Sobre o decrépito parque imobiliário judicial, também no Porto
«Em 2006, o então ministro da Justiça, Alberto Costa, anunciava a construção do Palácio da Justiça do Porto. Era “preciso melhorar a funcionalidade e a dignidade da Justiça portuguesa”, dizia o titular da pasta do Governo de José Sócrates que prometia, para o ano seguinte, o arranque das obras na “Quinta de Santo António, em Cedofeita, onde funciona o Tribunal de Menores”.
Há 20 anos, o
edificado judicial do Porto já estava deteriorado. Imaginem como está agora.
O Tribunal de
São João Novo, situado num quelho onde não passa um camião, mas onde centenas
de pessoas têm de se deslocar para a realização da Justiça, é exemplo do
esquecimento do poder executivo.
Chove lá dentro
e colocam-se baldes no chão para evitar que o soalho, já decrépito, ceda de
vez. A acústica é tão boa que os ouvidos mais atentos conseguem, a partir dos
corredores, ouvir as declarações de testemunhas ou arguidos.
Em certas
divisões, o intenso cheiro a bolor vai a par com as autênticas pinturas
abstratas das paredes, pacientemente elaboradas pelas décadas de humidade
acumulada.
No Tribunal de
Instrução Criminal e Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto, antigo
edifício da Caixa Geral de Depósito, hoje pertencente a um fundo imobiliário,
até foram realizadas obras há uns anos para acolher juízes, procuradores e
funcionários. A renda será de cerca de 700 mil euros anuais, mas, no verão,
existem gabinetes que se tornam autênticas saunas e que nenhum ar condicionado
consegue vencer.
Anualmente, o
estado gasta dois milhões de euros com o edificado da Justiça no Porto,
disperso em vários imóveis pelas cidades.
Desde 2006, há
20 anos, portanto, esfumaram-se em rendas e outros encargos cerca de 40 milhões
de euros. Pode parecer simplista dizer isto, mas esse dinheiro daria para
construir pelo menos três edifícios como o Palácio da Justiça de Beja,
inaugurado esta semana por Luís Montenegro. Lá, existem cerca de 3500 metros
quadrados distribuídos por três pisos, numa obra que começou a ser pensada há
dez anos.
O Porto não quer
nem pode fazer um negócio à la Campus de Justiça de Lisboa, que já consumiu
mais de 220 milhões em rendas ao Estado. Já foi criado um grupo de trabalho
para planear a saída do local à beira do Tejo até 2034. Também foi criado um
grupo de trabalho para apresentar um "plano estratégico" (expressão
que se traduz por "vai demorar muito") para o campus no Porto. Até
lá, quem tiver um julgamento no Porto pode sempre ir a pé para Beja, fazendo
uma paragem para “oração judicial” em Fátima.»
Fonte: Reprodução do artigo de opinião intitulado: "Tem um julgamento no Porto? Vá a pé para Beja", subscrito por Alexandre Panda e publicado no "Jornal de Notícias".

na muge.
ResponderEliminarPara quem é serve!
ResponderEliminarE a renda do tribunal da Maia?
ResponderEliminarE a renda do tribunal de Valongo - eram cerca de 600.000,00 euros anuais há 10 anos atrás?
E a de Santa Maria da Feira?
E a renda de tantos outros locais por esse país fora - Em Penafiel aumentaram o corpo do edifício do tribunal e mantendo arrendado outro espaço a provados junto da GNR para a instrução criminal (!?)
São os negócios do Estado que dão boas rendas a uns poucos de investidores - digo grupos de amigos que servem outros, enfim interesses... - que vivem á vista do nosso dinheiro: IRS, IVA, IMI, ISP, IMT, IUC, taxas e tachinhas para desbloquear licenças inventadas como as portagens em autoestradas.
Vou citar um texto:
"(...) o que significa ser adulto senão fazer por compromisso por diplomacia, aquilo que não nos agrada ou é contrário aos nossos desejos às nossas convicções? Irmos trabalhar para que todos enriquecam... pagarmos contas, relacionarmo-nos com gente odiosa e fazermos além disso boa cara ..."
Este arranjo ficcional, em que se faz crer que um grande grupo de pessoas a viver num território delimitado são obrigados a contribuir com mais de um terço de impostos, uma invenção, uma forma de um pequeno grupo de pessoas se governar á custa do nosso suor.
É triste mas é isso...
Gerry
É altamente criminoso o que se paga em rendas, quando qualquer dona de casa sem ter ido à escola sabe gerir dinheiro e pedindo um crédito bancário com esse dinheiro construia algo que seria seu e assim deixava de pagar rendas ruinosas e por algo que nunca vai ser seu.
ResponderEliminarFica a pergunta quem beneficia com estes contratos ruinosos criminosos? Ruinoso para os contribuintes e altamente lucrativos para os arrendatários!
Mas ninguém é responsabilizado por má gestão do dinheiro do povo?
Ladroagem sem vergonha
Mais certeiro infelizmente não podia ser.
EliminarPor essas e outras sou suino e votarei chega.
Mas está tudo bem
ResponderEliminarSindicatos, magustrados, gestores comarca, alguém indignado?
Assim vai o pais de parasitismo
Essa gente está bem de vida, não trates tu de ti e verás o teu desfecho
EliminarPor falar em dinheiros os tecnicos da dgrs conseguiram subsídio de risco de perto de 300€ e nós nem 200€ sindicatos com acordos secretos contentes com um suplemento de 180€ que depois de descontos nem 160€ são e sujeito a obrigação de trabalho extra. Sfj e soj belo acordo,
ResponderEliminarNão pensam em pedir conselhos aos sindicatos da dgrsp, dos oficiais de conservatorias , das policias? Dos professores?
Não seria boa ideia pedir conselhos de como fazer acordos de sindicalismo?
Tristeza
Conseguem mesmo matar a carreia
Esse Fernando Jorge era tão amigo e próximo do presidente do sindicato da guarda prisional e nem com essa proximidade conseguiu ver como se faz.
EliminarOu era muito limitado cognitivamente ou outra coisa…
Depois veio o outro meio metro das três carcaças que aceitou as migalhas e agora a brava agarrem-me que se não vou-me a eles das reuniões técnicas secretas que irão tardar tanto quanto a construção do novo tribunal do Porto.
Tanta m …. junta já se abeira de uma lixeira a céu aberto
F jorge? o melhor que teve e cognição e bem se safou. O resto foi zero e assim estamos
EliminarMerda junta mesmo
EliminarAlberto Costa e outros que tais
ResponderEliminarTudo dito , não é tal do fax de macau? Bela justiça exemplares fantásticos
Grandes trafulhas mas a malta nova não quer saber disso e está tudo bem país de corruptor nas tudo bem opior é quando forem para a reforma com ordenado de mendigo
EliminarSao 17 horas. Passaram 30 Horas desde a reunião técnica.
ResponderEliminarDos nossos representantes, nem uma palavra á classe sobre o resultado de tal reunião.
Continuam com as suas manias de grandezas que não ligam a gente pequena
Porém, a medicridade vê -se nas atitudes, melhor, na falta de atitude .
Estou farto de gente pequena.
Façam e aplaudam tudo às escuras.
EliminarPor mim nem sou filiado e foi o que melhor fiz.
Seitas?
Alberto costa e seguintes so merd
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