As tendas e a pernoita na rua dos Oficiais de Justiça
Os Oficiais de Justiça também já levaram a cabo acampadas, ali pernoitando, sozinhos em frente à Assembleia da República. Corria o ano de 2024 e alguns Oficiais de Justiça tiveram, entre outras, esta iniciativa de acampar em vigília, nunca tendo sido corridos à pancada.
Em fevereiro de
2024, há um Oficial de Justiça que decide acampar em frente à Assembleia da
República. Comprou uma tenda de campismo e lá foi passar a noite.
Apareceu apenas um
polícia da PSP, mas sem cassetete, munido apenas de um saco-cama e, igualmente
descontente, ali passou a noite acompanhando a vigília do Oficial de Justiça.
Depois da
solidão de fevereiro, em abril desse mesmo ano de 2024, em nova vigília, já
surgiram mais Oficiais de Justiça.
Alguns Oficiais
de Justiça que pretendiam ali passar a noite, não dispondo de tendas, receberam
uma contribuição monetária de um único Oficial de Justiça que, lamentando não
poder comparecer em Lisboa, quis colaborar com 80 euros para a aquisição de
tendas.
Depois da
transferência imediata por “MBWay” e mais outra contribuição, por parte dos
organizadores, foram adquiridas três
tendas.
Uma oferta de 80
euros para tendas é algo muito significativo, não apenas pelo valor, mas pelo
gesto de solidariedade.
Foram
comparecendo Oficiais de Justiça que, embora ali não permanecessem toda a
noite, levaram comida quente e fizeram companhia na noite.
Seguem imagens das acampadas dos Oficiais
de Justiça, a de 17FEV2024, com uma tenda, e a de 11ABR2024, com três tendas.











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Acordos para matarem a carreira.
ResponderEliminarFalta gente.
Pessoal deslocado anos fora da sua zona que mal ganha para renda de casa e tem que cortar na comida.
180 de suplemento que depois de descontos talvez foquem 150.
E tudo bem com a vidinha.
Professores até conseguiram apoio para renda.
Ojs não precisam.
Putos fujam disto assim que possam
Se eu algum dia participava numa iniciativa destas...
ResponderEliminarQue miséria.
Uma iniciativa sem qualquer dignidade.
Passarem a noite como mendigos é abandalhar a profissão.
Lutemos mas com dignidade.
Isto é só triste e miserável.
Iniciativa que nada tem a ver com as atuais manifestações e permanência em tendas que, apesar de serem imitaçāo do que antes começou em Espanha face aos despejos em série, têm aqui muita razão de existir também, pois que a habitação, compra e arrendamento, está a tornar-se um direito inatingível.Só para classes privilegiadas.Durante muitos anos governos e municípios esqueceram a habitação social para os menos endinheirados e medidas para obstar aos aumentos, nada têm melhorado as coisas.
ResponderEliminarHá escrituras públicas e nos Bancos da compra de casas.
Porque não estuda o Governo esses dados e os divulga ao público corretamente para sabermos quem anda a comprar "as nossas casas". Será quem precisa delas?
Não interessa divulgar isso porque saberíamos quem beneficia das medidas para os jovens, as isenções aplicadas, os valores elevados das compras a fazer disparar ainda mais os preços.
Um dia os abutres da habitação vão querer libertar-se dos imóveis e não vāo ter quem compre como já aconteceu há anos.
A vasta maioria dos "abutres" actuais são fundos de investimento. Este aumento exponencial é para o povo não ter acesso a habitação própria. Faz parte da pol(h)ítica internacional do WEF, aquele organismo que se infiltrou em todos os gabinetes governativos mundiais, que têm como lema "não vais ter nada e ser feliz". O objetivo é abolir totalmente a propriedade privada e o povo teria de alugar tudinho, incluindo veículos... Obviamente que os dementes anormais querem ficar com tudo e ser imensamente infelizes com isso...
EliminarNa segunda acampada já podem considerar ter tido alguma sorte, apesar do Pedro Duarte nessa altura ainda não estar completamente fascializado.
EliminarOs fascistas da AD ainda não tinham tido então tempo para pensarem em repressão e os ultra-fascistas ainda tinham pouca expressão.
Mas cada vez há mais votantes que não têm qualquer noção do que o fascismo é, julgam que desde que andem na linha não lhes bate à porta, mas o ciclo da história vai-se sempre repetindo e depois espantem-se.
O próprio presidente da república, tinha 12 anos quando foi feita a revolução contra o fascismo, o que é que ele pode saber do assunto? A não ser que fosse um génio e já conseguisse ter essa percepção com tão tenra idade, mas isso só acontece com alguns vates predestinados, o que não me parece ser o caso.
O primeiro ministro mal falava nessa altura, como de resto agora pouco melhor sabe falar ("escutide" egoísticos), o que é que ele pode saber de democracia? Só pode saber de autoritarismo, que são as origens de onde vem.
Tenho pena do rumo que o país da minha língua está a tomar, mas pronto, é altura do ciclo trazer de novo a ditadura, esperemos que não seja de novo a mais longa da Europa, que é já de si o restante cantinho do mundo livre.
https://www.jornaldenegocios.pt/economia/habitacao/detalhe/fatia-do-imobiliario-na-mao-dos-10-mais-ricos-subiu-para-40
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