Mais uma reunião com resultados: as mesmas promessas de sempre
A informação sindical de ontem do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) diz respeito à reunião ocorrida com elementos do Governo no dia anterior. Finalmente, a informação de uma reunião, que não é um mero adiamento prévio, é prestada de forma célere. Tão célere é agora que até o SFJ, pasmem-se, sente necessidade de justificar esta “demora”, informando que a reunião “prolongou-se até perto das 20H00”.
Claro que esta
nova “demora” é agora de uma velocidade estonteante e, claro, os Oficiais de
Justiça, manifestaram já, para além do espanto, satisfação com esta nova
postura informativa deste Sindicato que esperam se repita e permaneça.
Informa o SFJ
que a reunião “ficou marcada pela discussão sobre o modelo de avaliação dos
Oficiais de Justiça”, isto é, o sistema SIADAP, sem deixar de voltar aos mesmos
assuntos de sempre, como “as condições de trabalho, a revisão dos mapas de
pessoal, o ingresso e o acesso, a mobilidade e a valorização remuneratória”,
como consta da nota informativa.
Em relação ao
SIADAP, diz o SFJ que “a tutela começou por insistir na aplicação do SIADAP,
considerando-o um modelo transversal à Administração Pública.” e que a
argumentação “apresentada pelo SFJ levou a Tutela a manifestar disponibilidade
para voltar a apreciar os contributos anteriormente remetidos pelo Sindicato
sobre esta matéria, comprometendo-se a apresentar uma proposta mais ajustada às
especificidades da carreira.”
No capítulo das
condições de trabalho, o Ministério da Justiça referiu as entregas em curso de
computadores e monitores.
No capítulo da
revisão dos mapas de pessoal, o Ministério da Justiça diz que está a “proceder
à revisão”.
No capítulo dos
ingressos, o Ministério da Justiça diz que irá remeter proposta de portaria de
ingresso.
No capítulo dos
acessos e mobilidade, o Ministério da Justiça diz que irá remeter proposta de
portaria.
No capítulo da
mobilidade, o Ministério da Justiça disse também que tem “a intenção de
apresentar uma proposta relativa à mobilidade”.
No capítulo da
valorização remuneratória, “a Tutela manifestou abertura para negociar
autonomamente os ajustamentos remuneratórios, sem os condicionar à aceitação do
SIADAP”.
No capítulo do
acórdão do Tribunal Constitucional relativo ao descongelamento parcial dos que
não foram, diz o SFJ que o secretário de Estado adjunto e da Justiça “informou
que se encontrava concluído o projeto de diploma destinado a executar o Acórdão
do Tribunal Constitucional n.º 676/2025, indicando que o mesmo seria remetido
para publicação no Boletim do Trabalho e Emprego (BTE)”.
No capítulo das
sucessivas reuniões, desta vez nem sequer ficou marcada nova reunião, tal como
não ficou marcado prazo algum para a entrega das propostas.
Fonte: “SFJ-Info-16OUT2026”.
.jpg)
Mais do mesmo...
ResponderEliminarResumindo, mais do mesmo... Certamente na próxima será para desejaram "boas festas" - dado ser politicamente mais correcto - trocarem "prendinhas" e para o ano há mais...
ResponderEliminarAgora, qual é a pressa?
ResponderEliminarTudo, repito, tudo o que o SFJ/órgãos de gestão/DGAJ pretendiam conseguiram com o acordo do último ano, a saber:
Muito dinheiro para a formação e para os amigos
Transformaram-nos em cartas fora do baralho, para que um administrador, possa brincar com as nossas vidas, isto é, hoje não preciso de ti aqui no MP, vai para o judicial e vice-versa
Já não é preciso um juiz pedir a um funcionário para ficar a trabalhar até mais tarde, basta um despacho
Com uma mão, deram-nos um dinheirito, com as 2 mãos, tiraram-nos a subida de escalão de 3 em 3 anos
MAS, COMO ATÉ HOJE SÓ VI UMA FUNCIONÁRIA A TER A CORAGEM DE DIZER A UMA MINISTRA A VERDADE, ESTOU-ME A REFERIR À COLEGA DE AVEIRO (desculpe-me não recordar o seu nome) SÓ TEMOS O QUE MERECEMOS.
