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OE27 chateia SFJ e este ameaça, mais uma vez, com novas formas de luta e greve

      O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) apresentou mais uma ameaça de novas formas de luta e greve depois de ver a proposta de Lei do Orçamento de Estado para 2027 que, como se sabe, consta já, antecipadamente, com a anunciada abstenção do Partido Socialista, o que resultará, inevitavelmente, na aprovação da Lei.

      A reação indignada “a posteriori”, quando a mesma é já inconsequente, consiste num mero faz-de-conta de uma ilusória luta que, tal como os outros anteriores anúncios de ameaças que este sindicato vem apresentando, uns atrás dos outros, suas linhas vermelhas e prazos delimitados, não servem para absolutamente nada.

      E toda esta súbita indignação advém de ver o êxito da valorização das outras carreiras, ao contrário desta, e é precisamente por isso, por essa espécie de inveja pela incapacidade, que se apresenta a indignação.

      Na passada sexta-feira (09SET), em comunicado divulgado pela comunicação social, lia-se assim:

      “O Governo apresentou, para outras carreiras da Justiça, compromissos quantificados de recrutamento e promoções. O SFJ saúda essa valorização, que esses profissionais merecem, e exige igual clareza para os oficiais de justiça. O Ministério da Justiça tem de responder às necessidades de todas as carreiras que asseguram o funcionamento do sistema judicial”.

      Para o SFJ a referência à valorização da carreira dos oficiais de justiça é vaga e “não responde às perguntas essenciais” que o sindicato quer ver respondidas, nomeadamente quando e quantos profissionais vão ser recrutados e quando serão abertos concursos de promoção, frisando que a falta de oficiais de justiça compromete o funcionamento da Justiça.

      Continuando com a desilusão geral e contínua, diz o SFJ que “a desilusão resulta da distância entre o compromisso de valorizar a carreira e a ausência de respostas concretas sobre a sua execução”, sublinhando que falta “execução efetiva” ao diploma recente sobre ingressos e promoções na carreira.

      Assim, ao longo do período de discussão na especialidade pelo Parlamento do OE2027, o SFJ quer “um plano de recrutamento para 2027, com número de admissões, financiamento e calendário de entrada em funções”, assim como concursos urgentes de promoção e para chefias.

      Entre as reivindicações está também a conclusão da revisão dos estatutos, com “negociação séria e com compromissos calendarizados”, lê-se no comunicado.

      “O SFJ levará estas exigências ao Governo e a todos os grupos parlamentares. Na ausência de respostas concretas, ponderará novas formas de luta, incluindo a greve, no quadro das decisões dos seus órgãos competentes”.

      O sindicato refere que os Oficiais de Justiça “não aceitam mais um ano de compromissos sem execução” e afirma sobre a proposta do OE2027, que “encontra verbas para modernizar a Justiça”, que “falta perceber quando encontrará uma solução para quem todos os dias a faz funcionar”.

      A proposta do OE2027 vai ser discutida e votada na generalidade entre 27 e 28 de outubro. A votação final global está marcada para 24 de novembro, após o processo de debate na especialidade.


      Fontes: “Eco” e “Observador”.

Comentários

  1. Bla bla bla! ...

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  2. Anti mentirosos e hipócritas12/10/26 08:56

    Décadas de nda e quem está nas secretarias a adoecer por falta de pessoal e pressão que mata.
    Putalhada nova só daqui a uns anos abrirá os olhos por não lutar por nada agora.

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  3. Treta e mais treta ! Há falta de oficiais de justiça, os que se arrastam pelos sindicatos , é coloca los nas secretarias, é lá que são úteis e fazem muita falta ! Chega de conversa da treta!






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  4. Mais do mesmo, cambada de incompetentes.

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  5. A inércia e o distanciamento de um sindicato que não zela pelos interesses da sua classe representam uma profunda quebra de confiança e a falência da sua própria razão de ser. Quando uma estrutura sindical se acomoda, ignora as bases ou prioriza agendas políticas e burocráticas em detrimento das condições de trabalho e salariais dos funcionários, ela deixa de ser um escudo protetor para se tornar um obstáculo. É isto que temos vindo a assistir à décadas, no meu caso há 23 anos. MISERÁVEIS aqueles que assumem os lugares para nada fazerem, nada conseguirem em prol daqueles que representam.

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    1. Será que é por isso que alguns utilizam o termo TRAIÇÃO?!...

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  6. Adofo Dias12/10/26 14:08

    Afinal, esta gente andou a estudar nas universidades para quê, nem capacidade têm para decidir uma greve de uma semana e outras formas de luta, como por exemplo a greve aos atos, a qual não foi declarada ilegal.
    Não passam de uns tecnocratas como os nossos governantes e nós aqui nas secretarias diariamente a sofrer uma agonia lenta e desgastante com a falta de pessoas para trabalhar.

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  7. se o sindicato resolver os problemas a sua existência e sua visibilidade ficava em causa, porque quem está á frente convêm aparecer para depois se dar um salto para outro lado qualquer...
    quem não aparece é esquecido....

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  8. Os cães ladram e a caravana passa...

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    1. Paguem para sindicatos que mataram a carreira
      Força

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  9. E quando uma posição de força por parte do(s) sindicato(s) quanto à falta de cumprimento do Acórdão do Tribunal Constitucional por parte da DGAJ e MJ, tratam aquilo como se fosse uma coisa sem importância.

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