A informação que faltava: SOJ sobre a reunião de 15OUT com o Governo. Mais do mesmo.
Divulgou ontem (22OUT) o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) o que é que se passou na reunião de 15OUT dos sindicatos com o Governo.
Tal como aqui já relatado sobre a mesma reunião,
com base na informação do SFJ, diz o SOJ que «Foram abordados, uma vez mais,
alguns pontos que têm sido discutidos e já são do conhecimento dos colegas,
como por exemplo a questão do diploma relativo ao cumprimento do acórdão que
declarou a inconstitucionalidade de algumas das normas do DL 65/2019.» «Contudo,
o ponto de ordem da reunião era, como é do conhecimento também de todos os
colegas, o regime de avaliação e mobilidade.»
Relativamente a
esta questão fulcral da reunião – o SIADAP híbrido – apresenta o SOJ algumas
considerações baseadas na análise do sistema atual.
Consta assim:
«Sobre a matéria
da avaliação o SOJ entende, e isso mesmo defendeu, que os Oficiais de Justiça,
ao contrário da esmagadora maioria dos demais trabalhadores da República,
sempre foram avaliados e sempre dessa avaliação decorreram ganhos e perdas.
Quando se fala
em valorizar a “meritocracia”, importa recordar que na avaliação dos Oficiais
de Justiça o mérito, ou demérito, sempre esteve presente, embora alguns colegas
entendam que não. Mas vejamos: um colega a quem foi atribuída a notação
superior, será que não tem vantagem a nível de mobilidade ou, por exemplo, numa
promoção? Aquele a quem não foi reconhecido qualquer mérito não foi alvo de
procedimento?
Contudo, a
questão que importa ao Governo não é valorizar e reconhecer o mérito, mas sim
razões de ordem orçamental, condicionar e limitar as mudanças de posição
remuneratória. É somente isso que está em causa. Poderemos sempre discutir o
valor das quotas, se a nota máxima pode ser atribuída a X% ou a Y% dos Oficiais
de Justiça, se o período temporal para uma mudança leva x ou y anos, mas no
final, ao Governo, o que importa é reduzir a despesa com a massa salarial dos
trabalhadores, numa lógica exatamente igual ao que fazem os “novos
latifundiários” por este país fora.
Assim, o SOJ
informou ao Governo que se mostra disponível para melhorar o atual regime de
avaliação e se o Governo quer avançar com a discussão do articulado que
apresenta, seja claro e reconheça que não se trata de valorizar o mérito, mas
sim “congelar” salários, garantir a perda de poder de compra dos Oficiais de Justiça,
retroceder naquilo que são os seus direitos. Essa discussão, não cabe numa
negociação para valorizar a carreira…»
Por fim, informa
o SOJ que o Governo remeteu aos sindicatos, na quarta-feira, 21OUT, «a nova versão do projeto de portaria que
regulamenta os procedimentos concursais de recrutamento para ingresso e de
acesso, bem como o preenchimento dos cargos de secretário de justiça e
secretário de tribunal superior.»
Essa nova versão
do projeto de portaria, diz o SOJ, está disponível para consulta e participação
“de eventual melhoria”. O SOJ não disponibilizou o documento, mas, a pedido,
deverá disponibilizá-lo. Para o efeito, poderá ser utilizado o seguinte endereço
de correio eletrónico: soj.sindicato@gmail.com
Fonte: “SOJ-Info-22OUT”.
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Só há uma coisa a fazer - parar a máquina! Como se pára? Simples, greve às diligências!...
ResponderEliminarJá digo isso há anos!
EliminarA fazerem greves que façam às diligências e pricipalmente diligências mediáticas e greves por horas. Pois causam mais transtorno e menos perda de dinheiro, mas nem isso sindicatos têm inteligência.
Fodddd todos
Concordo com a posição do SOJ, pois que se o novo sistema de avaliação consubstanciar um verdadeiro bloqueio às progressões, traduz-se numa contração das possibilidades de melhoria salarial o mesmo é dizer, do ponto de vista economicista, numa poupança para o Estado e nunca numa valorização da carreira - a acontecer a tabela teria de sofrer melhorias salariais consideráveis como contrapartida dessa contração de possibilidades.
EliminarNoto apenas que se fala nos regulamentos para ingressos, para curso a secretário mas obliteraram o curso para Escrivão e não há nada, nenhuma posição tomada sobre esse assunto , talvez por servir a muitos desses que se servem dos sindicatos para se servirem a eles próprios - é a minha opinião pessoal concorde-se ou não com ela.
Compete aos sindicatos, máxime ao Sindicato dos Funcionários Judiciais (doravante SFJ) representar e defender os interesses gerais da profissão e colaborar com as demais entidades públicas, nomeadamente a DGAJ, nas questões de interesse público relacionadas com a profissão – tais como as condições de trabalho, etc.
Não compete aos sindicatos e nomeadamente ao SFJ representar e defender interesses individuais ou tampouco deixar-se constranger por interesses particulares dos seus associados e impedir-se, pelo eventual constrangimento, de reagir, de atuar relativamente a situações que prejudicam toda a classe, como é o caso das nomeações em regime de substituição agora de mobilidade intercategorias, ou pela sua omissão ou permissividade retardar a abertura dos concursos a Escrivão ou para Secretário, só porque tal retardamento vai possibilitar que muitos dos atualmente excluídos (por terem menos de 12 anos) se possam propor.