A carreira dos Oficiais de Justiça não precisa de mais promessas. Precisa de decisões.
ResponderEliminarHá mais de dois anos que os Oficiais de Justiça aguardam respostas, entre anúncios, negociações, diplomas e expectativas. Entretanto, os tribunais continuam a funcionar graças ao profissionalismo de quem assegura diariamente a tramitação dos processos e o apoio à atividade judicial.
A criação da carreira especial de Oficial de Justiça representou um passo, que podia ter sido importante, mas que redundou numa oportunidade perdida, a que se seguiram diplomas relativos às transições, ao recrutamento e aos acessos. Porém, continuam por resolver questões essenciais, como a valorização remuneratória, a avaliação, os mapas de pessoal, a mobilidade e a progressão na carreira.
A legislação, por si só, não resolve os problemas. É necessário que as medidas anunciadas sejam concretizadas e produzam efeitos na vida profissional de quem trabalha nos tribunais.
A persistência de carências de recursos humanos, a incerteza quanto à evolução profissional e a ausência de resultados visíveis nas matérias que continuam em negociação alimentam o desgaste e a desmotivação. As consequências não se limitam aos trabalhadores: podem também dificultar a atração de novos candidatos, a renovação geracional da carreira e a capacidade dos serviços para responder às exigências da Justiça.
Esta é, por isso, uma questão que ultrapassa o plano laboral. A qualidade e a celeridade da resposta judicial dependem, entre outros fatores, de equipas em número adequado, com formação, experiência e condições para desempenhar as suas funções. A valorização dos Oficiais de Justiça deve ser encarada como parte integrante de uma política de melhoria do funcionamento dos tribunais, e não como uma reivindicação profissional isolada.
Os Oficiais de Justiça têm demonstrado sentido de responsabilidade e compromisso com o serviço público, mesmo perante dificuldades que se prolongam no tempo. É legítimo exigir que o Estado corresponda a esse compromisso com medidas concretas, prazos definidos e resultados verificáveis.
Uma carreira pode resistir durante algum tempo à falta de reconhecimento e de perspetivas. A prazo, porém, a incerteza compromete a motivação, a capacidade de atrair profissionais e a própria renovação dos serviços.
A Justiça precisa de Oficiais de Justiça valorizados e motivados. Os Oficiais de Justiça precisam de respostas concretas, não de mais promessas. O maior risco já não é a falta de respostas. É a crescente convicção de que ninguém tem capacidade para as obter.
Certo
EliminarÉ verdade, até hoje vi uma colega expor a gestão de comarcas e a Dgaj e ministério da justiça, afirmar perentoriamente os compadrios, o abuso de poder e a corrupção dentro do seio da carreira de oficiais de justiça, pedindo sindicância e eventuais crimes praticatos por chefias. As substituições de lugar de escrivão é uma delas, entre outras. Aquilo que os sindicatos deveriam fazer, resume-se á coragem de uma colega a colocar o dedo na ferida e expor o que muitos de nós sabem e têm a percepção, mas com medo não são capazes de expo-los. Grande mulher.
ResponderEliminarSem duvida!
EliminarUma vergonha! O governo só abre o dossier para analisar as propostas dos sindicatos no próprio dia das reuniões. É mais do mesmo! É efetivamente vergonhoso o tempo que passamos em "negociações" sem que nada se concretize. Entretanto, estamos no fim do ano e o que conquistámos? O que é que efetivamente se concretizou e melhorou a nossa vida? Nada... não temos nada! E o que vier a ser conquistado será insignificante face aos anos de espera. Enquanto uns negoceiam, outros desesperam todos os dias, nas secretarias, à espera de respostas que tardam em chegar…
ResponderEliminarConseguiram matar a carreira
EliminarTomaram bem nota das exposições e até uma próxima
ResponderEliminar180€ depois de descontos, maravilha de suplento para 2 horas diarias até 25. Façam as contas. Maravilha
ResponderEliminar