Oficiais de Justiça manifestam-se sem tendas junto à escadaria da Assembleia da República
Cerca de 30 Oficiais de Justiça, de acordo com os jornalistas – cerca de 50 segundo elementos do SFJ e quase 40 contados na fotografia que ilustra este artigo –, estiveram ontem presentes numa concentração-manifestação em frente à Assembleia da República, porque até ali se deslocou a equipa ministerial da Justiça, para apresentação da parte que lhe diz respeito na proposta do Orçamento de Estado para 2027.
A ministra da
Justiça, Rita Alarcão Júdice, acompanhada pelo secretário de Estado adjunto e
da Justiça, Gonçalo da Cunha Pires, e pela secretária de Estado da Justiça, Ana
Luísa Machado, desenvolveram aos deputados os valores insertos nas verbas
orçamentais para gastar em 2027.
Por sua vez, os Oficiais
de Justiça presentes defronte à Assembleia da República, convocados pelo Sindicato
dos Funcionários Judiciais (SFJ), quiseram manifestar o seu desagrado com a
ausência na proposta orçamental de medidas que valorizem a carreira.
O protesto começou
pelas 14H00, a mesma hora que estava agendada para o início da audição da
ministra da Justiça, no âmbito da apreciação na especialidade da proposta de OE2027.
«Estamos
presentes para mostrar a nossa indignação pela falta de conteúdos orçamentais
para a nossa carreira, que há mais de 20 anos está à espera de valorização»,
afirmou aos jornalistas a presidente do SFJ.
Entre outros
aspetos, Regina Soare6s destacou a ausência do OE2027 de um número concreto de Oficiais
de Justiça para ingresso nos tribunais e nos serviços do Ministério Público no
próximo ano, considerando que tal ausência é “uma falha muito grande” face à
atual carência de cerca de dois mil Oficiais de Justiça.
Recordemos que o
Governo considera que haverá ingressos de Oficiais de Justiça em 2027, mas não
os quantifica, ao contrário do que faz com outras carreiras da mesma área da
Justiça.
Vejamos a
diferença: especificam-se mais 485 novos Oficiais de Registo para as
Conservatórias, especificam-se mais 200 novos Guardas Prisionais e até se
especificam as 240 promoções nesta mesma carreira do Corpo da Guarda Prisional,
mas quanto aos Oficiais de Justiça, não há qualquer número, nem de ingressos
nem de promoções.
Nem os Oficiais
de Registos nem os Guardas Prisionais sentiram necessidade de marcar presença
em frente à Assembleia da República em protesto pelo desprezo das suas
carreiras.
No que se refere
aos Guardas Prisionais, carreira para a qual se especifica o número concreto de
ingressos e de promoções, certamente não será alheia a sua forma de luta no corrente
ano, mantendo ainda um número considerável de greves em andamento, por cada
área de atuação, como, por exemplo (e não as vamos elencar todas): desde o dia
05AGO até 31DEZ os guardas em funções no EP da PJ de Lisboa; durante todo o mês
de setembro estiveram os do EP do Porto; todo o mês de novembro estão os Guardas
do EP de Sintra, todo o ano de 2026 (de 01JAN a 31DEZ), os que exercem funções
no EP de Lisboa, também quase todo ao ano e até 31DEZ os do EP de Setúbal,
etc., greves convocadas por dois sindicatos (ASP/CGP e SNCGP), tendo também os
Oficiais de Registos marcado greves no corrente ano.
Comparativamente, os Oficiais de Justiça, são apenas mencionados como existentes
e a futuramente considerar, sem necessidade de especificar nada, uma vez que as
suas ações se revelam inócuas.
Aos jornalistas,
a presidente do SFJ apresentou mais reivindicações. Disse que queria também que
constasse do OE2027 um calendário para o final da revisão do estatuto, revisão
esta iniciada há cerca de dois anos e meio, justificando que a implementação desta
revisão tem implicações nas contas do Estado.
Falaram com os Oficiais
de Justiça e também com os professores que ali compareceram também em protesto,
alguns deputados da oposição.
Fontes: “Ministério da Justiça”, “Notícias ao Minuto”, “Correio da Manhã” e “PCP”.

só falta aí o coveiro
ResponderEliminarMais do mesmo
ResponderEliminarNas formas de luta nem os sindicatos das outras carreiras sabem copiar
E não saimos disto
Anos de nada de novo e cada vez pior
Matem mais o morto
Triste realidade
EliminarSomos mesmo poucochinos, atá na lista de aposentações, apenas 7 se aposentaram neste mês.
ResponderEliminarParece-me que alguém está a retardar a saída da malta com pedidos de reforma. Mas se calhar sou só eu a ver coisas onde elas não existem.
"É a vida, Alvim"
ResponderEliminarÉ isto que me apraz dizer de tudo o que li.
E o que li foi, para além do mais, a notícia da reivindicação de um "calendário para o final da revisão do estatuto, revisão esta iniciada há cerca de dois anos e meio" e de que, no OE2027, "não há qualquer número, nem de ingressos nem de promoções".
