A Greve dos Oficiais de Justiça
É inevitável que os Oficiais de Justiça de Portugal cheguem a um ponto tal que façam vergar a benevolente forma como os sindicatos que os representam se vêm relacionando com o Governo e seus sucessivos empecilhos. É inevitável que um anúncio de greve surja a todo o momento.
Entretanto,
damos a notícia da greve dos Oficiais de Justiça de Angola que estava suspensa
desde o início do ano e que acaba de ser retomada.
Em janeiro houve
um acordo entre o Sindicato dos Oficiais e Justiça de Angola (SOJA) e o
Executivo, no entanto, considerando que as matérias acordadas continuam sem
solução, os Oficiais de Justiça da província do Cuanza-sul anunciaram a segunda
fase da greve com 20 dias de paralisação e admitem prolongá-la por mais 30 dias,
caso não sejam retomadas as negociações.
Para o
sindicato, a indefinição sobre os pagamentos prolonga uma situação que deveria
ter sido resolvida no âmbito do entendimento alcançado em janeiro.
Na altura, após
mais de sete horas de negociações entre o SOJA, o Ministério da Justiça e dos
Direitos Humanos e o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança
Social (MAPTSS), as partes anunciaram um consenso sobre os oito pontos do
caderno reivindicativo e a suspensão da segunda fase da greve, inicialmente
prevista para 6 de fevereiro.
O Executivo
comprometeu-se então, entre outras medidas, a realizar um concurso público
interno para acesso e ingresso e a avançar com os termos de referência para as
promoções extraordinárias dos funcionários do regime especial. O Governo
reconheceu igualmente as reivindicações relativas às condições de trabalho,
salários, atualização de categorias e promoções.
O SOJA, por seu
lado, declarou-se satisfeito com o entendimento e anunciou a suspensão da paralisação,
mantendo, contudo, a posição de que acompanharia o cumprimento dos compromissos
assumidos.
Meses depois, a
greve volta a ser retomada, com o sindicato a sustentar que parte dos
compromissos não foi concretizada ou continua pendente.
Além dos salários
e dos pagamentos em atraso, os Oficiais de Justiça reivindicam melhores infraestruturas,
meios de comunicação adequados, revisão das carreiras, atualização das
categorias e promoções extraordinárias.
A atual
paralisação insere-se num processo reivindicativo que se prolonga há vários
anos.
O secretário
provincial do SOJA, Zacarias Ngola, garantiu que os Oficiais de Justiça vão
manter a paralisação até que o Executivo volte à mesa de negociações,
sublinhando que a atual greve representa, na perspetiva do sindicato, o
levantamento da suspensão da paralisação anterior.
De acordo com o
líder sindical, o SOJA reclama cumprimento dos pontos do memorando que levaram
à suspensão da greve, e que foram discutidas com representantes de diferentes
setores do Executivo, mas que, até ao momento, as soluções esperadas pela
classe não foram concretizadas.
Zacarias Ngola
citou o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, o
Ministério da Justiça, o IGAI e o Ministério das Finanças como instituições
que, segundo afirmou, estiveram envolvidas ou tiveram conhecimento das
negociações.
O sindicalista
afirma que os Oficiais de Justiça estão disponíveis para negociar, mas
considera que a suspensão da greve só poderá voltar a ser equacionada caso o
Governo demonstre disponibilidade para retomar o diálogo e encontrar soluções
para as reivindicações.
Fontes: “Novo Jornal”, “Imparcial Press” e “RTP África”.

A cobardia também é uma forma de estar na vida!... Só que não é lá muito positiva...
ResponderEliminarPor cá SfJ nem sequer suspendeu, simplesmente cessou de vez as greves em vigor.
ResponderEliminarO resultado foi o belíssimo acordo.
Carreira morta.
Também cansei de vez de greves que não dão.nada.
Com departamentos juridicos sindicatos não têm ideias para formas de luta.
Por mim só alinharei em greves a audiências e processos mediáticos mas nem essa ideia conseguem implementar.
Continuem com a obscuridao negocial e comunicados que escondem a realidade das negociações
Certeiro, mas triste realidade. Venha novo sindicalismo.
EliminarGreve às diligências! A única que põe a tutela de joelhos!
ResponderEliminarO óbvio que ninguém quer ver! querem greves para perder o parco ordenado. força, como dizem nem conseguem ser criativos em formas de luta.
EliminarA possibilidade STE, ainda nada?
