SLAPP: o assédio judicial contra a Liberdade de Expressão
Nesta última quarta-feira, no âmbito da conferência “SLAPP: Liberdade de Expressão e Assédio Judicial”, que decorreu na Universidade de Coimbra, sobre Ações Judiciais Estratégicas Contra a Participação Pública (em inglês, Strategic Lawsuits Against Public Participation – SLAPP), organizada pela Associação Sindical de Juízes (ASJP), Frente Cívica e Sindicato dos Jornalistas, abordou-se a questão dos ataques à liberdade de expressão quando atacada através de ações judiciais abusivas.
Todos sabem bem
que existe um recurso constante a ações judiciais e mesmo de processos
disciplinares, que não são instaurados para que se faça Justiça, mas que têm apenas
o propósito de silenciar. Ainda que os visados acabem vencendo os processos, sofrem
sempre alguns anos de desgaste e despesas, motivo pelo qual a propositura destes
processos constitui uma mera e ignóbil estratégia de opressão que acaba por
contagiar potenciais visados que, por medo, se auto censuram, assim se espalhando
o silenciamento nesta nova forma de censura.
Para o
presidente da ASJP, Nuno Matos, uma das formas de ataque à liberdade de
expressão é o uso de SLAPP, cujo objetivo “não é a busca pela Justiça”, mas o
silenciamento. “É terreno fértil para atuações que, a vários níveis, visam
agredir, limitar ou pôr em causa a liberdade de expressão e outras liberdades”.
«O verdadeiro
propósito é a assimetria e o desgaste. É transformar o direito num obstáculo, a
justiça num privilégio financeiro e o debate público num campo minado.»,
acrescentou o presidente da ASJP que defende um amplo debate e consenso na
transposição para Portugal da diretiva europeia em defesa da liberdade de
expressão, cujo prazo já foi ultrapassado.
“Temos uma
diretiva anti-SLAPP – aprovada pela União Europeia em 11 de abril de 2024, que
é a Diretiva 2024/1069 –, que ainda não foi transposta para Portugal, não
obstante estar esgotado o prazo estipulado para esse efeito. Impõe-se que a
transposição da diretiva seja feita após amplo debate e consenso da sociedade”,
afirmou o presidente da ASJP.
Durante a
intervenção, o dirigente da ASJP notou que a temática da liberdade de expressão
“não pode ser mais atual”, sustentando com o tempo que se vive, de “rápidas e,
por vezes, substanciais transformações sociais, políticas, económicas,
institucionais e tecnológicas” e pautado por momentos de instabilidade social e
política.
Na abertura da
conferência, o vice-reitor para Relações Internacionais e Alumni da Universidade
de Coimbra, João Nuno Calvão da Silva, defendeu a importância dos órgãos de
comunicação social, que apontou como “a última válvula de escape para o regime
democrático”.
“Se não tivermos
uma comunicação social forte, financeiramente sustentável e garantidora da
independência dos jornalistas e dos profissionais de imprensa, não haverá
democracia“, afirmou.
Ao mesmo tempo
que pediu à sociedade para dar “todas as condições” para a independência da
comunicação social, o vice-reitor disse que não se pode permitir que o direito
a recurso judicial seja “abusivamente utilizado” para condicionar a liberdade
de imprensa, por motivos de “proteção de interesses económicos ou de proteção
de determinadas classes políticas ou outras”.
“O abuso de
Direito é intolerável em qualquer Estado de Direito democrático”, referiu,
acrescentando que “o seu abuso destinado exclusivamente, ou predominantemente,
a condicionar a liberdade de imprensa é um atentado ao Estado de Direito
democrático e à democracia representativa”.
Fonte: “Observador”.
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Haverá sempre alguém resiste!
ResponderEliminarContra déspotas e tiranetesecos, incluindo nos tribunais.
Gente sem medo!
E os tiranos que se lembrem que também moŕrem e o legado que dei xam é o que se sabe
Sem dúvida! Contra os merdosos que pensam mandar jisto tudo e fazem e desfazem da vida dos outros a morte um dia os julgará
EliminarAlguém sabe dizer se o subsídio de disponibilidade será actualizado, como previsto, e qual o valor?
ResponderEliminarO grandioso subsidio?
EliminarEheh nem isso sindicatos souberam negociar. 180€ que depois de impostos ficam uns 120€. Dividam isso por 24 horas deobrigação se houver despacho e digam quanto ganham por hora com esse grandioso subsídios.
Já agora sabdm qual o subsídio srm obrigação na DGRS? Sabem quanto negociaram além do aumento? Pesquisem
Sem dúvida fantástico subsídio
Eliminar50 anos do que o povo continua a gostar.
ResponderEliminarAguentem escravos e oaguem aos sindicatos que vos deram um nivel fantastico
Fantástico 3
A camin
EliminarA caminho do n̈ivel 4
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