na Atalaia integrando-o nas festas anuais sazonais do setor em causa.

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  11. plenário geral com todos em Lisboa - fechar de norte a Sul.

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  12. Pois eu cá, enquanto não me repuserem os anos que me roubaram e respetivos salários... vou continuar a trabalhar até mais tarde e mesmo aos fins de semana !!
    Que é para compensar o outro que já há anos que não aparece ao serviço pelos mesmos motivos!!

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  13. Fizeram a m ... que fizeram.

    Agora andam a convocar plenários.

    Vão gozar c'o CRL.

    .I.



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  14. É urgente o ingresso de mais Oj's e um curso de promoção para escrivão e secretários, para além de todas as outras importantes questões. A rebaldaria a que se assiste na escolha de substitutos exige medidas urgentes. Tenham coragem de credibilizar o sistema.

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  15. Vamos parar isto!!! Greve 5 dias seguidos ate apitavam

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  16. plenário para exigir um novo estatuto??!
    mas querem um estatuto novo ou que se cumpra a lei e se pague o que é devido?

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