ResponderEliminarSTE não cobre o pais e ilhas
EliminarSem querer ser incorrecto com ninguém, pois respeito todos os povos e culturas e as suas gentes de bem
ResponderEliminarAcho paradigmática a comparação com os colegas angolanos, e não com colegas suíços por exemplo
Infelizmente Angola é um país minado pela corrupção desde há décadas, e realmente talvez a comparação até faça mais sentido com Angola do que com a Suíça ou Áustria
Estamos há 40 anos na UE e uma carreira “especial”, que suporta um órgão de soberania, anda há décadas a debater-se constantemente por mais umas migalhas, por vencimentos dignos e -pasme-se, até para que o quadro de oficiais de justiça- que eles próprios elaboraram, seja devidamente preenchido.
Não querem saber, tal como os governos angolanos não querem saber.
Nestes anos todos que tenho como OJ a maioria foi passada em lutas, reivindicações - do que está legalmente previsto, surreal… e em greves.
Enquanto isso assistimos a gente que chega pobre a política e sai rica, uns com acusações criminais e julgamentos as costas, a maioria mais limpos que um algodão branco e ricos, muito ricos.
O método é sempre o mesmo.
Quanto mais corrupto é um sistema, mais ineficaz, burocrático e cheio de alçapões jurídicos é o seu sistema judicial.
As magistraturas a auferirem vencimentos “suíços”, confortavelmente instalados, vá-se lá saber porquê…enquanto os OJ são sobrecarregados em burocracia e trabalho e pagos com vencimentos “angolanos”
Não querem saber da justiça para nada. Ponto.
Enquanto se gastam/esbanjam milhões com parasitas(desde os políticos e derivados até aos que recebem subsídios como forma de vida), para nos darem 50€ uiiii são reuniões e euro para a frente euro para trás
Não interessa que a justiça seja célere e os seus profissionais (todos) devidamente valorizados
Para se legalizarem imigrantes na AIMA tomem lá subsídios de 850€ mês para isso andar
Entretanto tomem lá 120€ para os OJ e com a condição de terem que ficar a trabalhar pela pena de um magistrado
Vejam como colocaram as finanças e AT a funcionar extraordinariamente bem.
A entidade responsável pela colecta de impostos taxas taxinhas, é um relógio suíço(e bem).
A justiça, a saúde, educação, não foram alvo como as finanças, de tanta atenção, organização e competência e ligeireza funcional, porquê?
Pois é…
É isso. Depois de 40 anos de CEE UE, estamos em muitos aspectos bem mais próximos de África do que do norte da Europa.
Serviços, burocracia e vencimentos “angolanos”;
Impostos europeus
Não se preocupem com estas coisas.
Vamos sim começar a preocupar em arranjar baldes, alguidares e plásticos porque o inverno não tarda aí.
Excelemte descrição do estado real do país e desta carreira
EliminarParabéns
ResponderEliminarA diferença é que esses são OJ do 3º mundo...
Nós somos do 1º mundo, do mundo onde o que mais vale é o grau....
Tolos!
Além dos salários e dos pagamentos em atraso....só isto seria o maior motivo para fazerem a greve.Ninguém leu ou pelo menos referiu essa parte, que é a mais atentória dos direitos dos trabalhadores.
ResponderEliminarComo diz o outro: depois nāo se queixem.Éramos todos felizes e não sabíamos!
Ninguém queira que aconteça por aqui.País calmo, de brandos costumes, dizem..
Sr. bloguer, os oficiais de justiça estão abrangidos pelo pré aviso de greve para o dia 02-10-2026, podendo participar na mesma?
ResponderEliminarOs Oficiais de Justiça pertencem a uma carreira especial. A greve de 02OUT é apenas para as carreiras do regime geral
EliminarSerá possível que o governo tenha feito um comunicado sobre a reunião de sexta feira passada, antes dos sindicatos da classe?
ResponderEliminarEu não quero acreditar.
Malta sindicalizada, nunca deixem de pagar as quotas 😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂
Infelizmente é verdade, chegou primeiro a propaganda a todos que a informação aos interessados.
EliminarQue desgraça de representantes que temos.
SFJ e SOJ, nulidades completas.
Eu pago quotas para sindicato fora do sfj e soj
EliminarJá fui associado dessas duas espécies de sindicatos
ResponderEliminarPrimeiro sfj, quando em 2005 o presidente da junta 1 acaba com uma greve a meio, sem que tenhamos alcançado nada, sem explicação para o término da greve.
Nunca mais viram 1€ meu
Muitos anos depois
Dei o benefício da dúvida ao SOJ
Conclui 2 anos depois que são espécie de PS e PSD
Muda a sigla, a cor do balde, mas o conteúdo e cheiro é o mesmo
Zero quero que essa gentalha se coza com F
Certissimo
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