Esta atual complacente e contrária aos interesses da profissão, consubstancia algo que considero moralmente inaceitável e revela bem o sentimento de todos aqueles que no seu pensamento dizem que os sindicatos são uma “cambada” ou grupo de pessoas que só coupam tais lugares para se “governarem” ou, melhor dizendo, para dele se aproveitarem e aproveitarem aos seus amigos.
Não sei se a atuação do SFJ e do SOJ se deve a incompetência ou se é deliberada (mesmo que inconscientemente), porque intencionalmente dirigida com o propósito do benefício de alguns e não da profissão.
Na minha opinião estão a prestar um mau serviço ao país e à justiça em particular.
E nós, muitos de nós, continuamos a dar-lhes apoio (somos os tais idiotas úteis…)
Nem precisa ser uma greve ... para não colidir com a doutrina resultante do parecer do CC da PGR .. basta o uso do exercício de outros direitos ( exercício de atividade sindical, plenário, etc.) e agendá-los precisamente para a data e hora de eventos mediáticos...
EliminarComam essas portarias com batatas e façam bom proveito, já que conseguiram matar a carreira com os acordos feitos até agora
ResponderEliminarNem mais! Comam os acordos como o burro come a cenoura
EliminarMais do mesmo mesmo
ResponderEliminarTalvez daqui a 20 anos tenham terminado as reuniões do vácuo
Quanto aos roubados de 2001 nada?
Palhaçada
Palhaçada mesmo ! Continuem a seguir as seitas! Os gurus vão resolver o vosso problema.
EliminarSugadinhos até ao tutano e gostais
Palhaçada mesmo!
EliminarContinuai a seguir os gurus que vos sugam até ao tutano!
Esta negociação não é seria nem transparente. Acedendo à justikDGAJ som os direcionados para a nossa "area de funcionário" onde já está contemplada a opção SIADAP, o que pergunto é andam a negociar o que??? alguém sabe disto que acabem de referir?
ResponderEliminarJá está tudo cozinhado com cenourinha e tudo
Eliminarum documento que pode afetar todos é secreto é assim a transparência dos sindicatos, como vão os trabalhadores apreciar e discutir o documento. Os sindicatos representam os trabalhadores, mas estes devem ser ouvidos. E a própria sociedade civil não deve ser afastada das negociações, outros, independentemente, de estarem a mandar email ou não, devem poder consultar.
ResponderEliminarObviamente
EliminarFazem de nós parvos
Continuem a dar para o peditório
Se assim fosse na nossa vida particular as negociações já tinham todos morrido de fome, aja paciência! Por mim vão todos para o raio que os parta, bando de competentes a viver á custa do nosso trabalho, demitam-se já...
ResponderEliminarEhrheh
EliminarGente sem vergonha não se demite
se os problemas estivessem resolvidos eles não tinham como justificar a sua existência... triste carreira esta onde os sindicatos em vez de ajudarem os seus associados andam a fazer tudo para arrastar as negociações por tempo indeterminado...
ResponderEliminarObviamente
EliminarDinheiro meu nunca mais
Só o facto da não disponibilização do projecto proposto para a avaliação por parte dos sindicatos diz tudo sobre a postura dos mesmos. É, por demais evidente, que, como referido ontem, “os de boa índole, os capazes, os naturalmente contra as injustiças, os reivindicativos, os que se insurgem e confrontam o "status quo" já deixaram de ser sindicalizados. Se pensam, ainda, que o deixar “envelhecer” os OJs foi obra do acaso, mera coincidência, desenganem-se foi propositado. Todos denotam, precisamente esse facto, nas palavras dos agora “velhinhos”: “irão ser uns próximos anos difíceis, mas só me faltam dois anos, outros três”. É esta apatia, esta conformação resignada, este arrastar silencioso da vasta maioria que alimenta a inação dos sindicatos e a força da Tutela…
ResponderEliminar9h-12.30h
Eliminar13.3oh - 17h
E devagarinho
Quem quiser mais que pague
Sim, o projeto de portaria entregue aos sindicatos devia ser divulgado aos sócios que, querendo, podiam dar contributos para a melhoria desse projeto, mas o segredo perante os que pagam quotas foi sempre uma constante ao longo de anos como se isso trouxesse algum benefício a quem se encontra a dialogar com o governo.Enfim! Privilegiar o diálogo com os sócios e seguir para junto dos governantes é que era!
ResponderEliminarLembrar o apoio da Exm@ Juíz Presidente da comarca de Coimbra aos O.Justiça da comarca, a propósito do Plenário de sexta-feira, 16/10, apoio público, sem medos, reconhecendo as dificuldades e o apoio para em conjunto se resolverem. Sim, há algumas situações que com diálogo se podem resolver localmente ( ex. condições de trabalho) sem precisar de Lisboa lá tão longe.
Grande Mulher, quando muitos mesmo reconhecendo o esforço, parecem ter dificuldade em o reafirmar, não apoiando tanto assim aqueles que trabalham a seu lado.Não vale só exigir mas reconhecer também as dificuldades de quem tem de cumprir.
Só Coimbra, cidade do conhecimento, podia ter alguém assim a dirigir a sua Comarca, com sabedoria , coragem. É o que perpassa após tal tomada de posição!!!