E eu pergunto-me a mim mesmo se era possível concretizar ambas as reivindicações. A resposta que me assalta ao pensamento é a de que sem a revisão do mapa de pessoal não pode haver nem ingressos nem promoções e isso é uma verdade insofismável.
Mas será que era já tempo de se conhecer o tal mapa de pessoal revisto?
Claro que sim. Não é preciso lembrar que a sra. ex-MJ Dra. Paula Teixeira da Cruz operou em menos de quatro anos uma revisão do mapa e sistema judiciário, é certo que com ulteriores ajustamentos, mas o contexto era bem mais difícil que o atual (bastou-lhe aumentar em mais de mil euros os vencimentos aos magistrados no DIAP ou Instâncias Centrais e criar mais vinte e 46 tachos equivalentes a promoções (falo das 23 Presidências a que se somam outras tantas (2) Coordenações).
As revisões operadas "às pinguinhas" não vieram trazer justiça nem equidade senão vejamos:
- à custa dos ex-Adjuntos, muitos deles perto de uma mudança de escalão, melhoraram substancialmente os ex-Auxiliares (em ternos remuneratórios) coartando-lhe a possibilidade de careira - foi-lhes cerceada essa hipótese - sem qualquer contrapartida nomeadamente financeira.
Acresce que substituíram (forçosamente) o regime de substituição pelo da mobilidade intercategorias, valorizando quem é "convidado" para tal cargo num processo concursal futuro ?! Ou seja, logo à partida o processo está enviesado porque este factor está apenas dependente da circunstância de ocasião - a de estar num tribunal e serviço em que não havendo mais ninguém é-se premiado com esse cargo, independentemente do mérito, vindo a beneficiar dessa circunstância num procedimento concursal em que deveria ser o mérito e preparação e já não a experiência (de uma má ou boa prestação) que se poderá ter tido nessa ocupação precária.
Não sei que educação na escola tiveram estes senhores, mas a mim sempre me foi ensinado que as decisões deveriam ser o mais justas possíveis com menor pendor subjetivo e maior pendor objetivo.
Mas será isso que está a acontecer? Claro que não! Estão a abrir a porta a uma arbitrariedade e discricionariedade que a breve prazo vai paralisar os tribunais.
Ninguém fica quieto ao ver um Colega, sem mérito, ocupar um cargo que deveria ser ocupado através de um concurso com critérios objetivos bem definidos e menor margem de ingerência (potenciada com o fator da entrevista sobre valorado).
Depois vejo uma sra. Presidente do Sindicato que o que pretende é curiosamente... mais ingressos sem curar de saber das promoções e a razão é óbvia, pois que lutou para que a precariedade continue a existir (e não falo só no regime - de substituição ou mobilidade inter-categorias, falo da competência e capacidade dessas - de muitas dessas - pessoas que ocupam tais lugares).
Não há muito mais que dizer - não foram calendarizadas metas a atingir ou ações a levar a cabo, tampouco princípios norteadores da revisão "ás pinguinhas" sem qualquer rumo ou norte. Aliás não se percebe que porra de reforma está em curso, parecendo que ninguém daquela equipa ministerial percebe patavina do assunto (da administração da justiça).
Venham outros que estes já não vão deixar saudades e irão ser lembrados por muito tempo do que tão mal nos fizeram e que se irá descobrindo nos próximos tempos (iremos dar conta disso mais cedo do que muitos julgam).
Certeiro
Eliminarassim se gasta o dinheiro pago ainda por alguns, em coisas fofinhas e engraçadas que nada traz de novo, 25 anos de nada de novo, sem desprimor para certas profissões ( mas hoje em dia qualquer funcionário de uma fábrica, que certamente tem as suas responsabilidades, mas nada comparado com as nossas, ganha quase o mesmo que nós)
ResponderEliminarTriste realidade
EliminarFujam enquanto sois novos ! É a pior carreira do MJ!
ResponderEliminarSem dúvida.
EliminarExigências
Malpagos longe de casa
Falta de pessoal
E com tudo isso as doenças
Verão brevemente quando a idade começa a cair em cima e sonhos adiados a adoecer
Sem dúvida.
EliminarExigências
Malpagos longe de casa
Falta de pessoal
E com tudo isso as doenças
Verão brevemente quando a idade começa a cair em cima e sonhos adiados a adoecer
Sem dúvida.
EliminarExigências
Malpagos longe de casa
Falta de pessoal
E com tudo isso as doenças
Verão brevemente quando a idade começa a cair em cima e sonhos adiados a adoecer
Os nossos coleguinhas Cheganitos andam muito caladinhos.
ResponderEliminarSerá trauma da queda do bolsonarito e do trumpzito?
Ou medo da seita do Andrezito ser a próxima a cair?
Oa meus parabens a todos os democratas.
Com a queda destes asnos, o mundo tornou se melhor.
Tanto falas que parece que tens medo es tu garota
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