21 comarcas bafejadas com 67 novos equipamentos que aliviarão o serviço dos Oficiais de Justiça
A Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) vai adquirir 79 novos equipamentos de captura de dados dos documentos de identificação dos requerentes de registos criminais. Desses 79 equipamentos, 67 serão entregues nas unidades centrais de 21 comarcas, ficando de fora, portanto, 2 comarcas: a dos Açores e a de Portalegre.
Estes novos equipamentos
virão facilitar, e muito, o dia-a-dia de quem se encontra durante todo o dia (todo
mesmo), a emitir registos criminais.
Até agora, no
atual sistema, o Oficial de Justiça ou o Funcionário de Justiça que realiza a
operação, tem de preencher todos os dados identificativos que estão no cartão
de cidadão, autorização de residência, passaporte ou qualquer outro documento válido,
fazendo-o agora tal e qual como o fazia há 40 anos; sem evolução prática.
São frequentes
os erros, meros enganos na escrita dos nomes, tanto dos nacionais como dos
estrangeiros e a demora, tanto no preenchimento normal como na correção dos
erros, é muito significativa. Todo esse tempo vai ser recuperado com os novos
equipamentos que passarão a ler automaticamente os documentos e a inserir os
dados necessários na plataforma.
Diz assim a
DGAJ:
«Pretende-se
tornar o atendimento ao público mais rápido e eficiente, reduzindo o tempo
associado ao preenchimento manual do formulário de pedido, através da leitura
documental, do OCR e da extração automática dos dados constantes dos documentos
de identificação e viagem, quer de cidadãos nacionais quer estrangeiros.»
«Os equipamentos
deverão permitir a leitura automática de passaportes, cartões de cidadão,
títulos de residência e outros documentos compatíveis com a norma ICAO 9303,
assegurando funcionalidades de validação documental e de integração com os
sistemas de informação da DGAJ.»
«No atendimento,
o operador coloca o documento de identificação sobre o equipamento, que procede
à captura integral da imagem em luz visível, infravermelho e ultravioleta, à
leitura da MRZ por OCR, leitura da zona visual com OCR e, quando aplicável, à
leitura do chip sem contacto (RFID). Os dados extraídos são disponibilizados,
através do SDK, à plataforma de venda de certificados, permitindo o
preenchimento automático dos campos de identificação do pedido.
A solução deve suportar quer cidadãos nacionais (Cartão de
Cidadão) quer cidadãos estrangeiros (passaporte, título de residência e demais
documentos compatíveis com ICAO 9303), permitindo, em alternativa, a introdução
manual dos dados pelo operador.»
O concurso
público lançado recentemente, tem um valor superior a cem mil euros e vai
permitir equipar as unidades centrais de 21 comarcas, especialmente naquelas
secções onde são emitidos mais registos criminais e, por isso mesmo, para essas
21 comarcas serão disponibilizados 67 equipamentos, o que significa que algumas
comarcas receberão mais do que um equipamento.
A correr tudo bem
no concurso, os equipamentos poderão estar a funcionar nos tribunais nos
primeiros meses do próximo ano.
Fonte: “Diário da República – anúncio também contendo o endereço às peças do concurso”.

Coisas tão básicas que só agora se implementam. Também ao nível da informática, e do citius especificamente, era tão fácil por as coisas a funcionar com melhor eficiência. Era tão fácil, que penso que é falta de vontade. A plataforma está quase cristalizada desde 2009, ano das notificações electrónicas, apenas acrescentando pequenas funcionalidades. Fazer em 5 ou 6 passos o que se podia fazer em 2 ou 3 é o pão nosso de cada dia. Houvesse vontade que manifestamente não há!
ResponderEliminarObrigado bloguers por continuarem a prestar serviço informativo aos ojs.
ResponderEliminarDe longe mais e melhor informação que sindicatos
Certo
EliminarAinda quanto ao tema de ontem, 26 anos de profissão, 26 anos de roubo de 1 escalão.
ResponderEliminarE é para resolver depois de morrer essa reposição do roubo?
Como é possível!!!
Na mesmíssima situação. Curiosamente, nem tive direito a um monitor novo. Dizem que era dos mais novos com 25 anos de serviço... Só demonstra, perfeitamente, a quantidade de OJ que entraram nas últimas décadas para ser considerado um dos mais novos...
EliminarTriste sindicatos a assobiar
EliminarIsto é possível porque põem advogados como ministros e diretoras gerais que nem juizes ou procuradores são e depois vá de cascar nos escravos. A Dra Isabel Namora podia ter os seus defeitos, mas teve a clarividência de tornar extensível a todos os eventuais a decisão justa proferida por um Tribunal a sério.
EliminarEntretanto vieram uns pseudo académicos reverter a decisão de uma juiz desembargadora, que agora nem têm tomates para levar um despacho oficial (ou foi de brincadeira) até ao fim. Pois fomos notificados, tínhamos 10 dias para reclamar e onde está o resultado dessa reclamação (para a DGAJ os prazos são para os escravos) MALDITOS SEJAM.
Açores de fora...
ResponderEliminarAh ah ah ah ah
EliminarTrabalhai escravos!
Enfim Unidades centrais, onde por norma existem sempre funcionários a mais, .........................
ResponderEliminar